segunda-feira, 16 de abril de 2007

Projecto Queimar as Cinzas , visite e participe neste projecto(Clique aqui e saiba tudo)


A empresa russa Kamov, que vendeu a Portugal seis helicópteros pesados para combate a incêndios, vai ceder 12 pilotos para as aeronaves de modo a colmatar a falta de especialistas, disse ontem fonte oficial.

A ‘solução’ surgiu depois do concurso aberto pelo Governo não ter conseguido seleccionar os 28 pilotos necessários para operar os dez aparelhos que Portugal adquiriu para combater fogos florestais, disse o subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade. O concurso teve mais de uma centena de concorrentes, mas “largas dezenas” foram eliminados à partida por falta de experiência.Combater incêndios florestais com helicópteros “é das tarefas mais complexas que há”. Os 12 russos irão operar os Kamov com portugueses, que vão ganhar experiência. Os seis aparelhos russos vão estar operacionais a 15 de Maio, tal como os quatro helicópteros ligeiros adquiridos à Eurocopter. Fora da época de incêndios, as dez aeronaves vão reforçar os dois que estão permanentemente de prevenção. Quanto aos aviões, aos dois Canadair já alugados, deverão juntar-se outros dois contratados. Em Maio vai ser aberto concurso para a aquisição de quatro aeronaves pesadas, mas o processo levará “vários anos a concretizar”, pelo que o aluguer vai continuar a ser a solução nos próximos Verões.

domingo, 15 de abril de 2007

Projecto Floresta Unida 2007 - Videos FU e outros ( Clique aqui e veja todos os videos)

O Município de Caminha acaba de arrancar com mais uma campanha de sensibilização junto da população do concelho, no âmbito da Prevenção e Protecção da Floresta Contra Incêndios, intitulada “Incêndios Florestais: Já se esqueceu ou ainda não quer pensar nisso? / Está preparado para o período crítico que se aproxima???”, que permanecerá nas ruas até fins de Maio.Esta iniciativa fruto de uma candidatura aprovada ao Fundo Florestal Permanente, consiste numa campanha publicitária nos Órgãos de Comunicação Locais e na distribuição de flyers informativos pelo concelho, com informações precisas sobre a protecção da floresta, que serão distribuídos por todas as freguesias, em locais públicos, nomeadamente nas sedes das juntas de freguesia.A Câmara optou por lançar este repto às pessoas durante os meses que antecedem a fase mais propícia à ocorrência de incêndios, por forma a preparar e a sensibilizar as populações para o período crítico que se aproxima.Recorde-se que no âmbito da protecção das florestas, a Câmara realizou durante os meses de Inverno a campanha de sensibilização “Os fogos apagam-se de Inverno”, nos meios de comunicação locais, com o propósito de alertar a população para a importância da prevenção nos meses mais frios, para que na época de fogos o impacto dos incêndios seja menor, bem como colocou nas principais entradas do concelho outdoors, com a mensagem “Não deixe que a nossa floresta seja uma miragem. Proteja-a!!!”.
Fonte: O Primeiro de Janeiro

A “gravidade da situação” obriga a autoridade das florestas a rever o plano de combate do verme nemátodo que provoca a morte súbita dos pinheiros bravos. O rápido alastrar do verme já levou a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) a expandir, em apenas nove meses, a instalação do cordão sanitário. O corte de árvores é agora, também, obrigatório na margem norte do Tejo.

Há meio milhão de pinheiros para abater até 2008. A acção decorre em terras privadas em que proprietários contestam as indemnizações atribuídas. O Estado atribui entre quatro a dez euros por árvore, de acordo com a sua dimensão. Os produtores florestais garantem que o preço de mercado é superior a 50 euros.A urgência da acção levou à instalação de uma zona tampão, área a partir da qual não podem circular madeiras não tratadas. A União Europeia disponibilizou também nove milhões para que a autoridades das florestas consiga controlar a praga e evitar a propagação ao resto da Europa.PRODUTORES PROTESTAMO derrube das árvores decorre na chamada faixa de contenção fitossanitária. Uma área de 130 mil hectares, que segue – com a forma de um anel – o limite exterior da zona tampão, numa área de cerca de três quilómetros de largura, onde todos os pinheiros bravos terão de ser abatidos.A operação levanta, no entanto, sérias críticas dos produtores florestais pela forma como está a ser conduzida. A Federação dos Produtores Florestais de Portugal defende que os direitos dos produtores não estão a ser respeitados. Segundo Ricardo Machado, secretário-geral da Federação, quando começou o abate das árvores “os proprietários não sabiam absolutamente nada”, “nem que compensações iriam ter”. Quatro meses após o início da operação, pequenos produtores continuam sem saber se concluído o abate dos seus pinheiros irão receber ou ter de pagar para a cura da praga.O cortar das árvores cria também alguma tensão entre trabalhadores e produtores florestais. A organização ambientalista Quercus confirma a existência de denúncias. Casos são apontados de proprietários armados que tentam evitar abate.Também os técnicos florestais parecem ter posições contraditórias entre si no cumprimento das orientações. Segundo apurou o CM, a Direcção de Serviços de Desenvolvimento Florestal abriu um processo de averiguações à actuação de dois técnicos que aconselharam um proprietário a não deixar levar os pinheiros cortados.AMEAÇA DE EMBARGOPortugal corre também o risco de sofrer um embargo à exportação de madeiras, a exemplo do que aconteceu com a doença das vacas loucas, caso as medidas agora adoptadas não consigam impedir que o verme prolifere por todo o País. O sector florestal emprega mais de cem mil pessoas e movimenta cerca de cinco mil milhões de euros.Domingos Patacho, da Quercus, confirma que “essa é uma possibilidade caso o nemátodo não seja rapidamente travado”. No seu entender, “a decisão de criar um cordão onde todos os pinheiros têm de ser abatidos vem demasiado tarde”, pelo que resulta num custo muito mais elevado se fosse concretizado logo no início da praga. Também a escolha da Primavera para esta acção é criticada pelos ambientalistas por “causar danos ao habitat de aves como cegonhas ou garças”.“Os únicos meios eficazes de luta contra o nemátodo da madeira do pinheiro consistem na eliminação das árvores doentes”, sustenta a DGRF. O recurso a químicos produz efeitos secundários no ambiente. DONOS OBRIGADOS A ABATEO Governo definiu que cabe aos proprietários cortarem os pinheiros e procederem à remoção da lenha. O Estado só intervém em caso de incumprimento. Contudo, a despesa do trabalho de corte e remoção efectuado pelas empresas contratadas pela Direcção-Geral de Recursos Florestais é depois apresentada aos proprietários, pelo que o deputado de Os Verdes, Francisco Madeira Lopes, interroga se não serão os silvicultores a ter de reembolsar o Estado quando for a altura de receberem as indemnizações. A fim de ver esclarecidas várias questões, o deputado apresentou junto do presidente da Assembleia da República um requerimento onde pretende obter do Governo respostas sob a forma como foi conduzido o processo de abate, que, afirma, “tem causado grande revolta e incompreensão por parte dos produtores”.REACÇÕES"NINGUÉM ASSUME RESPONSABILIDADES" (Macário Gomes, Produtor florestal)“No abate das árvores houve um incêndio que me destruiu um sobreiro e um pinheiro manso, mas ninguém assume responsabilidades sobre estes danos. Telefono para as autoridades e empurram de uns para os outros.” "ACHO QUE NÃO VOU RECEBER NADA" (Cristiano Gomes, Produtor florestal)“Penso que no final vou ficar com o prejuízo e o Estado não vai pagar nada. Eles cortam as árvores e juntam-nas todas. Como é que sabem quais são minhas? É uma dor ver cortar um pinheiro com mais de cem anos.” ESTRATÉGIA FALHADAPRAGA TEM OITO ANOSA praga do nemátodo existe há vários anos na América do Norte e Extremo Oriente. Na Europa, Portugal foi o primeiro país atingido. O verme terá chegado em contentores a Setúbal. Primeiras árvores doentes foram observadas em Pegões.AVANÇO RÁPIDOA falta de uma decisão que ordenasse o abate total na zona da Marateca levou a que a praga em oito anos apanhasse todo o distrito de Setúbal. Medidas adoptadas para impedir a circulação da madeira não foram suficientes.MORTE SÚBITAContaminado, o pinheiro bravo sofre de um processo de “morte súbita” que dura três meses. O verme só não se propaga quando a madeira é tratada a altas temperaturas. As árvores contaminadas são queimadas."VAMOS FICAR SEM NADA PARA VIVER" Em Manique do Intendente, no concelho da Azambuja, o corte dos pinheiros é fortemente contestado pelos seus habitantes. De “mãos atadas”. É assim que Macário Gomes, silvicultor, se sente com a decisão da Direcção-Geral dos Recursos Florestais em ordenar o abate de mais de uma centena de pinheiros. “Os prejuízos ascendem a 15 mil euros”, diz.“Que culpa tenho eu se os pinheiros no distrito de Setúbal estão doentes? Devíamos ser pagos pelo justo valor das árvores. Mas não. Vamos é ficar sem nada para viver”, referiu Macário Gomes ao CM enquanto mostrava as árvores abatidas.“Agora tenho a madeira na terra e não a consigo vender porque os industriais temem que seja do Estado ou esteja contaminada”, adiantou. O proprietário diz desconhecer o valor da indemnização que irá receber ou quando esta será paga. “Fiz uma exposição à Direcção dos Recursos Florestais e, na resposta, fui apenas informado de que já era do meu conhecimento que o abate dos pinheiros ia ser realizado”, explicou.Adianta que só soube do abate dos pinheiros quando lhe começaram a cortar as árvores e que desconhecia o edital afixado na Junta de Freguesia.
Fonte: Correio da Manhã,João Saramago

