sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Proteja os nossos ecossistemas naturais. Tem duvidas? Clique (AQUI)

Director-geral dos Recursos Florestais defendeu técnica inovadora

O director-geral dos Recursos Florestais manifestou-se esta sexta-feira convicto de que o uso do fogo, por técnicos credenciados, no combate aos incêndios será cada vez mais frequente em Portugal, escreve a Lusa.
«É uma técnica que tende a disseminar-se em Portugal. O que é importante para iniciar um fogo de supressão [para controlar ou extinguir um incêndio] é ter uma base de caminhos florestais e temos em Portugal uma rede imensa», disse Francisco Castro Rego.
O director-geral dos Recursos Florestais falava no final da sessão «II Base Científica Europeia do projecto "Fire Paradox" - Uma abordagem inovadora e integrada à gestão do fogo florestal».
O projecto europeu «Fire Paradox» envolve 35 parceiros de 17 países e compreende as dimensões da investigação, desenvolvimento e disseminação, baseando-se no provérbio finlandês - amplamente citado na sessão de sexta-feira - de que «O fogo é um mau patrão mas um bom criado».
Coordenado em Portugal pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, o projecto compreende a realização de bases, como a que terminou na sexta-feira no Centro de Operações e Técnicas Florestais da Lousã, um «laboratório multidisciplinar de troca de pesquisas» em que cerca de 40 participantes se envolveram em exercícios de formação e demonstrações em matéria de fogo de supressão, entre outras actividades.
Projecto foi usado outras vezes e teve sucesso
De acordo com Castro Rego, professor do ISA, as cerca de duas dezenas de intervenções de fogo de supressão realizadas em incêndios ocorridos em Portugal, a partir de 2006, pelas equipas formadas para o efeito (Grupo de Análise e Uso do Fogo - GAUF), «foram todas bem sucedidas e eficazes».
«Disponibilizamos estas equipas [da Direcção-Geral de Recursos Florestais] à Autoridade Nacional de Protecção Civil para o combate. Na prevenção, queremos aumentar imenso o uso desta técnica para manter as redes de defesa da floresta», adiantou.
Contudo, Francisco Castro Rego advertiu que «o facto de haver resultados positivos não pode banalizar a técnica».
«É uma técnica muito exigente e que só pode ser utilizada por quem a domina muito bem», sublinhou o director-geral dos Recursos Florestais.
Os fogos são o factor «mais destrutivo nas florestas dos países mediterrânicos. O 'Fire Paradox' quer criar as bases para novas políticas e práticas de gestão do fogo na Europa: o objectivo é introduzir o fogo como uma componente chave da gestão florestal, baseada na melhor compreensão da filosofia e comportamento do fogo», lê-se num texto sobre o projecto.
Iniciada a 6 de Agosto, esta base científica de Verão do «Fire Paradox» é a segunda deste projecto integrado europeu, que começou em Março de 2006 e tem uma duração de quatro anos.
Fonte: Portugal Diario

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Esteja atento aos alertas que o nosso planeta está a emitir. Proteja a nossa casa!


A maioria dos cerca de 150 aeródromos civis existentes em Portugal arrisca-se a fechar se não forem melhoradas as suas actuais condições de segurança de voo, alertou um responsável da entidade reguladora do sector aéreo (INAC).
À margem de um colóquio em Évora, Luís Coimbra, um dos administradores do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), explicou que este cenário surge em resultado da entrada em vigor, em Maio, da nova legislação de certificação dos aeródromos.
"Este aeródromo [em Évora] está a funcionar em boas condições, mas a maioria [dos perto de 150 existentes no país] vai ter que ver melhoradas as suas condições de segurança de voo, para aterragens e descolagens, sob pena de fecharem", afiançou.
Luís Coimbra participou hoje no seminário "Os aeródromos municipais no contexto da nova legislação de certificação", organizado pelo município, que decorreu no aeródromo municipal de Évora, com a presença de técnicos e especialistas desta área específica da aeronáutica.
Em declarações aos jornalistas, à margem das comunicações, o vogal da administração do INAC, a entidade reguladora do sector aéreo em Portugal, congratulou-se com o novo quadro normativo aplicável à construção, certificação e exploração dos aeródromos civis.
"A legislação que existia antes era completamente avulsa. A União Europeia e a Agência de Segurança Europeia ainda não têm as disposições sobre aeródromos bem definidas, mas nós antecipámo-nos", afirmou.
O diploma, aprovado em "boa altura" pelo actual Governo e publicado em Diário da República a 10 de Maio, disse, vem "pôr um pouco de ordem" nos aeródromos nacionais.
Essas infra-estruturas, disse, "começavam a proliferar, sem quaisquer regras, um pouco por toda a parte", sendo que este novo decreto "vem tentar pôr cobro a isso".
"Aquela ideia de que cada Câmara Municipal tem o livre direito de construir um aeródromo, pensando que este é apenas uma recta alcatroada, com 500 metros, tem de acabar, em nome da segurança aérea e, inclusivamente, dos que estão no chão e não querem levar com um avião em cima", argumentou.
A partir de agora, exemplificou Luís Coimbra, no caso de projectos para novos aeródromos, o INAC tem a "obrigação de avisar os interessados sobre quanto é que isso lhes vai custar", não apenas ao nível do investimento, mas também em termos de custos mensais fixos, nomeadamente com pessoal.
"Vão ser logo avisados e, se quiserem continuar, tudo isso terá que ser analisado, não só com a autoridade aeronáutica, como ainda com outros aeródromos já existentes na zona e com a Força Aérea Portuguesa (FAP), para que exista um mínimo de regras de funcionamento", revelou.
No que toca aos aeródromos já em funcionamento, "todos eles terão que ser fiscalizados", garantiu, frisando que passa a haver "uma frequência para essa fiscalização", o que não acontecia antes.
"De dois em dois anos, o INAC é obrigado a ver se cada avião de registo português está em boas condições de funcionamento, mas para os aeródromos não havia prazo. Podia-se estar 10 anos sem lá ir", afirmou.
O INAC pretende, agora, aumentar essa fiscalização, mas Luís Coimbra alertou que, para tal, os meios da entidade reguladora "terão de ser adaptados às necessidades reais", porque, de momento, "existem quatro inspectores" para um total de "cerca de 150 aeródromos no país".
No caso de Évora, Manuel Melgão, vereador na autarquia, revelou que está em fase final de elaboração o Plano Estratégico para o aeródromo, com o que se pretende para a próxima década, e que o município "continua a melhorar as condições" da infra-estrutura.
Fonte: RTP

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Venha plantar árvores com o Projecto Floresta Unida. Espere para ver como se faz. Em caso de incêndio florestal ligue 112

O Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR, ao contrário do que foi anunciado recentemente, não vão ser extintos, segundo esclarecimento no Portal do Governo. Os militares da GNR continuam empenhados na sua principal missão, a primeira intervenção no combate aos incêndios florestais, entre outras, e não ‘baixam os braços’.Vera TavaresO GIPS tem como missão específica a execução de acções de prevenção e de intervenção de primeira linha, em todo o território nacional, em situação de emergência de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes e acidentes graves. Esta subunidade está agregada ao Regimento de Infantaria da GNR e tem sede na Quinta do Grafanil, em Lisboa.A GNR duplicou para 700 os efectivos do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), para além de alargar a sua área de intervenção a novos distritos, em 2007. Este alargamento baseou-se na experiência adquirida em 2006, quando os militares da GNR integrados no GIPS conseguiram extinguir 848 dos 890 incêndios florestais, para os quais foram chamados a intervir; algo que se traduz numa taxa de sucesso de cerca de 95%. A expansão dos GIPS, em conjunto com a profissionalização parcial dos bombeiros, continua a ser uma hipotética aposta de um Governo, que se esquece de um conjunto de premissas essenciais, das quais depende o sucesso ou fracasso das operações de combate aos incêndios.Mais quatro distritos com GIPSA área de intervenção do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro foi alargada a novos quatro distritos. Em 2006, os GIPS abrangiam apenas Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro, e, em 2007, fruto de um reforço em pessoal e equipamentos, passou a incluir Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. Actividade operacional em 2006 foi um sucessoEm 2006, durante a fase ‘Bravo’ (15 Maio a 30 Junho), os GIPS efectuaram 65 saídas de helicóptero e realizaram 352 patrulhas, percorrendo 88.151 quilómetros, e intervieram em 21 incêndios.Na fase ‘Charlie’, 1 de Julho a 15 de Outubro, os Grupos de Intervenção Protecção e Socorro efectuaram 1000 saídas de helicóptero e realizaram 1505 patrulhamentos em 275.254 quilómetros, intervindo em 170 incêndios florestais.GIPS com formação complementarOs Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro irão receber formação complementar à formação base inicial. Desta feita, haverá possibilidade dos militares integrarem formação de resgate vertical, intervenção em sismos, mergulho e busca subaquática, acidentes com matérias perigosas e, ainda, curso de defesa NRBQ.Missões internacionais de referênciaOs elementos do GIPS estiveram presentes no Norte de Espanha, em 2006, na altura em que grandes incêndios varreram a Catalunha e foi solicitada ajuda internacional. Os militares da GNR não baixaram os braços e combateram os incêndios que assombraram o país de ‘nuestros hermanos’.Os meios dos GIPSOs GIPS dispõem de dois helicópteros em permanência nas bases de Santa Comba Dão e de Loulé, atingindo um máximo de 18 meios aéreos na altura mais crítica de incêndios florestais, tendo, ainda, três barcos semi-rígidos e cerca de 70 viaturas todo-o-terreno, equipadas para detecção e primeira intervenção contra fogos nascentes. Este ano, está também disponível uma embarcação especial para actuar em pântanos, com hélice superior na parte traseira, que se destina a operar em zonas difíceis ao longo de rios pouco navegáveis ou em áreas inundadas.---------------------------------Ministério da administração interna Esclarecimento sobre o dispositivo de combate aos incêndios florestais“A propósito da notícia publicada no ‘Diário de Notícias’, o MAI esclarece o seguinte:1- O Conselho de Ministros de 29 de Outubro de 2005 aprovou um conjunto de medidas de combate a incêndios florestais.2- Essas medidas referiram-se a alterações legislativas, políticas sectoriais e estruturas operacionais.3- Uma das medidas então tomadas foi a consolidação do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e a criação dos Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), no âmbito da GNR.4- O Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro nasceu para ajudar a resolver o problema da segurança interna que são os incêndios florestais, tendo sido concebido como força helitransportada e terrestre, mas também para intervir como estrutura complementar, no campo mais amplo de intervenções de protecção civil.5- Esta decisão foi tomada com base na realidade nacional, mas tendo também em conta as realidades internacionais evidenciadas pelo furacão Katrina e pelos terramotos no Paquistão, cujos relatórios sublinharam a necessidade de reforçar a intervenção de força de segurança que possuem valências em áreas da protecção civil.6- Também em Espanha se reconhece, na sequência da criação do GIPS português, a importância de uma força militar em acções de protecção civil –, por isso o Governo espanhol criou uma estrutura de cerca de 4000 homens preparados para o efeito, no âmbito das próprias Forças Armadas.7- Os GIPS têm vindo, pois, a participar no intenso esforço de combate aos incêndios florestais, esforço esse que conta com a estrutura central da protecção civil, que são os bombeiros portugueses, mas também com sapadores florestais, sapadores do exército e elementos de brigadas Agris e de equipas municipais.8- O dispositivo de prevenção e combate aos incêndios florestais tem dado boas provas devido à integração de todos estes componentes, devido a uma coordenação política e operacional muito efectiva e devido a uma programação antecipada e rigorosa de meios e acções. 9- O Ministério da Administração Interna não vai alterar o enquadramento actual e as missões atribuídas aos GIPS, que continuará a participar, como até aqui, no esforço do combate aos incêndios florestais.-------------------------------Militares com equipamento estritamente necessário para a missãoOs militares das equipas terrestres dos GIPS estão bem apetrechados, quer a nível de equipamento de protecção individual, quer de equipamento de apoio ao TO. Desta feita, as patrulhas terrestres quando saem para patrulhamentos levam sempre consigo os respectivos giros delineados, uma ordem de missão, binóculos, um GPS (que contém pontos de água, uma base de dados actualizada, entre alguma informação necessária), cartas topográficas, entre outro material de apoio.As viaturas encontram-se bem equipadas, tendo cada viatura ligeira de combate um kit de 1ª intervenção, um depósito de 600 litros de água, motobomba, mangueiras, agulhetas, material sapador (que consideram material essencial e indispensável), entre outro.
Fonte: Correio de Azemeis On-Line