sábado, 14 de abril de 2007

Projecto Floresta Unida ,todas as 6ª feiras,9h30m na Radio Lousã em 95.3 FM



No dia de hoje por volta das 16 horas o promotor e mentor do Projecto Floresta Unida vai estar presente na Rádio Clube da Lousã para uma entrevista de cerca de 1 hora. Os leitores do Projecto podem participar neste programa fazendo intervenções e colocando questões sobre os assuntos em debate.Pode ouvir a entervista em 95.3 FM.


Contactos da Lousã FM (Rádio Lousã)


  • Telefone: 239996235

  • Frequencia: 95.3 FM




Manter uma faixa limpa de matos não inferior a 50 metros à volta das habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, é uma das recomendações feitas pelo Gabinete Técnico Florestal e pela Protecção Civil da Câmara Municipal das Caldas.
Os responsáveis do gabinete salientam que a prevenção dos incêndios florestais passa pela manutenção de um conjunto de medidas fundamentais no período mais crítico (de 1 de Julho a 30 de Setembro).
Os procedimentos importantes a ter em conta foram divulgados pela autarquia numa nota de imprensa. É preciso, por exemplo, evitar a acumulação de material combustível à volta das edificações (lenha ou botijas de gás).
De 1 de Julho a 30 de Setembro é proibido fazer fogueiras, queimas e queimadas, sendo que fora desse período ficam sujeitas a autorização da Câmara.
No espaço florestal é proibido fazer fogueiras, lançar foguetes ou balões de mecha acesa, fumar, deitar pontas do cigarro pela janela do carro e fazer piqueniques fora dos locais destinados para o efeito.


Fonte: Gazeta das Caldas




O jornal Público lança a partir do próximo dia 19 de Abril, uma colecção intitulada «Árvores e Florestas de Portugal», em parceria com a Fundação Luso-Americana e a Liga para a Protecção da Natureza.Trata-se do maior projecto editorial alguma vez realizado sobre a floresta portuguesa, composto por noveumes e que inclui a opinião dos principais especialistas nacionais sobre o tema e uma vasta e inédita colecção fotográfica, num total de 81 autores e mais de 2.000 imagens.A colecção será publicada todas as quintas-feiras com o Público, ao preço de 10 euros, com os seguintes títulos: Floresta Portuguesa-Imagens de Tempos Idos (Volume 01), Os Carvalhais-Um património a conservar (Volume 02), Os Montados-Muito para além das árvores (Volume 03), Pinhais e Eucaliptais-A floresta cultivada (Volume 04), Do Castanheiro ao Teixo-As outras espécies florestais (Volume 05), Açores e Madeira-A Floresta das Ilhas (Volume 06), Floresta e Sociedade-Uma história em comum (Volume 07), Proteger a Floresta-Incêndios, Pragas e Doenças (Volume 08) e Guia de Campo-As árvores e os arbustos de Portugal Continental (Volume 09).


Fonte: Fabrica de Conteudos




O Governo vai investir 54 milhões de euros na criação de uma empresa para gerir o dispositivo permanente de meios aéreos, que tem como principal missão a prevenção e combate a incêndios florestais.


Segundo um despacho publicado ontem no Diário da República, a sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos será designada Empresa de Meios Aéreos. Só na aquisição das aeronaves foram gastos 5,3 milhões de euros, e, até 2008, serão investidos mais 48,6 milhões de euros. Além do combate aos incêndios, os meios aéreos podem ser ainda utilizados na vigilância de fronteiras e na recuperação de sinistrados.


Fonte: Correio da Manhã


sexta-feira, 13 de abril de 2007

Esta Directiva prossegue os objectivos estratégicos do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios que teve início em 2006 e visa, para o horizonte temporal de 2012 e 2018, a redução da área ardida para valores equiparáveis à média dos países da bacia mediterrânea.
A Directiva define o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), a estrutura de Direcção, Comando e Controlo, a forma como é assegurada a coordenação institucional, a articulação e a intervenção das organizações integrantes do SIOPS, envolvidas nas operações de defesa da floresta contra incêndios, na vertente da Protecção e Socorro, tendo em vista o cumprimento dos Objectivos Estratégicos definidos pelo Governo nesta matéria.
São definidas as regras de activação do estado de alerta especial, visando a intensificação das acções preparatórias para as tarefas de supressão ou minoração das ocorrências, através da colocação de meios humanos e materiais de prevenção em relação ao período de tempo e à área geográfica em que se preveja especial incidência de condições de risco ou emergência.
Directiva operacional nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios em 2007(Ficheiro em PDF com 49 páginas, 582 KB. Necessita de ter instalado o programa Acrobat Reader.
Fonte: Portal do Governo

Sapadores Florestais de Fernão Joanes fazem prevenção de fogos florestais. Sapadores florestais de Fernão Joanes abrem faixa de contenção.
A equipa de sapadores florestais de Fernão Joanes, no concelho da Guarda, está a proceder à abertura de uma faixa de contenção de incêndios que tem uma extensão que vai desde a freguesia de Meios até Famalicão.Daniel Vendeiro, presidente da Junta de Freguesia de Fernão Joanes e coordenador da equipa de sapadores local, adiantou ao Jornal A Guarda que a faixa que está a ser limpa tem cerca de cem metros de largura e, caso ocorram incêndios florestais, será de primordial importância para evitar a propagação das chamas.“Mais de metade da limpeza da faixa de contenção já está feita”, garante Daniel Vendeiro, que tenciona ter o projecto executado “ainda em finais de Abril ou na primeira quinzena do mês de Maio”.O trabalho está a ser feito pelos sapadores com o apoio da Junta de Fernão Joanes que disponibilizou um tractor, adiantou.Daniel Vendeiro recorda que a limpeza de uma faixa de segurança para retenção dos fogos florestais, surgiu no âmbito de um protocolo que os sapadores de Fernão Joanes celebraram com o Parque Natural da Serra da Estrela. “Esta faixa é primordial para a contenção de incêndios. É muito importante, porque caso haja algum incêndio, será mais fácil extingui-lo”, disse o coordenador da equipa de sapadores florestais de Fernão Joanes.O mesmo responsável admitiu ainda que o trabalho está a ser realizado a bom ritmo, valorizando os elementos que estão envolvidos na sua execução: “Esta equipa de sapadores florestais é uma equipa de bons profissionais. O trabalho está a seguir a bom ritmo e até está a superar as nossas expectativas”.A equipa de sapadores florestais é constituída por cinco elementos, que “de vez em quando” são auxiliados pelo operador do tractor disponibilizado pela Junta de Freguesia local.Para além deste trabalho específico, os sapadores de Fernão Joanes dão cumprimento a um plano de trabalho anual que integra a limpeza da floresta nas imediações da Freguesia. Quando a faixa de contenção de incêndios estiver concluída, “segue-se a continuidade da limpeza de toda a encosta de Fernão Joanes e em outros locais para onde somos chamados”, refere Daniel Vendeiro. Quando questionado sobre a importância dos sapadores florestais para a prevenção dos incêndios, o dirigente salienta que “está mais que provado que as equipas são fundamentais”. “Numa zona critica como a nossa, é muito importante que exista uma brigada de sapadores florestais”, concluiu Daniel Vendeiro.
Fonte: A Guarda

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Quer ser um Apoiante do Projecto Floresta Unida? (Clique aqui ou contacte florestaunida@gmail.com)

A mudança climática, que pode provocar o verão mais seco dos últimos anos, colocou o México em estado de "alerta total" diante do risco de incêndios florestais, informou nesta quarta-feira o diretor da Comissão Nacional Florestal (Conafor), José Cibrián."De acordo com os registros meteorológicos, esperamos uma situação crítica (...), por esse motivo estamos em alerta total em toda a península de Yucatán e em toda a parte ocidental do país", disse.Cibrián, que participou de um evento oficial em Cancún, disse que o risco existe porque "espera-se uma temperatura entre um e dois graus a mais do que o normal nos meses de abril e maio, que seria a fase crítica".Apesar de o funcionário esclarecer que "praticamente todas as áreas do país estão em risco", afirmou que as regiões que precisam de vigilância permanente são as do oeste do México e a península de Yucatán, pelo material inflamável deixado pelos furacões de 2005.No entanto, assinalou que até o momento as condições do clima foram favoráveis e que a proporção de incêndios caiu 60% em comparação com o ano passado.Até o dia 9 de abril, foram registrados 1.511 incêndios no México, que atingiram cerca de 23.000 hectares.
Fonte: Gazeta On-Line
A Chip7, empresa de comercialização de material informático, em parceira com a HP, lançou uma campanha que visa «contribuir para um mundo mais verde». Na compra de um computador ou de um cabo de impressora as duas marcas, através da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, plantam uma árvore. O objectivo é atingir as 15 mil árvores até final de Abril.
«A intenção é plantar o maior número possível de árvores. A data e o local da plantação serão revelados oportunamente, uma vez que dependem da Direcção-Geral dos Recursos Florestais», referem as empresas em comunicado.
Todos os clientes Chip7 que efectuarem qualquer compra, durante o período de 1 a 30 de Abril, receberão um certificado que atesta a participação nesta iniciativa. Além disso, serão também convidados a participar do momento da plantação, que ocupará, aproximadamente, 15 hectares.
Fonte: Portal Ambiente

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida

Os militares da GNR na reserva vão este Verão subir aos postos de vigia para fazer detecção de incêndios. A estes elementos seleccionados para dar o alerta de fogo será dada formação específica antes do início da época. Com a atribuição à Guarda de mais uma missão no domínio dos fogos, o Governo espera melhorar os maus resultados obtidos pelos 238 pontos que compõem a rede de postos de vigia e que, na época passada, detectaram apenas 8% dos incêndios.Esta novidade vem na sequência das alterações estruturais desencadeadas no ano passado quando a missão de vigilância do fogo foi deslocada da Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF) para a GNR. A mudança da tutela da Agricultura para a Administração Interna já se tinha consumado através, por exemplo, da passagem dos guardas florestais para as orientações da GNR. No Verão passado, os técnicos da DGRF trabalharam em colaboração com o Serviço Especial de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA), brigada da GNR vocacionada o ambiente. Contabilizaram área ardida, apuraram causas dos fogos e fiscalizaram.Mas as mudanças este ano vão mais além. Se no ano passado o recrutamento de vigilantes ainda foi feito pela DGRF, agora a gestão da rede de postos de vigia passa para a GNR. Foi aberto um concurso para que os lugares sejam ocupados por militares na reserva, ou seja, homens que estão actualmente no período de cinco anos que antecede a reforma. A selecção mais apertada de vigilantes e a sua formação - na área da cartografia ou identificação à distância - permitirão atenuar problemas do passado, acredita o Major Amado, responsável do SEPNA. Como as incapacidades de alguns ou a falta de responsabilidade de outros. "Houve um caso em que a falta de visão de um vigilante o impedia de ver um fogo a 300 metros", conta o responsável da GNR que garante que os militares estão em condições de assegurar um melhor trabalho.Os 900 homens - quatro por posto de vigia para assegurar o tempo inteiro - serão colocados, numa primeira fase (15 de Maio) em 69 postos. Os outros entrarão a 1 de Julho.Mas esta não é a única novidade. A GNR quer aprofundar as técnicas de apuramento da causa dos incêndios, missão que lhes compete desde o ano passado mas cujos resultados não foram satisfatórios. Por isso, estão a ter formação 120 elementos do SEPNA, para que cada equipa destas possua uma pessoa habilitada a apurar o que está por detrás dos fogos.A GNR tem de investigar todos os fogos com mais de 10 hectares, mas no ano passado foram muitos cuja causa não foi determinada.PrevençãoComo forma de melhorar a prevenção, o ministério da Agricultura está a apostar no fogo controlado. Uma técnica realizada fora da época do fogo e que, através das chamas, pretende retirar material combustível e impedir a propagação do fogo. "No ano passado demos formação e credenciámos técnicos para realizar esta técnica. Este ano estamos a aplicá-la de forma intensiva", disse ao DN Paulo Mateus, sub-director da DGRF. No entanto, apesar dos desenvolvimentos, entre privados e Estado foram até agora intervencionados mil hectares.
Fonte: Diario de Noticias
Investigação sobre os povoamentos suberícolas da Serra do Caldeirão
Está em curso na Serra do Caldeirão um projecto financiado pelo Programa AGRO que visa optimizar a gestão dos povoamentos suberícolas para redução do risco de incêndio, valorização socio-económica e conservação da biodiversidade.