A criação de mais três companhias no GIPS veio beneficiar mais quatro distritos do país: Aveiro, Braga, Porto e Viana do Castelo. A 6ª Companhia de Intervenção Protecção e Socorro (6ª CIPS) da GNR está sedeada em Águeda e coordena três Centros de Meios Aéreos (CMA’s) dos distritos do Porto e Aveiro: Águeda, Vale de Cambra e Baltar.Vera TavaresA criação da 6ª CIPS veio fortalecer o distrito de Aveiro no que confere ao combate de incêndios florestais. A colocação de cerca de meia centena de jovens ambiciosos militares da GNR nos CMA’s de Vale de Cambra e Águeda deram outra projecção ao combate de primeira intervenção nos incêndios florestais. O comando desta Companhia encontra-se sedeado a Sul do distrito, desde 15 de Maio, data em que se iniciou o Dispositivo Florestal de Combate a Incêndios 2007. Com um total de 21 militares em Vale de Cambra e 28 em Águeda, o comandante da CIPS, Capitão Morgado, comanda e controla todos estes operacionais, diariamente, e respectivas missões designadas.Esta Companhia, recém chegada a Aveiro, já deu provas das suas competências e aptidões no que confere à primeira intervenção do combate a incêndios florestais. Analisados alguns dados, os CMA’s de Vale de Cambra e Águeda apresentam já números algo significativos das suas intervenções, quer terrestres quer helitransportadas. Note-se que a 6ª CIPS registou, até ao passado dia 3 de Agosto, o levantamento de 51 autos de contra-ordenação ao D.L. 124/06, 11 por questões ambientais, 183 ao Código da Estrada e, ainda, 12 detenções.Ambos os CMA’s, Vale de Cambra e Águeda, são compostos por três equipas permanentes, ou seja, uma equipa helitransportada que funciona com o abrir e fechar do respectivo CMA, uma terrestre e outra de reserva. Assim sendo, os comandantes de CMA dispõem de cinco militares na equipa heli e seis na equipa terrestre, descansando, rotativamente, a terceira equipa. Nas centrais de comunicações dos CMA’s ainda existe, além de um elemento dos bombeiros que faz o elo de ligação com o Centro Distrital de Operações e Socorro, um operador da GNR, que garante todas as comunicações dentro da respectiva instituição.O responsável máximo pelos GIPS no distrito de Aveiro garantiu, à nossa equipa de reportagem, que as várias especulações que surgem no dia-a-dia sobre os GIPS não têm fundamento. “Esses mexericos não nos afectam, porque somos profissionais. O nosso relacionamento com os bombeiros do distrito de Aveiro, em termos operacionais, tem sido excelente! Nós estamos cá para trabalhar em colaboração com todas as entidades constituintes da Protecção Civil”, frisou Morgado.GIPS chegaram a 15 de Maio a Vale de CambraO Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro que se encontra instalado no concelho de Vale de Cambra chegou à ‘Suiça portuguesa’ na segunda quinzena do mês de Maio, dia em que se iniciou o dispositivo de combate a incêndios florestais. Esta foi uma etapa muito importante para este grupo, liderado pelo jovem Alferes Cláudio Quelhas. Tendo em conta que o meio aéreo, atribuído ao CMA valecambrense, só chegou a 1 de Junho, os militares instalados em Vale de Cambra começaram a sua missão reconhecendo a sua zona de acção. Vários quilómetros de patrulhamento foram efectuados por estes operacionais na tentativa de conhecerem da melhor forma a sua área e apresentarem-se à população que iriam servir.O meio aéreo ao serviço em Vale de Cambra chegou quinze dias depois, mas os militares da 6ª CIPS em Vale de Cambra já se encontravam prontos para actuar no Eccureil AS350B2.Militares cheios de motivação…Com o passar do tempo e a respectiva adaptação, os militares dos GIPS estão a demonstrar, que, dia após dia, o nível de motivação vai aumentando. Exemplo disso é o segundo sargento Pereira, adjunto do comandante do CMA de Vale de Cambra. Em conversa com o nosso semanário, Pereira confirmou-nos que os militares dos GIPS são um poço de motivação e empenho por uma causa única. O adjunto do comandante do CMA valecambrense acrescentou, ainda, que “a questão do policiamento de proximidade é uma mais valia e o contacto que temos com a população deixa-nos cheios de vontade de lutar pela defesa da floresta”. Vale de Cambra com cerca de 70 intervençõesO CMA de Vale de Cambra, que cobre todos os concelhos do Entre Douro e Vouga e os restantes até a um raio de 30 quilómetros, registava, até à data que a nossa equipa de reportagem acompanhou o grupo, cerca de sete dezenas de intervenções. Os 21 militares que, diariamente, acordam cheios de motivação para a missão que escolheram servir, mostraram-se realizados com a prestação que têm desenvolvido. Este CMA, composto por um grupo jovem, dinâmico, cheio de vontade, ambicioso e repleto de sonhos, tem trabalhado ao lado dos corpos de bombeiros da área, apelidando como trabalho de equipa. “O nosso sucesso e o sucesso dos bombeiros só será possível com muita cooperação”, sustentam. O comandante do CMA valecambrense, Alf. Cláudio Quelhas, adiantou-nos que “todas as intervenções para que temos sido solicitados têm sido um êxito. Tem corrido tudo muito bem; talvez ainda haja a falta de hábito de algumas pessoas para a presença dos GIPS, mas estou convicto que isso será ultrapassado”. Este líder dos GIPS acrescentou, ainda, que os ‘seus’ militares estão sujeitos a um trabalho árduo, cansativo; daí todos os operacionais terem de estar fisicamente bem, todos os dias. “Temos consciência de que este é o resultado de muito sacrifício, mas os resultados estatísticos de eficácia ajudam-nos a superar todos os obstáculos”, salientou o Alferes Quelhas.Equipas com missões bem definidasAs equipas de Intervenção Protecção e Socorro (EIPS) dos GIPS têm missões muito bem definidas. Os elementos que, diariamente, integram as equipas terrestres dos GIPS têm como missão primordial a prevenção, dissuasão, vigilância, fiscalização, entre outras, no âmbito da defesa da floresta e no combate aos incêndios florestais. Desta feita, os jovens operacionais não descuram a missão geral da guarda. Estas equipas, sempre que possível e mediante o giro que tiveram na sua missão, apoiam a equipa helitransportada no local do foco de incêndio. Por outro lado, este grupo de militares tem efectuado um policiamento de proximidade, sensibilizando os populares para a limpeza dos matos, para a não realização de queimas, quando necessário elabora autos de contra-ordenação no âmbito ambiental, que envia, à posterior, para as autarquias competentes, fiscalização infracções ao Código da Estrada, infracções ao Decreto de Lei 124/06, entre outras missões. Neste grupo de intervenção terrestre, os militares têm a sua função previamente definida e ferramenta atribuída para que nada falhe no Teatro de Operações (TO).Zona de acção dividida por sectoresA zona de acção que compõem o CMA de Vale de Cambra está dividida em quatro sectores bem definidos. O sector A abrange os concelhos de Espinho, Ovar, Feira e São João da Madeira; o B os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, parte significativa de São Pedro de Sul e Cinfães; o C os concelhos de Vale de Cambra, Sever do Vouga e parte de Oliveira de Frades; o último sector, o D, abrange Oliveira de Azeméis, Estarreja e parte de Albergaria-a-Velha. Após esta rigorosa divisão, foram definidos giros de patrulhamento para cada sector, tendo em conta as zonas mais críticas de cada, entre outros apontamentos de referência. Vale de Cambra ou Águeda?Após o términus do Dispositivo Florestal de Combate a Incêndios, um dos dois CMA’s do distrito de Aveiro será Base Permanente. Ao que tudo indica, e sob indicações do comandante da 6ª CIPS, capitão Morgado, uma das bases ficará como permanente em simultâneo com Baltar. O líder dos GIPS de Aveiro adiantou que “nada está definido ainda e a única certeza que há é que Baltar continuará a ser Base Permanente, mas terá que haver uma no distrito aveirense”, salientou o Capitão Morgado.------------------------------40 intervenções em Julho…O GIPS de Vale de Cambra registou, no mês de Julho, cerca de 34 intervenções com a equipa helitransportada e seis intervenções terrestres. Os militares dos GIPS valecambrenses elaboraram 20 autos de contra-ordenação ao D.L.124/06, notificaram 44 transgressores por infracções ao Código da Estrada e, ainda, levantaram seis autos por várias infracções previstas por outros decretos de lei. Durante este mês ainda detiveram sete indivíduos.------------------------------CMA’s comandados por oficiais da GNROs Centros de Meios Aéreos (CMA’s) são comandados por oficiais da GNR. E, porque a disciplina por ali milita, as razões hierárquicas são respeitadas por excelência. Na 6ª CIPS, o CMA de Vale de Cambra é comandado por um Alferes e coadjuvado por um 2º Sargento. Já em Águeda e porque o comando da 6ª CIPS está sedeado aí mesmo, o CMA é comandado por um Sargento-Ajudante. Baltar, o outro CMA da 6ª CIPS, é comandado por um Tenente da GNR.------------------------------Dia em grande…com uma equipa de sonho!Na passada terça-feira, dia 7 de Agosto, uma equipa de reportagem do nosso semanário acompanhou um dia dos GIPS em Vale de Cambra, ou melhor, “uma equipa de sonho”! Quando tudo parecia calmo, chegaram as ocorrências ao CMA valecambrense… um fogo nascente no lugar de Junqueira, concelho de Vale de Cambra, fez com que o H10 (helicóptero estacionado na helipista de Algeriz) e a sua respectiva brigada saíssem para o terreno. Fogo extinto pelos militares dos GIPS que abandonaram o TO apenas aquando da chegada do meio terrestre dos bombeiros locais.Durante um patrulhamento num dos giros do sector B foram elaborados dois autos de contra-ordenação por depósito ilegal de madeiras e respectiva limpeza. Foram ainda notificados alguns proprietários de terrenos pelo mesmo motivo. Algum tempo depois, um novo foco de incêndio no concelho de Castelo de Paiva. GIPS, bombeiros paivenses, helicóptero do CMA valecambrense e, ainda, um helicóptero da Afocelca, que acabou por não operar, estiveram no local. De regresso ao CMA, os militares dos GIPS foram surpreendidos por algumas infracções ao Código da Estrada, na zona de Nabais, concelho de Arouca. Aí foram notificados cinco infractores por variadíssimas irregularidades previstas no Código da Estrada.
Fonte: Correio de Azemeis On-Line
MONTREAL, Canadá (AFP) - En pleno corazón de Montreal, detrás de una fachada que casi no la distingue de sus vecinas, se esconde una casa que se jacta de ser la más ecológica de América del Norte.
"Techo ecológico" donde crecen vegetales, reciclaje de una parte de las aguas utilizadas, calefacción geotérmica, aislantes a base de soja: su creador multiplicó los ardides para que su casa familiar sea un ejemplo de las casas urbanas del futuro para evitar agotar los recursos del planeta.
"Apliqué el conjunto de mis conocimientos adquiridos desde hace 10 años", explica al visitante Emmanuel Cosgrove, de 31 años, consultor en eco-construcción, al recolectar, feliz, un pepino que creció en plena tierra, en el techo de su casa convertida en huerta.
La casa, situada en la Avenue du Parc, una de las arterias más concurridas de Montreal, alberga tres generaciones de su familia.
Para él, la verdadera residencia ecológica del futuro no es una linda casa en el campo sino una habitación "de alto desempeño energético, que reverdezca la ciudad", porque "es allí donde cada vez más vive y vivirá la gran mayoría de la humanidad".
Sus esfuerzos le valieron obtener la certificación platino, la más alta del programa LEED (Leadership in energy and environmental design), una marca de calidad "ecológica" para los edificios otorgada por un comité estadounidense, el US Green building council.
Otras cuatro casas alcanzaron el nivel platino, de 6.000 en el programa LEED en América del Norte, pero la casa de Cosgrove es por ahora la única que superó los 100 puntos de 130 posibles, indicó.
Los puntos son otorgados según la innovación, la gestión eficaz del agua y de la energía, pero también de la situación geográfica.
Así, la casa de Cosgrove logró puntos preciosos por estar en plena ciudad y cerca de todos los servicios esenciales, lo que minimiza la utilización del automóvil.
Pero sobre todo es mucho más económica que sus vecinas. "Utilizamos aproximadamente un cuarto de la energía de una casa normal y menos de un cuarto del agua, no porque vivamos mal, sino porque la casa está construida de forma eco-inteligente", aseguró Cosgrove.
El agua de las duchas y del lavado de la vajilla es recuperada en una cuba, enviada hacia un sistema de tratamiento bacteriológico de "aguas grises" que no utiliza cloro y reutilizada para las cisternas de los retretes y el riego de la huerta instalada en el techo.
Los desechos orgánicos se convierten en compost y sirven de abono para los tomates, zanahorias u otras verduras que crecen en el techo.
El ahorro de energía proviene de un cuidado y eficaz aislamiento y un sistema geotérmico todavía en adaptación permitirá en el futuro sustituir el sistema clásico actual para la calefacción y climatización de la casa.
En la casa de Cosgrove, más del 80% de los elementos utilizados fueron reciclados o recuperados. Una parte del aislamiento fue realizado con celulosa de papel de diario reciclado. En la entrada y la cocina, el suelo es de hermosas placas de pizarra que de hecho son viejos pizarrones de escuela dados vuelta.
El sector de la construcción es especialmente voraz y representa más de la mitad del impacto ecológico del hombre sobre la naturaleza, destacó Cosgrove, destacando que en América del Norte consume 54% de la energía total utilizada, si se toma en cuenta todo lo que es necesario para la construcción de un edificio y su funcionamiento.
"Mi casa es mi ejemplo personal de un modo de vida más duradero", indicó. "Muchas personas deberían comenzar a seguirlo para que tengamos un futuro".

Fonte: yahoo.es

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Sabe que daqui a 20 anos pode não ter água potevel para beber?


Crianças de 14 escolas rurais do Distrito Federal vão receber, ao longo deste mês, orientações do Corpo de Bombeiros e do Instituto do Meio Ambiente e dos Recurso Hídricos – Brasília Ambiental (Ibram), de como prevenir os incêndios florestais. A meta é visitar um total de 18 unidades de ensino, sendo que desde o último dia 3, quatro já foram alvo da ação. A campanha educativa, que recebeu o nome de Incêndios Florestais – Informação e Prevenção, foi criada para conscientizar as comunidades rurais, por meio das crianças, dos riscos que os incêndios florestais representam para o cerrado. A próxima visita será realizada, nesta quarta-feira (15), às 9 horas, na Escola Classe Incra 6, em Brazlândia.O Ibram está promovendo palestras acerca da ecologia do cerrado e alertando a respeito da gravidade dos incêndios, como a poluição do ar, a degradação do solo, a morte dos animais, o aumento do aquecimento global e o mal que a fumaça faz para a saúde. O coordenador de Prevenção e Controle de Riscos Ambientais do Ibram, João Santana, explica que esses estudantes foram escolhidos estrategicamente por estarem em áreas de alta incidência de incêndios. “Explicamos o perigo que as queimadas representam e elas ensinam para os pais”, disse Santana.As fogueiras, os balões, as pontas de cigarros e a queima de lixo são apontadas como as principais causas dos incêndios florestais. De acordo com o chefe de comunicação do Corpo de Bombeiros, major Rogério Santos Soares, para evitar mais incêndios é preciso que a população tome mais cuidado. “O mato está grande e seco. Estado favorável para as queimadas”, afirma.
Fonte: ComuniWeb