A cortiça é um produto frequentemente visto como um aliado da conservação da Natureza, sendo quase um símbolo do conceito de gestão florestal sustentável. Esta imagem advém do modo não destrutivo como a cortiça pode ser explorada sem prejuízo do rendimento, e cujos impactos nos ecossistemas podem ser quase nulos. Seriam certamente caso não houvesse a ameaça cada vez mais forte do fogo, perante a qual apenas uma solução surge como viável aos proprietários: a limpeza total do mato para reduzir a biomassa combustível. Esta intervenção acarreta impactos negativos para biodiversidade que não se encontram ainda clarificados, e cuja gravidade é variável.É neste contexto que a ERENA, em parceria com o Instituto Superior de Agronomia, a Associação de Produtores Florestais da Serra do Caldeirão (APFSC) e as associações de desenvolvimento local INLOCO e Associação de Defesa do Património de Mértola, desenvolveram este projecto.
Aspecto de um montado derivado de desmatação periódica e frequente, e, neste caso, de pastoreio. É de salientar a dominância forte de gramíneas, favorecida por estas circunstâncias.O principal objectivo visado é a proposta de soluções de gestão florestal aplicáveis ao caso concreto, mas não particular, das florestas de sobreiro da Serra do Caldeirão, que sejam compatíveis quer com a manutenção da rentabilidade da extracção da cortiça, quer com a manutenção do valor ecológico das mesmas; idealmente, com o incremento de ambos os parâmetros geralmente antitéticos. O factor chave do problema é, como já se deu a entender, o fogo, que é o incentivador principal de todas as acções de gestão de matos que têm lugar na Serra, sendo, por conseguinte, o gerador deste conflito.A equipa do projecto é multidisciplinar, o que permite integrar as diversas facetas do problema num modelo de gestão conjunto. O esquema metodológico rege-se pelas seguintes directrizes:* Caracterização biológica, florestal, económica e histórica de um conjunto de parcelas com diferentes regimes de limpeza de matos, estrategicamente distribuídas na área de intervenção da APFSC e sua envolvente.* Análise dos dados com vista a perceber os impactos dos vários tipos de gestão de matos, a uma escala local (da parcela), sobre a biodiversidade, risco de incêndio, e rentabilidade económica da exploração de produtos florestais secundários.* Integração dos resultados obtidos à escala da parcela para o desenvolvimento de cenários de gestão do território, optimizados para a maximização das potencialidades e minimização dos riscos à escala da paisagem, tendo em conta os parâmetros já referidos e também a qualidade cénica.
Aspecto de um "sobreiral" sujeito a desmatação regular (pelo menos desde a década de 50, no caso apresentado), mas com uma periodicidade média. Aqui dominam espécies arbustivas de ciclo de vida breve como o estevão (Cistus populifolius) nesta foto, que estão aptas a completá-lo entre dois eventos de desmatação, produzindo quantidades muito elevadas de sementes que rapidamente germinam após estes eventos.O primeiro passo foi executado através de diversas metodologias adequadas a cada tipo de dados a recolher, todas aplicadas na unidade de amostragem, uma parcela de 1 hectare. A caracterização biológica compreendeu quatro principais grupos de organismos – plantas vasculares, macrofungos, aves e borboletas – que foram tomados como indicadores de biodiversidade. Cada grupo teve a sua metodologia de amostragem específica, a qual visou quantificar presenças e abundâncias das espécies de cada um. A caracterização florestal consistiu no protocolo tradicional para inventários florestais e visou caracterizar tão bem quanto possível a estrutura e densidade das árvores, nomeadamente o sobreiro. Nesta categoria foi também estimado o risco de incêndio através de uma bateria de medidas relacionadas com a biomassa combustível. A caracterização económica compreendeu a quantificação da produtividade potencial dos produtos florestais secundários (cogumelos, medronho, mel, caça) nas parcelas. Por último, a caracterização histórica baseou-se quer na análise de uma série cronológica de fotografia aérea desde o ano de 1958, quer em entrevistas realizadas aos proprietários com vista a apurar o regime de limpezas de mato que ocorreu em cada parcela, bem como outras acções efectuadas e outros eventos ocorridos. Nestas entrevistas foi também recolhida informação relativa à rentabilidade da extracção da cortiça.Os dados recolhidos encontram-se agora em fase de análise. Este segundo passo vai basear-se nos descritores recolhidos para modelar estatisticamente as relações entre estes e o tipo de gestão efectuado ao longo dos anos em que há informação disponível. Pretende-se com esta etapa perceber simplesmente que influência têm as actividades de gestão nos diversos parâmetros.
Sobreiral cuja última desmatação remonta provavelmente à década de 40-50. Nalguns casos como este, estes sobreirais apresentam-se bastante limpos de mato, pois muitas das espécies arbustivas são heliófilas (necessitam de muito sol para germinar e crescer). Na foto observa-se o domínio do medronheiro (Arbutus unedo), uma espécie fundamental para a estrutura dos sobreirais.No terceiro passo serão feitos estudos à escala da paisagem cuja questão fundamental reside em perceber como a estrutura da paisagem, isto é, como a configuração do mosaico de parcelas com diferentes regimes, influencia os descritores mencionados. É intuitivo que uma paisagem diversa sustém uma maior diversidade de habitats e consequentemente de espécies, havendo muitas espécies, especialmente de fauna, que necessitam de diferentes habitats para completarem o seu ciclo de vida. Porém não é de todo óbvio como deve estar representada no espaço esta heterogeneidade, nem qual a sua escala espacial ideal, nem tão pouco se ela beneficia todas as espécies, nomeadamente aquelas muito raras nas quais a maior preocupação de conservação deve incidir.Com base na estrutura da paisagem, far-se-á então a estimativa do risco de incêndio global, e dos parâmetros de biodiversidade e produtividade, e de como estes se relacionam com a paisagem. A qualidade cénica será também avaliada, por ser de alguma importância para o turismo. Com estes resultados serão construídos cenários alternativos de gestão para a Serra do Caldeirão, dando prioridade a diferentes factores, e será por fim idealizada uma solução optimizada que representa um compromisso ponderado entre todos os factores em causa – ou seja, será proposta uma solução de gestão que simultaneamente minimize o risco de incêndio, maximize a biodiversidade e produtividade, e mantenha a rentabilidade da extracção da cortiça.
Sobreiral onde a última desmatação possivelmente ocorreu numa data semelhante à da foto anterior, contudo a estrutura é bastante diferente pois possui uma cobertura densa de arbustos, inferiormente ao estrato onde domina o medronheiro. Ainda não é claro o que condiciona estas duas facetas das parcelas antigas.O processo de desenvolvimento de cenários será feito com a participação dos proprietários por intermédio da APFSC. Visto que qualquer solução ao problema passa sempre por um ordenamento à escala da paisagem das intervenções e da gestão da propriedade, e não da regulamentação de cada propriedade isoladamente, é essencial uma coordenação entre os proprietários, pelo que o facto da APFSC agregar uma parte importante, e cada vez maior, dos proprietários de terrenos na Serra do Caldeirão se revela como uma grande vantagem para a implementação das soluções no terreno.Os resultados obtidos com este projecto irão ser publicados durante os próximos meses no portal Naturlink, como forma de divulgação alargada das suas implicações práticas para a gestão florestal sustentável. Informação mais detalhada poderá ser prestada através do contacto directo com cada uma das instituições participantes:ERENA-Ordenamento e Gestão de Recursos Naturais Lda –
pbeja@erena.pt;Associação dos Produtores Florestais da Serra do Caldeirão – apfsc@mail.telepac.pt;Centro de Ecologia Aplicada “Baeta Neves”/Instituto Superior de Agronomia - susanadias@isa.utl.pt;Associação para a Defesa do Património de Mértola - desenvolv-coop@adpm.pt;Associação In Loco - inloco@mail.telepac.pt.
Fonte: Naturlink , Miguel Porto, ERENA
As alterações climáticas vão acentuar as diferenças entre o norte da Europa, que terá mais chuva e produção agrária, e o sul, com mais secas, ondas de calor e incêndios, segundo um grupo de trabalho das Nações Unidas, escreve a agência Lusa.
O aumento destas diferenças foi anunciado esta terça-feira pelo espanhol José Manuel Moreno, coordenador do grupo de cientistas que elaboraram o capítulo sobre os efeitos do aquecimento na Europa dentro do Grupo Inter-governamental das Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Naquele relatório, os cientistas salientam que se atravessa uma alteração do clima «sem precedentes» e que os seus efeitos são visíveis de dia para dia.
Entre esses efeitos, José Manuel Moreno citou a onda de calor «sem precedentes» de 2003 e as 35 mil mortes adicionais registadas na Europa no Verão daquele ano, que não teriam acontecido «em condições normais».
O cientista adiantou que neste século vão registar-se chuvas torrenciais, inundações «relâmpago», inundação de zonas costeiras, secas mais frequentes e prolongadas, aumento dos riscos de incêndios florestais e para a saúde devido a ondas de calor que serão mais frequentes e intensas.
No relatório, os cientistas advertem ainda para a diminuição progressiva do potencial hidroeléctrico como consequência da diminuição das chuvas, e aponta que essa redução pode atingir um valor médio de seis por cento na Europa no horizonte de 2070 e que pode chegar aos 50 por cento nos países mediterrâneos.
Fonte: Portugal Diario
O Governo pretende que, no próximo ano, o combate a todos os incêndios comece menos de 20 minutos depois de dado o alarme, anunciou hoje o secretário de Estado da Administração Interna.
Ascenso Simões falava na apresentação da estratégia de combate aos incêndios florestais deste ano, que decorreu na sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil, nos arredores de Lisboa.O governante especificou depois, em declarações à agência Lusa, que muitas regiões do território dispõem já de meios que permitem o combate aos fogos nos primeiro 20 minutos, mas reconhece que há outras zonas, que não nomeou, onde isso ainda não é possível."O objectivo é que em todo o território, no próximo ano, [os meios de combate] cheguem ao incêndio 20 minutos, ou menos, depois do alarme", especificou.Quanto aos meios disponíveis, haverá um aumento generalizado, sendo mais acentuado nas épocas que antecedem e se sucedem ao período do Verão, o de maior risco de fogos florestais.Na designada Fase Bravo, que vai de 15 de Maio a 30 de Junho, os meios humanos beneficiarão de um aumento de 42,8 por cento (mais 2.930 elementos) em relação a 2006, enquanto as viaturas disponíveis terão um acrescento de 641 (mais 36,7 por cento).Quanto aos meios aéreos, estarão disponíveis 24 aeronaves a partir de 15 de Maio, entre helicópteros de ataque inicial aos fogos (oito) e pesados (seis), a aviões de ataque inicial (oito) e pesados anfíbios (dois).Entre 01 de Julho e 30 de Setembro, o período em que costuma ocorrer o maior número de fogos florestais, designado Fase Charlie, o aumento de meios humanos será de 5,1 por cento (mais 5.541 efectivos do que em 2006) e de viaturas atingirá apenas 2,1 por cento (mais 1.256 veículos).As aeronaves disponíveis nesta altura serão 55, 52 das quais suportadas pelo Estado e três disponibilizadas pela associação de produtores florestais AFOCELCA.A frota será constituída por 28 helicópteros de ataque inicial, seis helicópteros pesados, 14 aviões de ataque inicial e quatro pesados anfíbios.Na primeira quinzena de Outubro (Fase Delta) regista-se de novo um aumento substancial dos meios disponíveis, relativamente ao ano passado, que crescem 42,7 por cento em efectivos e 33,6 por cento em viaturas. Nesta altura ficarão disponíveis 24 aeronaves.Depois da apresentação dos meios envolvidos, o secretário de Estado Ascenso Simões salientou o alargamento do destacamento da GNR (GIPS) afecto ao combate a incêndios a mais quatro distritos: Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro.As equipas helitransportadas da força militarizada já garantiam a cobertura de Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro.Também a companhia especial de bombeiros ("Canarinhos") alarga a sua actuação a Portalegre, mantendo sob sua responsabilidade os distritos de Guarda, Castelo Branco e Santarém e dispondo de dez brigadas de intervenção que se deslocam também de helicóptero.Em Bragança, Lisboa, Évora, Beja e Setúbal a primeira intervenção será assegurada por seis brigadas aerotransportadas constituídas por voluntários dos corpos de bombeiros daqueles distritos.Outra novidade apresentada é a criação de uma terceira coluna de reserva de bombeiros para acorrer a situações graves causadas por grandes incêndios ou fogos que se prolonguem por mais de oito horas.Até 2006 apenas estavam constituídas duas destas colunas de bombeiros que partiam de Setúbal e Lisboa quando eram activadas.Este ano vai existir outra, estacionada no Porto, com voluntários deste distrito e de Aveiro, que acorrerá às situações de maior gravidade na região Norte do país.