Oito anos depois de ter voado na Covilhã, Miguel Santana regressa interessado em desenvolver a prática de asa delta e ultra-leves. O Aeroclube da Covilhã já tem nas mãos a proposta de protocolo de colaboração.
Como é que Miguel Santana surge envolvido neste projecto?
- Por coincidência. Eu vim parar aqui através da empresa Aeronorte, que me contratou este ano para vir prestar apoio no Centro de Meios Aéreos da Covilhã. Sou co-piloto em missão de combate a incêndios. Apercebi-me que, actualmente, a Covilhã e o aérodromo têm pouca ou nenhuma actividade de ultra-leves e asa delta, modalidades que pratico há mais de 20 anos, que desenvolvi bastante na minha juventude e que tenho muita pena de não terem tido continuidade nesta região. Há um mês e meio que aqui estou e só vi um único planador a ser rebocado por um avião, ambos propriedade particular. Em termos associativos, é nulo o que se passa aqui.
- Daí que lançou o repto a outros entusiastas para avançarem com o projecto...
- Aqueles com quem já falei são antigos praticantes de desportos aeronáuticos na região, nomeadamente asa delta e ultra leves, que são modalidades das quais eu sou instrutor e mostraram-se, desde logo, muito empenhados e interessados em dinamizar essas práticas aqui na Covilhã.
- E porquê na Covilhã?
- Este sítio tem uma potencialidade enorme para a prática de planadores, ultraleves e asa delta. No caso da asa delta, sem motor, não apenas a Covilhã, mas também Seia, têm excelentes condições atmosféricas e térmicas que proporcionam fazer grandes distâncias, pelo desnível acentuado que ambas as cidades têm ao longo da encosta até encontrarem os seus aérodromos. Em 1983/84 realizámos nesta região vários campeonatos. Em relação à asa delta com motor ou ultra-leves, também aqui há melhores condições que no litoral. Falo, essencialmente, em relação ao vento. A Covilhã está protegida pela serra e não há praticamente vento no início da manhã e no fi nal da tarde. Temos todas as condições para pôr estas modalidades a funcionar, mas temos zero pilotos. Essa é que é a realidade! Acreditamos que tudo isto está desaproveitado e a nossa proposta em estudo com o Aeroclube da Covilhã passa tão só por reactivar estas modalidades, promovendo cursos. Eu próprio já me disponibilizei para dar instrução, quer de asa delta, quer de ultra-leve.
- Como vai funcionar essa parceria?
- Vamos avançar com a assinatura de um protocolo que prevê, essencialmente, a instrução dessas modalidades. Há outros instrutores interessados e há aeronaves. Se for necessário, poderemos canalizar para aqui algum equipamento do Delta Clube Estoril, do qual sou proprietário. Contamos com o apoio da Câmara da Covilhã para a promoção dos cursos junto de escolas, universidade e outras instituições.
- E candidatos haverá?
- Sim, há pessoas interessadas em aprender.
- É um desporto de elites, que ainda é dispendioso para a maioria das pessoas...
- Se falarmos num curso de piloto privado de avião que custa seis mil, sete mil euros ou num curso de piloto comercial de avião que custa 50 ou 60 mil euros, isso sim é muito caro e as pessoas assustam-se. No entanto, o que queremos promover é a aviação desportiva. Com 800 ou 900 e u r o s uma pessoa pode tirar o curso de asa delta e com 500 euros pode comprar uma asa delta. É como comprar uma bicicleta ou uma canoa. Um curso de ultra-leve é mais caro. Neste caso, em Lisboa ou no Algarve estão a ser comercializados a quatro mil euros e nós pensamos começar aqui com dois mil euros. Serão cursos devidamente homologados com as horas necessárias para as pessoas voarem em segurança.
- Quantos praticantes de asa delta há em Portugal?
- Talvez existam mil que praticam voo livre.
- E na região?
- Há anos existiam três, hoje dizem-me que não há nenhum.
Fonte: Jornal Regional

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Proteja um planeta que é cada vez menos azul e verde.

O Corpo de Bombeiros registrou durante os primeiros nove dias do mês de agosto 55 ocorrências de incêndios florestais, sendo que no mesmo período do mês de julho foram registradas 26. O município mais afetado pelos incêndios florestais é o da Serra, onde, durante esta semana, foram registradas 13 ocorrências.Houve um aumento de aproximadamente 110% no número de incêndios florestais durante o período, em virtude da continuidade de baixa umidade relativa do ar e incidência de raios solares, aliadas à falta de chuva.O Corpo de Bombeiros recomenda à população que tenha cuidado com o lixo, não queimando resíduos em terrenos baldios, pois podem propagar as chamas para outros locais. A realização de queimadas para a limpeza de terrenos também não é recomendada para os produtores rurais. Quem trafega pelas rodovias que cortam o Estado deve redobrar os cuidados, evitando jogar guimbas de cigarro ou outros objetos que possibilitem a eclosão de chamas.
Fonte: Gazeta
Até estou a escrever baixinho, com receio de fazer despertar a fúria do monstro das chamas, só por me atrever a considerar a sua existência. Até agora, esse verdadeiro devorador da floresta portuguesa, que nos meses de Verão tem posto as garras de fora com violência destruidora, continua adormecido, este ano, apenas com um ou outro bocejo, que pouco tem incomodado.Com as condições de temperatura, humidade e vento que se têm feito sentir, a mais pequena faísca pode acender o rastilho e é isso que nenhum de nós, portugueses, quer ver acontecer. Nesta perspectiva, a feliz frase escolhida pelo Governo, considerando que “Portugal sem fogos depende de todos”, tem cada vez maior aplicação e actualidade. Sou o tipo de português, tal como a grande maioria, que sente uma grande angústia quando observa os incêndios florestais a progredir terreno fora, assistindo à impotência dos meios de combate para fazer estancar o avanço da destruição. Isto tem acontecido ao longo das duas últimas décadas, sem tréguas. Tanto quanto a memória me permite recordar, só este ano chegámos à segunda semana de Agosto sem sentir aquele cheiro queimado que nos dificulta a respiração e intoxica a alma. Era tão bonito que pudéssemos atingir o fim deste Verão sem ter de fazer a negra contabilidade dos hectares ardidos em fogos criminosos ou negligentes! Gosto de um Verão como este. Poder olhar o céu azul da manhã sem vislumbrar qualquer cortina de fumo. Sentir a brisa de uma tarde quente, sem pensar que pode ser algum vento de desgraça. Aprecio a limpidez e o silêncio de um céu nocturno, tranquilo e estrelado, sem a intromissão das luzes feéricas e das sirenes dos carros dos bombeiros. Alguns profetas da desgraça têm vindo a alertar para o facto de que a Primavera chuvosa promoveu o crescimento da vegetação rasteira, pasto apetecível para as chamas. Mas, também tenho visto o trabalho empenhado dos sapadores florestais, um pouco por todo o país, garantindo as faixas de limpeza e protecção em redor das aldeias e nas bermas das estradas. Pode ser que esteja a ter um olhar enviesado em relação à verdadeira realidade do país, nomeadamente quanto à limpeza das matas, mas quero acreditar que o monstro das chamas está de barriga cheia pela voragem dos últimos anos, e que assim vai continuar, adormecido, até ao regresso da estação das chuvas.
Fonte: As Beiras

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Visite a Lousã e a sua maravilhosa Serra. Em caso de incêndio ligue 112

O presidente da Câmara Municipal de Águeda, Gil Nadais, procedeu, na passada segunda-feira, à entrega simbólica do edifício que está a ser utilizado pelos militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR), envolvidos na “Fase Charlie” do projecto de defesa da floresta contra incêndios florestais.A chave do edifício - composto por sala de operações/comunicações, aquartelamento, gabinetes e secretaria - foi entregue ao general Mário Cabrita, 2º. comandante geral da GNR, que enalteceu “o esforço e a compreensão da autarquia às nossas necessidades”. O GIPS tem por missão executar acções de prevenção e de intervenção de primeira linha no território, em situações de emergência, de protecção e socorro, designadamente nas ocorrências de incêndios florestais ou de matérias perigosas, catástrofes ou acidentes graves.Em Águeda, para lá do do Centro de Meios Áereos (CMA), que engloba Águeda, Vale de Cambra e Baltar (Paredes), está também instalado o Comando da 6ª. Companhia do GIPS, que abarca Aveiro e Porto, e que é dirigido pelo capitão Carlos Morgado. O GIPS da GNR está instalado em Águeda desde meados de Maio passado, e conta com 28 militares que se vão manter no terreno até Setembro.
Fonte: Soberania do povo

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O fogo não tem fronteiras e por isso temos de cooperar com quem precisa.