Fonte: Barlavento On-Line


terça-feira, 10 de abril de 2007

New-»» Ligação dedicada á Procura e Oferta de Emprego Nacional e Internacional no Sector Florestal

FlorestArte chega à Marinha Grande


A Câmara Municipal da Marinha Grande e a Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF) promovem a partir desta terça-feira a exposição FlorestArte, uma mostra com cerca de mil cartazes internacionais sobre as florestas, que abordam diversos aspectos relacionados com as problemáticas actuais dos recursos mundiais.A mostra, patente no Edifício dos Arcos da Marinha Grande até ao dia 25 de Abril, dirige-se ao público em geral, mas aposta especialmente no público escolar, uma vez que integra uma forte componente ao nível da sensibilização ambiental e protecção das florestas.Paralelamente à exposição dos cartazes, a mostra reúne ainda um conjunto de lonas de exterior com poemas e imagens da floresta portuguesa, que estará representado na praça do município.A FlorestArte é uma exposição itinerante que já percorreu várias localidades portuguesas, chegando agora à Marinha Grande, onde pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10h00 às 18h00.


Fonte: Fabrica de Conteudos


Nove mil efectivos para prevenir e combater incêndios


Cerca de nove mil homens vão assegurar a partir de 1 de Julho as missões de vigilância, detecção e combate aos incêndios florestais.
O aumento do dispositivo está previsto na Directiva Operacional 2007, documento a que a Antena 1 teve acesso.
Em comparação com o ano passado regista-se um aumento em 15%.Ao todo são mais de cinco mil bombeiros e 1.300 operacionais da GNR, força que, para além da missão de combate helitransportado, tem também funções de prevenção e detecção de incêndios. O Governo reforça também as brigadas helitransportadas dos bombeiros. São 140 homens destacados para os distritos do Interior Centro. Por seu turno, a GNR vai actuar ao lado dos bombeiros em Vila Real, Viana do Castelo, Braga, Porto, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria e Faro. O dispositivo de defesa da floresta contra incêndios integra também efectivos da PSP, equipas de sapadores do Ministério da Agricultura, equipas de vigilância do Ambiente e ainda equipas helitransportadas e de sapadores florestais da empresa privada AFOSELCA. Para os pontos de vigia vão ser destacados 234 elementos. 1.900 são as viaturas de apoio e combate aos fogos florestais, uma aumento de 9% face a 2006. Em relação aos meios aéreos, a Directiva Operacional 2007 mobiliza 50 aeronaves que entram gradualmente em missão a partir do próximo dia 15 de Maio. O apoio aéreo conta com 16 aviões (quatro dos quais pesados) e 34 helicópteros (10 dos quais pertencem ao Estado). Objectivo: menos incêndios, maior prevenção.


Fonte: Algarve Noticias


Reforço de 15 por cento no efectivo dos bombeiros e GNR
Nove mil homens a combater incêndios


A partir de 1 de Julho Portugal vai contar com cerca nove mil homens para combater os incêndios florestais, o que representa um aumento de 15 por cento em relação ao ano passado.


O acréscimo de efectivos está previsto na Directiva Operacional Nacional de 2007. O documento, elaborado pelo Ministério da Administração Interna (MAI), prevê um dispositivo com mais de cinco mil bombeiros.O Governo pretende igualmente destacar 1300 elementos da GNR, nos quais se incluem não só as equipas helitransportadas de combate a incêndios do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), mas também os militares do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA). Estes últimos terão como tarefas a prevenção e detecção de fogos.Para além do reforço na participação da GNR, o Governo anunciou já o lançamento de um programa de formação específica.O ministério decidiu também reforçar as brigadas helitransportadas dos bombeiros. No total serão 140 homens destacados para operar nos distritos da Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.No que respeita aos meios aéreos de combate, a Directiva Operacional deste ano define a mobilização de 50 aeronaves, as quais começam a entrar em missões gradualmente a partir do dia 15 e Maio, data que se estipulou como o início da época dos incêndios florestais. O apoio aéreo será composto por 16 aviões e 34 helicópteros, dez dos quais pertencem à frota do Estado.


Fonte: Correio da Manhã


DGRF dá formação à GNR na investigação de causas de incêndio


Começou no passado dia 26, o primeiro curso de investigação das causas dos incêndios florestais para os elementos do SEPNA/GNR. A formação está a cargo da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) e a decorrer no Centro de Formação Técnico-Profissional “Alves Teixeira”, em Vidago.


Este é o primeiro de um conjunto de oito cursos que, até ao dia 8 de Junho, vão decorrer nos Centro de Formação de Vidago (3 cursos) e de Mirandela (5 cursos) do MADRP e formar 120 elementos do SEPNA/GNR nesta matéria. Os cursos de formação são ministrados pela DGRF ao abrigo do Programa Nacional “Forest Focus” e que visam reforçar a capacidade de investigação das causas dos incêndios florestais em Portugal, na perspectiva do cumprimento do objectivo estratégico “Melhorar o Conhecimento das Causas dos Incêndios Florestais”, do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Cada curso tem a duração de 105 horas e conta com formadores da DGRF, Guarda Nacional Republicana (GNR) e Polícia Judiciária (PJ), ao abrigo do protocolo de cooperação técnica recentemente celebrado entre esta Direcção-Geral, a PJ, a GNR e o Instituto da Conservação da Natureza (ICN).

Fonte texto e imagem: DGRF

Empresa que vendeu os aparelhos vai ceder 12 especialistas para os operar


A empresa russa Kamov, que vendeu a Portugal seis helicópteros pesados para combate a incêndios florestais, vai ceder 12 pilotos para as aeronaves de modo a colmatar a falta de especialistas para operar os aparelhos, disse hoje fonte oficial.
A «solução» surgiu depois do concurso aberto pelo Governo não ter conseguido seleccionar os 28 pilotos de helicóptero necessários para operar os dez aparelhos que Portugal adquiriu para combater fogos florestais, disse à agência Lusa o subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade.
O governante explicou que o concurso aberto teve mais de uma centena de concorrentes, mas «largas dezenas» foram logo eliminados à partida por falta de experiência.
Combater incêndios florestais «é das tarefas mais complexas que há» para helicópteros, o que exige muita experiência dos pilotos e um elevado número de horas de voo, acrescentou.
Os 12 pilotos russos irão operar os helicópteros Kamov com colegas portugueses, que assim irão conquistando experiência com aquele tipo de aeronave.
Os seis aparelhos russos, que têm a particularidade de ter duas hélices no mesmo eixo, vão estar operacionais dentro de um mês, a 15 de Maio, tal como os quatro helicópteros ligeiros adquiridos à empresa europeia Eurocopter, sedeada em França.
Fora da chamada época de incêndios, as dez aeronaves vão reforçar os dois que estão permanentemente de prevenção ao serviço da Protecção Civil para todo o país e que o Governo quer que passem a ser, pelo menos, três.
Socorro a acidentes, transporte de órgãos, prevenção rodoviária e aluguer para fins comerciais serão outras utilizações possíveis para os aparelhos, de acordo com Rocha Andrade.
O Governo vai criar uma empresa pública que vai gerir não só esta frota de helicópteros mas também todo o restante dispositivo aéreo de combate a fogos florestais, explicou o governante.
Quanto aos aviões de combate a incêndios, aos dois Canadair 215 já alugados deverão juntar-se outros dois contratados por concurso para operarem durante a chamada época de incêndios.
Em Maio vai ser aberto concurso para a aquisição de quatro aeronaves pesadas, mas o processo levará «vários anos a concretizar», pelo que o aluguer vai continuar a ser a solução nos próximos Verões, acrescentou o subsecretário de Estado.
Como hipótese de compra, há dois tipos de aviões vocacionados para combater fogos florestais: os Canadair e os russos Beriev, que estiveram em testes em Portugal no ano passado.
Além dos dez helicópteros adquiridos pelo Estado e dos quatro aviões Canadiar, o combate a incêndios este ano deverá contar com mais 36 helicópteros alugados, num total de meia centena de aparelhos.
O dispositivo de combate a incêndios programado para este ano vai ser apresentado quarta-feira na sede da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Fonte: PortugalDiario

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Os números da Floresta Portuguesa

Os números da Floresta Portuguesa

Portugal tem das maiores proporções de área de floresta na Europa. As florestas portuguesas representam 35% do território nacional, sendo reminiscentes das florestas autóctones ou resultantes de plantações.
Nuno Leitão
Portugal tem aproximadamente 9.8 milhões de habitantes e 8.7 milhões de hectares de área. Possui uma das maiores proporções de áreas florestadas da Europa (35.8 %), considerando que mais de 3.1 milhões de hectares do território estão sob coberto florestal. Cerca de 85% da floresta portuguesa está em propriedade privada, apenas 3% pertence ao Estado, e os restantes 12% são baldios, pertencendo a comunidades locais.
Cerca de 220000 hectares da floresta portuguesa estão sob gestão das indústrias de pasta de papel, por compra ou arrendamento. Enquanto que as restantes áreas privadas de floresta têm uma média de 5 hectares por proprietário.Mais de um milhão de hectares são compostos por florestas constituídas por árvores de espécies autóctones, com árvores do género Quercus, típicas das zonas mediterrânicas. Entre estas, os
sobreiros Quercus suber são a fonte de mais de metade da produção mundial de cortiça.
Quanto à produção de madeira, Portugal contabiliza cerca de 167 milhões de m3, verificando-se um aumento de produção a uma taxa anual de 14 milhões de m3 de madeira, sendo extraído em média 8,97 milhões de m3 de madeira por ano. A maioria da madeira é retirada de plantações, e uma parte significativa dessa madeira é exportada. Nas plantações para produção de madeira, o
Pinheiro-bravo Pinus pinaster é a espécie mais utilizada. A área de pinheiros permite o aproveitamento de 4.5 milhões de m3 de madeira, mais uma grande quantidade de resíduos para a industria de aglomerados. A industria de pasta de papel, utiliza quase exclusivamente o Eucalipto Eucalyptus globulus (4.1 milhões de m3), sendo direccionada para papel de impressão e de escrita de alta qualidade que é maioritariamente exportado.
O Pinheiro-bravo (com grande importância na formação e manutenção das dunas) predomina a norte do rio Tejo e na costa Alentejana, enquanto o Sobreiro e a
Azinheira são as árvores mais abundantes a sul do Tejo (o sobreiro com uma distribuição mais litoral e a azinheira mais no interior). O Pinheiro-bravo, apesar de autóctone, deve a sua distribuição e abundância às plantações, e o Eucalipto é uma espécie exótica cuja plantação permite que ocupe uma área significativa (17%) da floresta portuguesa.
Resumindo, alguns dos principais números da nossa floresta são:Área total de Portugal Continental = 8.9 milhões de haÁrea de Floresta = 3.2 milhões de ha (36% da área de Portugal)
PROPRIEDADE. Estado = 2.7% . Baldios = 11.8%. Privado = 85.5%ESPÉCIES. Azinheira = 14%. Eucalipto = 17%. Sobreiro = 21%. Pinheiro = 33%. Outros = 15%

Fonte: Naturlink e Inventário Florestal de 1995 / 96

domingo, 8 de abril de 2007

Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida (Clique aqui e saiba como participar)

Uma 'bio-herdade' em Montemor

A nova imagem da ruralidade alentejana cresce no concelho de Montemor-o-Novo, em forma de agricultura biológica. Aqui, onde a mãe natureza dita as suas leis e comanda a produção de tudo o que de melhor as tradições ancestrais foram "doando" à gastronomia portuguesa, os termos "estratégia e diferenciação" percorrem os 1 900 hectares da Herdade do Freixo do Meio. É verdade que o cheiro dos enchidos que apuram no fumeiro é de fazer crescer água na boca, mas trata-se apenas de uma pequena parte do que está por descobrir numa herdade de montado de sobro e azinho a perder de vista, para os lados de Foros de Vale Figueira, que conquistou a pulso o primeiro relatório de sustentabilidade atribuído em Portugal - que atesta o desempenho económico, social e ambiental da agricultura.O termo "biológico" acompanha a produção de perus-pretos, porcos--alentejanos, borregos e vitelas, mas também o azeite, a par de vários produtos hortifrutícolas. A cortiça, a madeira, o arroz, a beterraba ou os cogumelos silvestres, além do peculiar paté de azeitona, ou a simples massa de pimentão e alho, também se compaginam com este projecto que foi pensado no início da década de 90, como resposta às políticas europeias, que levaram a Herdade do Freixo do Meio e ir muito além da monocultura, para diluir riscos. A aposta já chega à área têxtil, com lãs e peles.Alfredo Cunhal Sendim, gestor da herdade, explica que se procurou encontrar as espécies de animais que poderiam coabitar com os cereais e com a floresta, recuando séculos na história para sublinhar que já antes os árabes e os romanos tinham percebido a importância de diversificar actividades neste clima alentejano. "Se eu só tiver um produto estou sempre sujeito a um mercado. Se eu tiver borregos e novilhos, por exemplo, já jogo em dois mercados. E por aí fora."Um dos pilares essenciais contempla a competitividade que marca as características intrínsecas destes produtos. "Não chegamos lá só pelo preço", explica o mesmo dirigente, dando como exemplo as raças autóctones, mas também a mais-valia de um leite biológico, numa altura em que "transformar e comercializar" passou a entrar no vocabulário desta empresa, contrariando uma tendência alentejana. "Isso já não é uma opção estratégica, é quase uma obrigação. Se nós fazemos um produto diferente na produção primária, mas depois não há ninguém que o transforme, o trabalho que se fez na primeira etapa perde-se."

Fonte: Diario de Noticias

sábado, 7 de abril de 2007

Floresta, Ciclo do Carbono e Alterações Climáticas

Floresta, Ciclo do Carbono e Alterações Climáticas


Alexandra Cristina Pires Correia (Escrito para Naturlink)

A concentração de gases causadores do efeito de estufa aumentou significativamente nos últimos 200 anos. A minimização deste problema planetário passa pela concertação de acções internacionais e, em boa medida, por medidas de intervenção florestal.


1. IntroduçãoA humanidade expandiu-se na Terra durante o último e mais recente período da era quaternária - o Holoceno - em especial após a última glaciação. Quanto ao impacto na natureza, a presença do Homem distingue-se dos outros animais pela capacidade de alterar o espaço à sua volta. O mundo, tal como o conhecemos hoje, é o resultado de milhares de anos de evolução do pensamento do Homo sapiens sapiens. 1.1. Importância do problema - o efeito de estufaAs alterações do clima são acontecimentos naturais que ocorrem desde sempre. Durante o último século, contudo, as alterações registadas têm sido mais pronunciadas do que em qualquer período registado até ao momento. Uma das conclusões do relatório do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) de 1995 indica que estas alterações são resultado de intensas intervenções humanas sobre o meio natural com repercussões no clima e que se reflectem a uma escala regional e global. Este organismo prevê que as temperaturas médias globais aumentem entre 1 e 3.5ºC até 2100 e que o nível médio das águas do mar aumente entre 15 e 95 cm. O aumento da concentração dos gases de estufa na atmosfera, principalmente o dióxido de carbono, tem sido apontado como uma das principais causas destas alterações no clima, que terão impactes directos negativos sobre os ecossistemas terrestres, nos diversos sectores socio-económicos mundiais, na saúde pública e na qualidade de vida das pessoas em geral. A camada protectora da Terra, constituída por vapor de água e gases de estufa como o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e principalmente o dióxido de carbono (CO2), reflecte a radiação infravermelha emitida pela superfície da terra impedindo que parte desta seja perdida para o espaço, tal como uma parede de vidro numa estufa. Como consequência dá-se o aquecimento da superfície da troposfera.


Sendo um processo essencial para a manutenção de vida no planeta, o efeito de estufa que ocorre naturalmente, impede que a superfície da Terra se torne excessivamente fria (cerca de 30ºC mais fria). O aumento da concentração de CO2 atmosférico tem ocorrido de forma gradual desde a última glaciação mas os fluxos de carbono após a revolução industrial têm vindo a aumentar a uma taxa nunca antes presenciada durante os últimos mil anos.O CO2 resulta da queima de matéria orgânica e da respiração dos animais e plantas. O grande aumento de CO2 na atmosfera resulta do facto das emissões deste gás resultantes das actividades humanas (por exemplo, a queima de combustíveis fósseis - petróleo, carvão) não serem totalmente compensadas pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera.