Vários incêndios continuam activos no Sul de Itália, devastado desde Julho por sinistros de grande dimensão que já provocaram seis mortos e que são atribuídos pelos responsáveis políticos à criminalidade organizada.
O corpo de um homem de 80 anos, encontrado esta manhã numa zona atingida por um incêndio na Puglia (Sudeste), elevou para seis o número de vítimas dos fogos florestais desde o início do Verão em Itália, anunciou o Corpo Florestal do Estado.
Apesar de uma relativa acalmia registada pela protecção civil, continuam activos vários fogos na Calábria (extremo Sul) e na Campânia.
Um representante regional da Campânia, Corrado Gabriele (comunista) apontou responsabilidades a «uma ofensiva da criminalidade organizada», numa altura em que um helicóptero da protecção civil apagou, na véspera, 18 focos de incêndio ateados por desconhecidos.
O reservatório de água do helicóptero foi atingido quando o piloto abastecia junto a um rio, disse à AFP um porta-voz da Região Campânia.
Também na segunda-feira, os cabos que permitiam assegurar a ligação rádio entre as equipas de socorro foram cortados, acrescentou.
O ministro do Ambiente e líder dos Verdes, Alfonso Pecoraro Scanio, denunciou hoje «um verdadeiro assalto criminal contra os parques naturais e várias zonas de Itália», na cadeia televisiva Sky TG24.
«Os incendiários não são apenas doentes ou pirómanos», declarou o ministro, responsabilizando «grupos ligados a associações criminosas, nalguns casos, e noutros, ao sector da especulação imobiliária».
No final de Julho, a organização ambientalista WWF estimou a superfície destruída nos parques naturais italianos em nove mil hectares.
Nos primeiros sete meses do ano, registaram-se na Península Itálica 4.007 fogos florestais que destruíram 80.086 hectares de vegetação.
O número de incêndios é 30 por cento superior ao do mesmo período do ano passado mas está 373 por cento acima no que respeita à superfície ardida.

Fonte: Diário Digital / Lusa
BRASÍLIA – Representantes do Ministério Público, Ministério das Relações Exteriores e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) reúnem-se nesta quarta-feira para iniciar investigações sobre denúncias de compra de terras por estrangeiros na Amazônia pela organização não-governamental inglesa Cool Earth. O coordenador do grupo de trabalho criado na comissão para acompanhar o caso será o deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA).

Diplomacia, Ministério Público e técnicos do Incra se reúnem para averiguar denúncias sobre a conservação amazônica – SUFRAMA A reunião está marcada para as 14h30, na sala da presidência da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, na Câmara dos Deputados. Há dois meses, a organização Cool Earth revelou que promovia uma campanha de arrecadação de recursos em seu site "para impedir o desmatamento e reduzir as emissões de gases estufa na atmosfera". Analistas consultados por parlamentares concluíram que há outro objetivo por trás dessa intenção. A empresa estaria disposta a tomar posse de grandes áreas da região.Bentes vai propor ao grupo de trabalho uma viagem até as áreas sobre as quais existem denúncias de compra de terra por estrangeiros, além dos limites impostos pela legislação brasileira. "As investigações não devem se restringir ao caso da Cool Earth; nossa preocupação é que estejam loteando a Amazônia, vendendo terras a estrangeiros, valendo-se de ONGs", alertou.A legislação brasileira autoriza pessoas de outros países a comprar áreas de até 50 módulos rurais, desde que respeitadas algumas regras. Há denúncias, porém, de que alguns estrangeiros têm constituído empresas nacionais para poder atuar como qualquer cidadão brasileiro e poder comprar terras sem restrições.Reportagens da Agência Amazônia repercutem BRASÍLIA — A Agência Amazônia tratou do assunto duas vezes, entre 2006 e 2007: primeiro publicou reportagem especial da jornalista Memélia Moreira, informando que a organização não-governamental
Nature Rights (Direitos da Natureza), liderada pela grafista franco-portuguesa Samantha Novella sugeriu o loteamento de áreas ainda intactas da região amazônica ao custo de, no mínimo, um euro por ano, com fins de conservação. O assunto repercutiu no Congresso Nacional. Depois, em março de 2007, reportagem deste site informou que um pseudo laboratório denominado Arkhos Biotech pôs à venda a Amazônia num vídeo de 1 minuto e 25 segundos postado no Youtube. A deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) ingressou na Procuradoria da República com pedido de abertura de inquérito civil público para apurar a origem do vídeo. A empresa fictícia, criada por publicitários a serviço da Ambev (fabricante do guaraná Antarctica) convocou o mundo a investir “para transformar a floresta (Amazônia) num santuário de preservação sob controle privado. Má fé do laboratório e boa fé dos jornalistasO jornalista Chico Bruno, do site Primeira Hora, comentou na ocasião: "A verdade sobre a campanha de privatização da Amazônia, proposta pela empresa Arkhos Biotech, desvendada pela editora assistente da Folha de São Paulo Malu Delgado, que foi à luta e descobriu que “a ficção pregou uma peça na política”, foi considerado um mico pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), que repercutiu a denúncia da Agência Amazônia na tribuna do Senado.Discordo do senador. "O debate sobre o assunto serve de alerta as autoridades brasileiras para as brincadeiras de mau gosto que circulam na internet. Cabe ao governo brasileiro apurar as reais intenções dessa ação, que repercutiu na imprensa e no Congresso Nacional."Aqui não interessa discutir se a Arkhos é real ou virtual. O que interessa discutir é que existe um site na internet ( www.arkhosbiotech.com) pregando a internacionalização da Amazônia."Os senadores e deputados que levaram ao Congresso Nacional a denúncia da Agência Amazônia de Notícias, assim como a própria agência e todos os jornalistas que se indignaram com a descoberta do site agiram de boa fé em defesa da Amazônia".Saiba maisPara alguns críticos, a primeira fase da internacionalização da Amazônia teria sido a criação de grandes reservas indígenas e ecológicas. Atualmente existem cerca de 1,1 milhão de quilômetros quadrados para cerca de 400 mil índios. Em 2006 o ministro inglês do Meio Ambiente, David Miliband disse que seu país quer "privatizar" a Amazônia. Foi durante a 2ª Reunião Ministerial do Diálogo de Gleneagles sobre Mudanças Climáticas, em Monterrey, no dia 30 de setembro daquele ano. O jornal Daily Telegraph noticiou a existência de um plano armado pelo gabinete de primeiro-ministro Tony Blair, de promover uma "privatização completa da Amazônia", sob a justificativa de evitar o aquecimento global.Em 21 de março de 2006, na reportagem "Ricos criam o colonialismo verde", o jornal O Estado de S.Paulo também noticiara que milionários ingleses pretendem adquirir terras da Amazônia.
Fonte: Agencia Amazonia
Os deputados da Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Floresta Contra Incêndios consideraram hoje como um «bom exemplo» a reflorestação nos baldios de Fafião, Montalegre, onde se concilia a floresta com a pastorícia e o turismo.
Depois de um grande incêndio em 1999, o conselho directivo dos baldios de Fafião, freguesia de Cabril, em Montalegre, implementaram vários projectos de reflorestação que obedecem a uma «lógica integrada» de gestão dos terrenos.
O presidente da Junta de Freguesia de Cabril, Pedro Giesteira, disse à Agência Lusa que 1.000 hectares do total de 2.100 dos baldios de Fafião, foram reflorestados com pinheiros bravos e silvestres, bétulas, carvalhos e sobreiros, nos quais foram implementados vários caminhos de forma a dar descontinuidade à floresta.
Para além dos vários pontos de águas que foram criados, a aposta passou também pela limpeza dos matos que, segundo o responsável, «é feita regularmente».
O resultado foi, de acordo com Pedro Giesteira, uma «redução muito significativa» do número de ignições e de área ardida naquele território que integra o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Para o responsável, o objectivo destes projectos, que contaram com o apoio de fundos comunitários, do PNPG e da Câmara de Montalegre, foi «planificar e ordenar» para ser mais fácil a «gestão» deste espaço florestal.
Para Luís Carloto Marques, deputado do PSD que integra a Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Floresta Contra Incêndios, Fafião é «um bom exemplo» do trabalho que pode ser feito na floresta.
O deputado destacou a interligação entre a pastorícia, já que nesta zona se aposta na produção de cabrito de raça bravia e vaca barrosã, a floresta e o turismo de natureza.
Segundo Luís Marques, o objectivo da visita do grupo parlamentar a Montalegre foi precisamente «divulgar» este bom exemplo do que pode ser feito na floresta portuguesa.
Também Jorge Almeida, deputado socialista, destacou o «ordenamento florestal» implementado e a «participação activa» das populações locais na concretização dos projectos.
Nesta deslocação ao distrito de Vila Real a Comissão Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Política Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios vai também reunir-se com os técnicos da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), especialistas pela área dos fogos florestais.
Técnicos da UTAD estão a avaliar, este Verão, o combate aos grandes fogos florestais para melhorar as estratégias de combate e reduzir a área ardida em Portugal, um projecto que resultou de uma parceria com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
A UTAD destacou para a sede da ANPC dois colaboradores para tratamento de dados, definição de indicadores de gestão e preparação e elaboração de relatórios semanais de monitorização das operações de combate.
No terreno, técnicos e alunos da UTAD, fazem a monitorização dos incêndios, desde os meios colocados no terreno, da sua capacidade de intervenção, da logística agregada, da forma de ataque, dos recursos a técnicas de fogo controlado e de contrafogo, à incorporação de analistas de incêndios para uma melhor leitura do teatro das operações.
O coordenador do estudo, Hermínio Botelho, disse à Lusa que hoje, por exemplo, estão duas equipas, com quatro técnicos cada, na Lousã para avaliar o combate ao incêndio que deflagrou naquela zona.
Em Outubro, segundo o responsável, vai ser feita uma «avaliação global» dos resultados, a partir da qual serão promovidas as alterações mais estruturais que são necessárias introduzir no dispositivo do ano 2008.
O departamento florestal da UTAD tem desenvolvido, nos últimos anos, um vasto trabalho de investigação, designadamente na criação e acompanhamento das equipas de fogos tácticos, em que se utiliza o contrafogo como uma das formas de combater o incêndio.