1.2.Protocolo de QuiotoO protocolo de Quioto surgiu de uma reunião conhecida oficialmente pela Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e teve lugar de 2 a 11 de Dezembro de 1997 em Quioto no Japão. Esta conferência, onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo, teve como principal objectivo a adopção de um protocolo legalmente vinculativo em que 39 países industrializados (do Anexo I do Protocolo de Quioto) se comprometeram a limitar durante o período de 2008-2012 as suas emissões de gases com efeito de estufa na atmosfera. Em termos globais, a redução deverá ser de cerca 5%. Calcula-se porém, que seria necessária uma redução imediata da ordem dos 60% para evitar alterações climáticas claramente atribuíveis ao aumento da concentração dos gases de estufa na atmosfera em resultado da actividade humana.As negociações são de uma extrema complexidade já que a economia mundial está fortemente alicerçada no consumo de combustíveis fósseis. Para que muitos países se comprometam a cumprir o estabelecido no protocolo, muito provavelmente terão que suportar reduções mais ou menos acentuadas do respectivo Produto Interno Bruto, tornando muito complicada a aprovação interna do protocolo. Parece ser este o caso dos Estados Unidos da América. Para ultrapassar esta situação é necessário que haja um esforço de consciencialização global sobre a importância do problema.


1.3. O ciclo Global do Carbono A questão do efeito de estufa está portanto relacionada com as emissões antropogénicas (i.e. que resultam das acções humanas) de gases de estufa (segundo o relatório do IPCC de 1995) e tem preocupado a comunidade científica, os governos e a opinião pública, pelas repercussões directas e indirectas nas sociedades e na economia mundial. Dada a incerteza na definição de cenários futuros, a comunidade científica tem investigado as causas e consequências do aumento destes gases no funcionamento do sistema climático. Tendo sido claramente demonstrado o aumento do CO2 na atmosfera, tem havido um grande interesse no melhor conhecimento do ciclo global do carbono. O carbono na Terra está essencialmente na forma de compostos orgânicos e carbonatos ou sob a forma de gás (CO2) na atmosfera. O ciclo do carbono consiste na transferência deste elemento (via queima, respiração, reacções químicas) para a atmosfera ou para o mar e a sua reintegração na matéria orgânica via assimilação fotossintética. Na era pré-industrial a concentração de CO2 na atmosfera manteve-se estável em resultado do equilíbrio entre as emissões e a assimilação. No entanto, durante os últimos 200 anos cerca de 405 +/- 30 gigatoneladas (gigatoneladas, 1012 kg) de Carbono foram libertadas para a atmosfera como resultado de :- Queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) e produção de cimento (70%)- Alterações no uso do solo, principalmente destruição das florestas (30%)Estas emissões adicionaram-se às que ocorriam naturalmente e, por não serem compensadas totalmente pela assimilação fotossintética, levaram ao aumento da concentração de CO2 na atmosfera. Em comparação com o período pré-industrial, este aumento foi de cerca de 30%.

1.4. Stocks de Carbono na terra - armazenamento no curto e longo prazoO oceano, a vegetação e o solo são importantes reservatórios que trocam activamente Carbono com a atmosfera. A concentração de Carbono na atmosfera é de 775 Gt. O oceano contém 50 vezes mais carbono do que a atmosfera e a vegetação e o solo cerca de 3 vezes e meia mais.













A dinâmica do ciclo de Carbono é muito variável, quer no espaço quer no tempo. As emissões de carbono são influenciados por factores de origem humana e natural. Por exemplo, uma erupção vulcânica de grandes dimensões pode fazer aumentar temporariamente a concentração de Carbono na atmosfera. É muito importante ter presente que apesar de alguns sistemas naturais constituírem grandes reservatórios de Carbono (como o oceano), a dinâmica do seu ciclo é sobretudo controlada pelos sistemas que têm capacidade de o trocar activamente com a atmosfera, como é o caso da vegetação e do solo. Já o oceano tem baixa capacidade de sumidouro porque a molécula de CO2 não se dissolve facilmente na água e grande parte dos oceanos tem uma baixa produtividade de matéria orgânica (isto é, as plantas que aí vivem, por exemplo algas, são poucas e com a fotossíntese limitada pela falta de nutrientes e pela fraca penetração da luz). Por outro lado, a fotossíntese que ocorre nas plantas terrestres é responsável pela retenção de carbono atmosférico no material vegetal e, eventualmente, na matéria orgânica no solo. Assim, é claro que ecossistemas com grande biomassa e com o solo pouco perturbado, como as florestas, retêm o carbono numa escala temporal muito maior, na ordem de décadas e séculos. Esta capacidade de retenção e armazenamento do Carbono pelas florestas a longo prazo, representa um dos pontos importantes no debate no ciclo global do Carbono e nos impactes das alterações climáticas, de tal forma que está previsto no Protocolo de Quioto. O artigo 3.3 e 3.4 do Protocolo de Quioto (UNFCCC) considera que as fontes e os sumidouros de Carbono (nomeadamente as florestas) podem ser contabilizadas para cumprir os objectivos a que os países signatários se comprometem no período de 2008-2012.


1.5. Importância do problema - o sector agro-florestal (Fontes e Sumidouros)Como vimos, para além das emissões de CO2 pela indústria e pelo sistema de transportes, as alterações de uso do solo, nomeadamente a transformação de florestas em zonas agrícolas, constituem uma fonte líquida de CO2 para as atmosfera a nível global. Estima-se que cerca de 20% da floresta desapareceu durante os últimos 140 anos em resultado da conversão de floresta em agricultura, para satisfazer as necessidades alimentares de uma população em crescimento (na ordem do bilião por década). A exploração intensiva de culturas agrícolas, que têm uma baixa taxa de retenção de Carbono, a que se junta o crescente uso de fertilizantes, são também responsáveis pelo aumento dos gases de estufa CH4 e NO2 na atmosfera. A floresta, em contrapartida, pode acumular, a longo prazo, grandes quantidades de Carbono, quer no material vegetal, quer na matéria orgânica do solo. As florestas são assim, em larga medida, o reservatório de Carbono mais importante da biosfera em termos globais. Uma redução global da área destes ecossistemas naturais terá impactes negativos sobre a capacidade de sumidouro da biosfera.

2. Algumas questões pertinentes: Incertezas do futuro. O aumento das emissões de gases de estufa e respectivas consequências sobre as alterações globais do clima são questões recentes que preocupam a sociedade e a comunidade científica. Predominam incertezas associadas à modelação do sistema climático, na definição de padrões de alteração no espaço e no tempo. Há poucas dúvidas quanto à ocorrência de alterações climáticas. Os modelos climáticos que existem actualmente só conseguem prever padrões de alteração à escala continental. As consequências práticas do aquecimento global para um país ou região em particular ainda permanecem uma incógnita.As incertezas que persistem têm gerado divergências de opiniões entre os países, principalmente no que diz respeito à definição e adopção de estratégias de adaptação e mitigação. Algumas questões permanecem em aberto:- PROBLEMA DO "EFEITO DE RUÍDO"Um dos principais problemas com que se debatem os cientistas é o facto de não existir uma forma directa de observar o que teria acontecido ao clima se não tivessem ocorrido influências da acção humana. Desta forma, não existe maneira de comparar as presentes alterações verificadas, com um possível "efeito de ruído" causado por uma variabilidade climática natural.


- "SOURCES" E "SINKS" TERRESTRES : COMPORTAMENTO NO ESPAÇO E NO TEMPODada a dificuldade de previsão do comportamento das fontes e sumidouros (sources e sinks) dos ecossistemas da Terra num espaço temporal de 100 anos, pode especular-se sobre vários cenários para o ciclo de carbono terrestre. É contudo difícil prever, com margem de erro razoável, o que irá de facto acontecer. Como irão reagir as principais fontes e sumidouros de carbono face às alterações climáticas? Sabe-se, por exemplo, que as florestas não só representam o principal reservatório de carbono como respondem positivamente ao aumento de concentração de CO2 atmosférico, através de aumentos nas taxas de crescimento (veja-se o que tem acontecido nas florestas do norte e centro da Europa, com aumentos substanciais de produtividade em consequência do aumento de CO2, aquecimento e deposição de azoto). Mas, até que ponto o aumento da área e da produtividade florestais pode compensar o aumento nas emissões antropogénicas de CO2? Sem dúvida que as acções de florestação/reflorestação terão que respeitar outros princípios inerentes à qualidade ambiental (por exemplo, manutenção dos recursos hídricos e da biodiversidade).- CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO E ECONOMIA MUNDIAL vs ESTRATÉGIAS DE ADAPTAÇÃO E MITIGAÇÃOAs alterações da composição da atmosfera e dos ciclos biogeoquímicos, como o do carbono, estão muito dependentes do crescimento da população e do desenvolvimento económico e tecnológico. Face ao crescimento demográfico e à expansão da economia mundial, é necessário adoptar medidas no que respeita à eficiência de utilização da energia, e proceder a alterações noutros sectores da economia, de modo a limitar as emissões de CO2 e a aumentar a capacidade de sumidouro da biosfera através da preservação e aumento das áreas florestais. Por outro lado, parece necessário desenvolver simultaneamente estratégias de adaptação às alterações climáticas e de cooperação na investigação científica. Reduções significativas nas emissões líquidas de gases de estufa são tecnicamente possíveis, usando um conjunto de políticas e medidas que acelerem o desenvolvimento e a transferência de tecnologia. A ratificação do protocolo de Quioto que deverá ocorrer, na melhor das hipóteses, em 2002 representará certamente um progresso na redução das emissões. Se algum dia ele for posto em prática !
Fonte: Naturlink
Uma conferência internacional sobre o aquecimento global aprovou hoje um relatório final advertindo que haverá devastadoras conseqüências para a Terra e para a humanidade - do aumento da fome à extinção de espécies - caso o mundo não aja imediatamente para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Entre os desastres mais notáveis está o fim da floresta Amazônica e, em seu lugar, o surgimento de uma savana. Isso ocorreria devido a uma alteração nos regimes de chuva, que passariam a cair em menor volume e, com isso, devastariam entre 30% a 60% da floresta até o ano de 2080. O documento final do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) é o mais claro e abrangente testemunho científico até hoje sobre o impacto do aquecimento global, causado principalmente pela emissão pela ação do homem de gases como o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nítrico (N2O).
Os 400 cientistas e representantes governamentais examinaram por uma semana 29 mil dados coletados por cinco anos em todo o planeta e concluíram que cerca de 30% das espécies vegetais e animais correm o risco de desaparecer se a temperatura mundial tiver uma alta superior a 2ºC em relação à média das décadas de 1980 e 1990.
Áreas que hoje sofrem escassez de chuva se tornarão ainda mais secas, aumentando o risco de fome e da disseminação de doenças. O mundo enfrentará ameaças crescentes de enchentes, tempestades e erosão das regiões costeiras. "Esse é um vislumbre de um futuro apocalíptico", estimou o grupo ambientalista Greenpeace sobre o estudo. O relatório de 21 páginas pretende ser um guia para políticas de governo. Ele é um sumário das 1.500 páginas de evidências científicas da mudança climática e do impacto que ela terá sobre as pessoas e os ecossistemas mais vulneráveis da Terra.
Mais de 120 nações participaram do painel. Cada palavra foi aprovada por consenso, e qualquer modificação tinha de ter a concordância dos cientistas que elaboraram a seção do relatório. Devido à pressão de alguns países, notadamente dos Estados Unidos, China e Arábia Saudita, algumas partes do relatório foram amenizadas, como a que destacava os devastadores efeitos no meio ambiente para cada elevação de 1º C.
Um sumário será apresentado na cúpula do Grupo dos Oito países mais industrializados em junho, quando a União Européia pretende renovar apelos ao presidente George W. Bush, dos EUA, o maior emissor de gases causadores do efeito estufa, para participar dos esforços mundiais para conter o aquecimento global. Segundo o relatório, as populações pobres, incluindo as das sociedades mais prósperas, serão as mais vulneráveis às mudanças climáticas e mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água em um futuro próximo.
A principal causa será o derretimento precoce da camada de gelo de grandes cadeias de montanhas, como o Himalaia e os Andes, causado pelo aumento da temperatura na Terra. O rendimento dos cultivos agrícolas e da pecuária também será afetado, principalmente na América do Sul, África e Ásia. Isso aumentaria a fome e a ocorrência de doenças nas regiões mais pobres do mundo. Por outro lado, um aumento limitado a 1º C na temperatura global beneficiaria a agricultura da Nova Zelândia, Rússia e América do Norte.
O documento está sendo lançado em quatro partes ao longo deste ano. Na primeira parte, divulgada em fevereiro em Paris, os cientistas projetaram um aumento de até 4º C na temperatura da Terra até o fim deste século e culparam o homem pelo aquecimento global. Em maio, na Tailândia, o IPCC divulgará a terceira parte, que abordará as formas de impedir o aumento da concentração de gases nocivos ao ambiente.
Fonte: Agencia Estado/yahoo.com.br
Mudança climática ameaça maravilhas da natureza, diz WWF
BRUXELAS (Reuters) - A mudança climática ameaça destruir a Grande Barreira de Corais e outras maravilhas da natureza em todo o mundo se os países não agirem para reduzir as emissões de gases do efeito-estufa, disse nesta quinta-feira o grupo ambientalista WWF.
"De tartarugas a tigres, do deserto de Chihuahua à grande Amazônia, todas essas maravilhas da natureza estão em risco por causa da elevação das temperaturas", disse em comunicado Lara Hansen, cientista-chefe do programa de mudança climática global do WWF.
"A adaptação à mudança climática pode salvar algo, mas somente ação drástica dos governos para reduzir as emissões pode dar esperança de evitar sua destruição completa."
A advertência do grupo aparece no momento em que cientistas importantes reúnem-se em Bruxelas para adotar um relatório sobre ameaças regionais específicas decorrentes do aquecimento global, incluindo mais fome na África, elevação do nível do mar e derretimento de geleiras no Himalaia.
O WWF disse que a Grande Barreira de Corais sofre risco de perder a cor por causa das temperaturas mais altas da água. O rio Yangze, na China, o mais longo da Ásia, sofrerá com a falta de água quando as geleiras diminuírem e desaparecerem, disse o grupo.
A entidade afirmou que o Deserto de Chihuahua, na América do Norte, sofrerá com o recuo do Rio Grande. Seis de sete espécies de tartarugas marinhas na América Latina e do Caribe também correm risco, já que as praias de reprodução são destruídas pela elevação do nível do mar.
As árvores Alerce da Argentina e do Chile, que podem viver mais de 3.000 anos, sofrem perigo por causa dos períodos mais longos de seca e do risco maior de incêndios florestais.
O grupo exortou os países a adotarem medidas de adaptação ao aquecimento global e para evitar o seu avanço.
(Por Jeff Mason)
Fonte: Reuters
Comente e Visite o projecto Floresta Unida e todas as Secções e Sub Projectos
"Uma Floresta Unida com um Futuro Verde"
In: Floresta Unida

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Conheça o novo Projecto Queimar as Cinzas, um Projecto para o sector dos Fogos controlados


A Associação Transumância e Natureza, está a organizar, desde 20 de Fevereiro até 15 de Maio, um concurso juvenil que visa inventariar os exemplares mais monumentais de 10 espécies de árvores autóctones existentes no distrito da Guarda.


Pretende-se assim “valorizar um património de grande valor ecológico, paisagístico, cultural e científico que se encontra esquecido e em grave risco de desaparecimento”, explica a colectividade.
Outra meta deste evento corresponde à “sensibilização ambiental da população escolar da região, procurando envolver activamente a juventude na conservação da natureza”.
A entrega de prémios será no dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente. Após o concurso, a Associação Transumância e Natureza pretende editar um roteiro turístico para visita das árvores monumentais ao longo de todo o distrito, e apresentará uma candidatura para classificação dos melhores exemplares junto da Direcção Geral de Recursos Florestais e autarquias da região.
A Associação Transumância e Natureza (ATN) irá também realizar visitas às principais escolas do distrito da Guarda, com o intuito de divulgar o concurso juvenil “Em busca da maior árvore”.
Fonte: Diario da Guarda
A 24ª Edição da Ovibeja deu o mote para a concepção de um evento arrojado e inovador que vai agitar o sector agrícola nacional.
Esta iniciativa, original e totalmente portuguesa, surge pelas mãos da ACOS (Associação de Criadores de Ovinos do Sul) e da SFORI como resultado do cruzamento das duas actividades principais de ambas as entidades, agropecuária e organização de eventos, respectivamente.
Baseado no modelo de eventos formativos, as 24 Horas de Agricultura vão permitir aos participantes, de forma lúdica, colocar em prática as suas competências de gestão agrícola, adquirir novos conhecimentos e desenvolver a capacidade de trabalho sob pressão.
O evento arranca no início da Ovibeja, o maior certame agrícola do país, e decorre durante 24 Horas ininterruptas. Durante este período, os participantes agrupados em equipas de três a cinco elementos, terão de ultrapassar um conjunto de provas que abrangem as várias vertentes da gestão Agrícola.
Uma das principais finalidades desta iniciativa é a de dar destaque a um sector fundamental da economia portuguesa, enfatizando a evolução que a ciência agrícola tem vindo a assistir e também a crescente profissionalização do sector.
No final, e porque a competição também faz parte deste simulacro em contexto real, a equipa vencedora receberá um prémio no valor de 5.000 €.
Para participar basta ser estudante ou profissional nas áreas da gestão agrícola, agropecuária e floresta, reunir uma equipa, efectuar a inscrição.
Esta iniciativa conta já com o patrocínio da CA Seguros, da Edia, da Fertiprado e da Cooperativa Agrícola de Moura Barrancos. Tem ainda associadas outras entidades, como é o caso da Tv Beja, do Jornal de Negócios e da Mazda.
Fonte: Agro Noticias