Fonte:Diário Digital / Lusa
Área é inferior ao registado nos anos anteriores, revela a Direcção-Geral dos Recursos Florestais Os incêndios florestais ocorridos em Portugal este ano, entre 1 de Janeiro e 31 de Julho, consumiram 5.086,81 hectares, um valor inferior aos registados nos anos anteriores, em termos comparativos, revelou hoje a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF).De acordo com o relatório provisório sobre os incêndios divulgado ao fim da tarde de hoje pela DGRF, registaram-se no período em análise 4.529 ocorrências de fogo, sendo 571 incêndios florestais e 3.958 fogachos.Desse total de situações de fogo resultou uma área total ardida de 5.086,81 hectares, entre povoamentos florestais (1.827,27 hectares) e matos (3.259,54 hectares).Os maiores valores de área ardida verificaram-se nos distritos de Portalegre (1.318,21 hectares) e Beja (1.247,43 hectares), enquanto o maior número de incêndios florestais verificou-se em Braga (81) e Vila Real (70).O distrito do Porto foi o mais afectado por fogachos (666), seguido de Lisboa (444), segundo também os dados disponibilizados por aquele organismo do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas."Da análise interanual do número de ocorrências e área ardida, até 31 de Julho, entre 2002 e 2007, verifica-se que em 2007 o total registado para cada uma das categorias se encontra abaixo dos valores verificados em qualquer um dos anos anteriores", assinala o relatório da DGRF.O documento acrescenta que, "quando comparados os registos do corrente ano com os valores médios apurados no quinquénio anterior, verifica-se que houve menos 9.536 ocorrências e arderam menos 72.337,12 hectares, correspondendo os valores do presente ano a 32,2 por cento e 6,6 por cento dos valores médios, respectivamente das ocorrências e da área ardida do último quinquénio". "Das análises mensais de 2007 decorre que o número de ocorrências registadas é sempre inferior aos valores médios mensais em cada um dos cinco anos anteriores. Essa diferença é mais acentuada nos meses de Junho e Julho, onde se verificaram menos 2.485 e 4.552 ocorrências, respectivamente", indica também a DGRF. "O mesmo é visível para a área ardida, com uma discrepância ainda mais acentuada, tendo ardido em Julho menos 56.824,46 hectares que a média dos cinco anos anteriores", de acordo ainda com a Direcção-Geral dos Recursos Florestais.
Fonte: Jornal de Noticias
A Câmara de Ourique apresentou uma candidatura à Direcção Geral de Recursos Florestais para a criação de uma Equipa de Sapadores Florestais.
A Câmara Municipal de Ourique apresentou uma candidatura à Direcção Geral de Recursos Florestais para a criação de uma Equipa de Sapadores Florestais. Um projecto que surge no âmbito do trabalho que a autarquia tem vindo a desenvolver na área da prevenção dos incêndios florestais.
Sensibilização florestal, vigilância, primeira intervenção, operações de rescaldo e vigilância pós-incêndio são as principais funções da Equipa de Sapadores Florestais como explicou à Voz da Planície, Pedro do Carmo, presidente da Câmara Municipal de Ourique.
Segundo Pedro do Carmo este projecto é o culminar de uma verdadeira política e protecção civil levada a cabo pelo município.
Ainda de acordo com Pedro do Carmo o equipamento para que a Equipa de Sapadores Florestais, constituída por 5 elementos, possa desempenhar as suas funções é fornecido pela Direcção Geral de Recursos Florestais.
Fonte: Voz da Planicie
A propósito da notícia publicada ontem no Diário de Notícias sob o título "Força de combate aos fogos da GNR pode estar em risco", o MAI esclarece o seguinte:
1 - O Conselho de Ministros de 29 de Outubro de 2005 aprovou um conjunto de medidas de combate a incêndios florestais.
2 - Essas medidas referiram-se a alterações legislativas, políticas sectoriais e estruturas operacionais.
3 - Uma das medidas então tomadas foi a consolidação do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e a criação dos Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro (GPIS), no âmbito da GNR.
4- O Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro nasceu para ajudar a resolver o problema da segurança interna que são os incêndios florestais, tendo sido concebido como força helitransportada e terrestre, mas também para intervir como estrutura complementar, no campo mais amplo de intervenções de intervenção de protecção civil.
5 - Esta decisão foi feita com base na realidade nacional, mas tendo também em conta as realidades internacionais evidenciadas pelo furacão Katrina e pelos terramotos no Paquistão, cujos relatórios sublinharam a necessidade de reforçar a intervenção de força de segurança que possuem valências em áreas da protecção civil.
6 - Também em Espanha se reconhecem, na sequência da criação do GIPS português, a importância de uma força militar em acções de protecção civil – por isso, o Governo Espanhol criou uma estrutura de cerca de 4000 homens preparados para o efeito, no âmbito das próprias Forças Armadas.
7 - Os GIPS têm vindo pois a participar no intenso esforço de combate aos incêndios florestais, esforço esse que conta com a estrutura central da protecção civil, que são os bombeiros portugueses, mas também com sapadores florestais, sapadores do exército e elementos de brigadas Agris e de equipas municipais.
8 - O dispositivo de prevenção e combate aos incêndios florestais tem dado boas provas devido à integração de todos estes componentes, devido a uma coordenação política e operacional muito efectiva e devido a uma programação antecipada e rigorosa de meios e acções.
9 - O Ministério da Administração Interna não vai alterar o enquadramento actual e as missões atribuídas aos GIPS, que continuará a participar como até aqui no esforço do combate aos incêndios florestais.
Lisboa, 7 de Agosto de 2007

Proteja os nossos ecossistemas, não permita que outros destruam o que um dia fará muita falta.


O termo “Texugo” designa diversas espécies semelhantes, que vivem em habitats tão distintos como os desertos da América do Norte, as savanas africanas, as florestas temperadas europeias e as florestas tropicais do Sudeste Asiático.
Miguel Rosalino e Filipa Loureiro
A designação “
texugo” é usada para denominar uma variedade de predadores da Família Mustelidae, que habitam quatro continentes: Ásia, Europa, América e África. No mundo existem nove espécies diferentes de texugos (oito pertencem à sub-família Melinae, que são considerados os “verdadeiros” texugos, e uma à sub-família Mellivorinae). Apesar da sua aparência ser por vezes muito diferente, estes carnívoros apresentam similaridades estruturais, comportamentais e ecológicas. Os texugos são mamíferos de tamanho médio, com um corpo entroncado, uma cabeça pequena e um pescoço reduzido e espesso. A cauda é em geral curta e o focinho é alongado. Numerosas espécies cavam uma elaborada rede de tocas, utilizando as patas da frente, que possuem garras não retrácteis relativamente bem desenvolvidas. Estas tocas, além de lhes fornecerem segurança, protegem-nos do frio durante os Invernos longos, especialmente aos que habitam zonas mais setentrionais. A maior parte das espécies são nocturnas e a sua visão é portanto relativamente fraca, sendo os olhos reduzidos e pouco visíveis. Pelo contrário, o olfacto está bem desenvolvido. Tal como em todos os mustelídeos, as glândulas anais são bem desenvolvidas e produzem secreções de odor intenso, que servem como veículo de comunicação olfactiva.
Meles melesO registo fóssil indicia que este grupo de mustelídeos evoluiu a partir de ancestrais semelhantes a
martas e fuinhas (Gén. Martes), que no Terciário (há 65 – 2 milhões de anos) diferenciaram-se, apresentando uma evolução na dentição em direcção à omnivoria (importância crescente dos dentes tuberculados atrás das mandíbulas e redução dos dentes carniceiros cortantes). No começo do Pleistocénico (a partir de 1,8 milhões de anos) a Europa assistiu ao aparecimento de texugos semelhantes às espécies actuais, vindos da Ásia, havendo numerosos restos fósseis de animais deste período (e.g. Meles thorali).O continente que apresenta uma maior variedade de espécies deste grupo é a Ásia, onde existem sete espécies: texugo porco Asiático ou de cerdas (Arctonyx collaris), texugo fedorento de Palawan e Calamian (Suillotaxus marchei), texugo Malaio ou texugo fedorento da Indonésia (Mydaus javensis), três espécies diferentes de texugos furões (Género Melogale) e o texugo Eurasiático (Meles meles). Geograficamente isolado deste grupo de texugos que, de alguma forma, apresentam distribuições sobrepostas, temos o texugo Americano (Taxidea taxus). Todos estes texugos pertencem à sub-família Melinae. Há que referir ainda a existência de uma outra espécie pertencente a uma sub-família diferente, mas cujas características comportamentais e ecológicas a aproximam dos texugos atrás descritos - o ratel ou texugo do mel (Mellivora capensis). Este aparenta estar mais próximo evolutivamente dos Mustelinae (martas, fuinhas, etc.) do que dos Mellinae (texugos), embora seja suficientemente diferente de ambos para ser incluído numa outra sub-família - Mellivorinae. Apesar das afinidades filogenéticas serem menores, as admiráveis semelhanças estruturais, comportamentais e ecológicas devem-se a uma evolução paralela, resultado de um modelo de vida semelhante.
Mellivora capensisO texugo porco Asiático ou de cerdas (Arctonyx collaris) é um predador de médio porte (com cerca de 70 cm de comprimento e até 14 kg de peso), com uma vasta distribuição no Sudeste Asiático, podendo ser encontrado em zonas florestais do Norte da China e da Indochina, até à Tailândia e à ilha de Samatra (Indonésia). É um habitante típico de florestas tropicais, onde se alimenta, passando os dias refugiado em tocas profundas. Devido aos seus hábitos tímidos e nocturnos e à inacessibilidade das áreas onde está presente, pouco se conhece da ecologia e comportamento desta espécie. No entanto, sabe-se que é um mustelídeo verdadeiramente omnívoro, comendo principalmente raízes, minhocas e frutos, que encontra graças ao seu focinho móvel, em forma de tromba, característico desta espécie. Estes animais são ainda hoje apanhados em armadilhas para aproveitamento da sua pele, utilizada para fazer pincéis (de pintar e de barba) e tapetes.
O texugo fedorento de Palawan ou Calamian (Suillotaxus marchei) apenas pode ser encontrado em duas pequenas ilhas do grupo Calamian (Indonésia), a Norte e Este de Bornéu: Palawan e Busuanga. Este carnívoro é considerado um pequeno desconhecido (com cerca de 46 cm de comprimento e 3 kg de peso), pois tirando algumas descrições relativas à sua capacidade de, quando atacado, expelir um líquido de odor desagradável em direcção ao atacante (daí o seu nome de fedorento), pouco se sabe acerca desta espécie.O texugo Malaio ou texugo fedorento da Indonésia (Mydaus javensis) é um pequeno/médio mustelídeo (até 51 cm de comprimento e até 3,6 kg de peso), cuja área de distribuição está restrita a algumas ilhas da Indonésia: Java, Sumatra, Bornéu e Natuna. Habita somente áreas de montanha, sendo maioritariamente nocturno. Os seus hábitos escavadores permitem-lhe fazer tocas pouco profundas e muito simples, onde repousa durante o dia. Apesar de, tal como as restantes espécies descritas, ser cientificamente quase desconhecido, suspeita-se que se alimente de invertebrados (minhocas e insectos). Este animal tem os dedos das patas anteriores unidos mesmo até à base das garras, o que faz com que ao caminhar sobre os dedos (digitígrados) se bamboleie de maneira característica. O texugo Malaio é reconhecido pelos habitantes das áreas onde existe, pois possui uma glândula anal, cuja secreção rivaliza, em termos da intensidade do odor, com a da doninha-fedorenta. Esta excreção, para além de ser pestilenta, aparenta ser nociva para os animais que atacam o texugo, havendo registos de cães que morreram asfixiados devido à sua acção, ou ficaram cegos, quando atingidos nos olhos. Tal como as secreções anais das civetas, estas são usadas, bastante diluídas, na elaboração de perfumes. Este mustelídeo é igualmente alvo de perseguição e caça por parte das populações indígenas sendo, por vezes, consumido por estas.Os texugos furões pertencem todos ao género Melogale e habitam as zonas tropicais do Sudeste Asiático. O texugo furão indiano (Melogale personata) habita a Índia, Nepal e Birmânia; o texugo furão da China (M. moschata) vive numa área que vai desde a China ao Vietname do Norte; e o texugo furão de Everetti (M. everetti) restringe-se ao Bornéu e Java. São as espécies mais pequenas (33-43 cm de comprimento e raramente ultrapassando os 2 kg de peso) e as únicas verdadeiramente trepadoras. Estas espécies são consideradas as mais primitivas de todos os texugos existentes, tendo uma dentição ainda semelhante aos seus ancestrais (martas e fuinhas). Habitam florestas tropicais e subtropicais, áreas de pradaria e culturas, podendo viver, sem serem detectados, junto ao Homem. São descritos como omnívoros, alimentando-se de insectos, vermes, pequenas aves, ratazanas juvenis e frutos. São animais nocturnos que descansam durante o dia em abrigos subterrâneos (naturais ou construídos) ou em cima das árvores, facto facilitado pelas suas capacidades trepadoras. Como todos os texugos, descritos até ao momento, quando atacados expelem um odor pungente da sua glândula anal.
Taxidea taxusO texugo Euroasiático (Meles meles) é a espécie com a área de distribuição mais vasta, ocupando regiões asiáticas tão distintas como a Rússia e a costa Este da China e estendendo-se, através da Europa, até às ilhas britânicas e à zona mediterrânica (incluindo Portugal). Habita, deste modo, uma grande diversidade de habitats, sendo a espécie de texugo mais estudada, facto bem patente na vasta bibliografia científica disponível, especialmente oriunda do Reino Unido (abrangendo áreas tão distintas como a ecologia, a etologia, a parasitologia, etc.). Este interesse pelo conhecimento dos aspectos da biologia e
ecologia deste carnívoro deve-se, em parte, ao facto de texugo Eurasiático constituir, no Reino Unido, um “reservatório” importante para a tuberculose bovina. Este facto, aliado ao enorme peso que a pecuária bovina tem na economia britânica, ampliou o interesse nos estudos científicos visando esta espécie. É um carnívoro social de médio porte (até 90 cm de comprimento e 16,7 kg de peso), hábitos nocturnos e comportamento omnívoro, com uma alimentação muito variada (consome minhocas em Inglaterra e Norte da Europa, frutos e insectos na Europa mediterrânica, etc.). De dia estes animais refugiam-se em tocas mais ou menos profundas, que chegam a ter 80 entradas e que compartilham com outros membros do grupo (constituído por 3-35 animais). Todas as outras espécies vivem em tocas relativamente simples, quando comparadas com os elaborados complexos de tocas, por vezes centenários, do texugo Euroasiático. Pelo que se sabe, e em oposição aos outros texugos aqui descritos, a sua glândula sub-anal não tem nenhuma função defensiva, servindo apenas para marcação do território e dos recursos, e como veículo de comunicação olfactiva.O texugo Americano (Taxidea taxus) ocupa uma vasta área da América do Norte: desde o Sudoeste do Canadá até ao México central, e da costa da Califórnia até ao Missouri e Illinois. Tal como o texugo eurasiático, esta espécie está presente numa grande variedade de habitats sendo, no entanto, mais comum em pradarias e florestas de folha caduca. Nas zonas mais a Norte pode entrar em semi-dormência durante os Invernos mais rigorosos, estando activa todo o ano quando as temperaturas não baixam demasiado. Os indivíduos desta espécie são, em geral, de dimensões semelhantes aos texugos eurasiáticos (42 a 72 cm de comprimento e 3,5 a 12 kg de peso), e maioritariamente nocturnos, repousando de dia em tocas escavadas por si. Há relatos de tocas escavadas no asfalto e em ruas, o que mostra como são poderosas as suas garras; contudo as suas tocas não chegam à complexidade das do texugo Euroasiático. Esta espécie é predominantemente carnívora, consumindo preferencialmente ratos e, como complemento, alimentos vegetais e insectos. Estes animais podem formar grupos de caça com coiotes isolados, mas não se sabe grande coisa desta cooperação. Usam as suas glândulas anais como mecanismo de defesa, através da produção de um odor desagradável. São capturados em grande escala por causa da sua pele, sendo retiradas cerca de 50 000 peles todos os anos nos EUA e Canadá.
Taxidea taxusO ratel ou texugo do mel (Mellivora capensis) distribui-se por quase toda a África sub-sahariana, estendendo a sua área de distribuição através da Península Arábica até à Índia. São do tamanho do texugo Eurasiático (cerca de 70 cm de comprimento e até 12 kg de peso), apresentando hábitos maioritariamente nocturnos (apesar de poderem ser vistos de dia fora das tocas). O ratel alimenta-se de escorpiões, insectos, frutos, ovos, répteis, porcos-espinhos, e roedores. Alguns machos especializam-se na captura de grandes mamíferos, tais como lebres,
raposas e juvenis de antílopes. Podem ainda rasgar a casca das árvores para chegar aos ninhos de abelhas (daí ser, por vezes, denominado texugo do mel), e desenterrar todo o tipo de comida, incluindo cadáveres humanos. O ratel pode associar-se à ave melífera para se alimentar: a ave com o seu chamamento característico conduz o ratel até um cortiço de abelhas; o ratel, por sua vez, parte o cortiço e partilha a sua refeição. A secreção da sua glândula anal tem duas funções distintas: a de marcação do território e a de anestésico contra as abelhas.Em suma, tal como se pode constatar pelas descrições das espécies de texugos existentes no mundo, este grupo está presente na maioria dos continentes, abrangendo uma diversificada associação de habitats. Este facto parece estar relacionado, por um lado, com a capacidade de escavar refúgios e, por outro, à grande adaptabilidade trófica destes predadores, que lhes confere a capacidade de se alimentarem dos recursos disponíveis no meio, em determinada altura. Estes animais são capturados, atropelados ou envenenados pelo Homem em todo o mundo, mas mesmo assim têm sobrevivido surpreendentemente bem.
Fonte: Naturlink

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Não destrua a esperança de que outros têm de slavar o nosso planeta.

O incêndio que desde sexta-feira lavra no coração da ilha de Gran Canária (Espanha) já destruiu mais de 10 mil hectares de floresta e dezenas de casas, obrigando a desalojar 5.200 pessoas, segundo o último balanço oficial.
Incêndios em duas outras ilhas, Tenerife e La Gomera (este último que começou esta madrugada), destruíram já milhares de hectares, obrigando a que milhares de pessoas tivessem de ser retiradas das suas casas.
Fontes do Centro Coordenador de Emergências e Segurança do governo das Canárias referiram que o incêndio da Gran Canaria afecta os municípios de Mogán, Tejeda, La Aldea de San Nicolás e San Bartolomé de Tirajana, com várias frentes ainda activas e por controlar.
A situação mais preocupante é a frente que avança pela presa de Ayagarues, em direcção às zonas do Monte León e Montaña la Data.
Uma ligeira redução da temperatura nas últimas horas e uma redução do vento, que na segunda-feira chegou a soprar com rajadas de mais de 70 quilómetros por hora, poderão ajudar no combate às chamas.
Vários meios aéreos, impossibilitados de actuar durante grande parte do dia de segunda-feira, voltaram hoje de manhã a colaborar com as centenas de pessoas, entre bombeiros, militares e civis, que combatem as chamas no terreno.
Por controlar continua ainda o incêndio em Tenerife, que obrigou mais de duas mil pessoas a abandonarem as suas casas.
Esta madrugada eclodiu um novo fogo na ilha de La Gomera, que obrigou a desalojar várias casas nos municípios de Barranco Santiago, Antón Cojo e Targa.
José Manuel Soria, vice-presidente do governo das Canárias, afirmou já que as perdas causadas pelos fogos «são incalculáveis» e que o fogo na Gran Canaria «é a maior tragédia ecológica da ilha».
O incêndio começou sexta-feira, no monte de Pajonales, município de La Aldea de San Nicolás, ateado por um guarda-florestal descontente pelo fim do seu contrato de trabalho.
O autor do incêndio, Juan Antonio N.A., 37 anos, confessou o crime à polícia e, segunda-feira, perante um juiz, que ordenou a sua prisão preventiva por um delito contra o meio ambiente.

Fonte: Diário Digital / Lusa

domingo, 5 de agosto de 2007

Já viu "Uma verdade inconveniente"? Veja que vale a pena. Em caso de incêndio ligue 112.

Quem visitar o site do Instituto Bering Fróes Eco Global (www.ibfecoglobal.org) poderá entender a longa persistência correta do ecólogo Gilnei Fróes ( Médico-veterinário, Pos Graduado em Gestão Ambiental) e que, por 19 anos é escritor técnico-científico do projeto “SOS” planeta Terra. A missão do projeto é alertar a sociedade global sobre a importância da preservação das espécies, florestas, água, solos, além de fome, superpopulação, guerras que afligem as populações, em graves desafios meio ambientais planetários que já vivenciamos. E questiona o ecólogo: “As mudanças climáticas, garantirão alimentos para todos os povos? Que surpresas ambientais estão reservadas aos povos do planeta? Para que serve o "principio da precaução?” Objetivamente indaga Dr. Fróes: “Precisamos de um manual de sobrevivência? Ou voltaremos à sobrevivência manual? O tal sonhado desenvolvimento sustentável, será mais um pesadelo para nossa sociedade que, elo descaso, descanso e despreparo científico, não sabe buscar alternativas tecnológicas e comportamentais comprometidas com a natureza? Se posso fazer consultoria ambiental a líderes e políticos de outros países, porque no Brasil os governos não querem saber de projetos ecológicos científicos? Será que a natureza do país virou um balcão de negócios e propriedade do Estado? Ou, de círculo de amigos? Esperaremos a crucificação de todos os reinos da natureza? Até quando teremos energia e água potável?”Afirmando-se cansado de tanto ver ingerências ambientais, (como ganância, ignorância e inoperância do poder), num país paraíso como o Brasil, Dr. Fróes desabafa: “Puxa! Ninguém entende que há um só oceano com muitos nomes em diferentes continentes? Uma só biosfera, para respirarmos e todos os povos conviverem em paz? Que a multi-biodiversidade dos elos da natureza, não sobreviverão sem água nem florestas? Que a degradação dos rios, lagos e mares, usados como pinicos, não podem suportar esgotos com dejetos humanos e resíduos industriais? Que a preservação ecológica dos “interesses da vida”, absolutos e divinos, são maiores do que a “vida de interesses” econômicos consumistas? Permitimos a condenação de nosso planeta Terra à simples eco-apocalipse, de triste extinção e morte?. Persistiremos no modelo econômico de vampirar e espoliar todos os recursos naturais até a última árvore? Até a última poça d’ água? Teremos mais palcos de guerra por espaços, fome e sede?”, referindo-se ao terrível assassinato da Amazônia.A meta do projeto “SOS” Planeta Terra é expandir adeptos da natureza, em Ongs, organismos e governos, em todos os países. Neste programa de união e instrução ambiental que há anos vem se desenvolvendo, mantém sua proposta máxima de preservação, melhoramento e conservação ambiental global. E recomenda Dr. Gilnei Fróes: “Cada pessoa deverá ter e praticar sua “Agenda 21 Pessoal”, pois os humanos é que dependem do planeta Terra, e não ao contrário.”DOSSIÊ DA AMAZÔNIAO ecólogo Fróes é autor do livro “Dossiê da Amazônia” em lançamento no Brasil. Porém a publicação na Europa é de vital importancia para a luta de preservação da floresta, que será motivo do evento científico "Forum Global Amazônia" (Lançamento programado para setembro de 2008)Como afirma na contracapa do livro, é um “manual para leitura obrigatória de ecologistas, historiadores, naturalistas, religiosos, militares, estudantes, políticos, diplomatas, jornalistas, professores, pesquisadores, cientistas e líderes de todos os continentes.” Quem visitar o site, lerá a contracapa do livro que tem uma abordagem por etnia, envolvendo capítulos sobre Amazônia Portuguesa, Espanhola, Francesa, Inglesa, Holandesa, Greco-Fenicio-Hebraíca, Jesuítica, Japonesa, Alemã, Pan-latina, Brasileira e Global. A obra exalta as navegações e lutas lusitanas.
Dr. Gilnei Fróes
Presidente do IBF Eco Global
Fonte: Mundo Lusiada
Chama-se “Guia Prático para a prevenção de incêndios florestais” e assume-se como importante instrumento ao nível da sensibilização e prevenção dos fogos florestais. Foi editado pela Câmara de Vale de Cambra.A Câmara Municipal de Vale de Cambra acaba de lançar um Guia que pretende, de uma forma simples e resumida, abranger diversas áreas que são fundamentais para a prevenção dos incêndios e para acção durante um fogo.O Guia, com 11 páginas de regras e indicações, conselhos e curiosidades, começa por fazer uma abordagem às Medidas preventivas, como é o caso de protecção na habitação. As páginas seguintes são dedicadas a Precauções com a Floresta e informa sobre o que tem a fazer para minimizar os incêndios.Revelando-se bastante útil, a publicação tem páginas especificamente dedicadas a proprietários florestais, agricultores, apicultores, operadores de máquinas e equipamentos agrícolas e florestais e a turistas ou campistas onde cada um destes poderá encontrar os conselhos que melhor se adequam à situação específica de cada um.No Guia Prático poderá ainda encontrar-se tudo o que é preciso saber para evitar os fogos, quando não deve realizar queimas e queimadas, como agir em caso de ser proprietário de depósitos de madeira e outros produtos inflamáveis ou quando pode ou não usar foguetes e outras formas de fogo. Agora já ninguém tem razões para dizer que não sabe ou que não há informação. O Guia Prático editado pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal de Vale de Cambra está disponível em diversos locais públicos do município e quem não o encontrar poderá sempre dirigir-se ao Edifício Municipal – Gabinete Técnico Florestal e levar o seu.A distribuição é gratuita e permitirá que cada um dê o seu contributo para minorar os efeitos da praga de incêndios que todos os anos parece afectar Portugal.
Fonte: O Primeiro de Janeiro
Coordenar planos de defesa da floresta
Quatro autarquias do Baixo Alentejo criaram um Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal para coordenar a execução dos diferentes planos municipais de defesa da floresta e articular meios de prevenção e combate a incêndios na região. Financiado pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), o gabinete, sedeado na autarquia de Ourique, resulta de um acordo entre aquele município e os de Aljustrel, Castro Verde e Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja. O presidente da Câmara Municipal de Ourique, Pedro do Carmo, explicou à agência Lusa que o gabinete é “uma ambição antiga dos quatro municípios, que não dispunham de um gabinete técnico especializado em gestão florestal”, apesar de já terem comissões municipais de defesa da floresta contra incêndios. Para “evitar a multiplicação de esforços e recursos”, acrescentou, os municípios “uniram esforços” e criaram um único gabinete para “gerir e defender a área florestal dos quatro concelhos”, constituída sobretudo por montado de sobro e azinho, além de pequenas manchas de pinheiros e eucaliptos. A actualização e coordenação da execução dos planos municipais de defesa da floresta, o ordenamento e limpeza das zonas florestais e dos espaços rurais e a gestão articulada entre os meios de prevenção e de combate a incêndios das quatro autarquias e do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil são os principais objectivos do gabinete. Na vila de Ourique está também sedeado, durante a “Fase Charlie”, um helicóptero de ataque rápido preparado para actuar em dez minutos nas zonas de maior risco. --------------------------ProjectoSapadores florestaisAlém de Ourique e Castro Verde, dois dos concelhos abrangidos pelo gabinete, o helicóptero vai também combater as chamas nos concelhos de Almodôvar, Odemira e na parte Sul do de Mértola. A autarquia de Ourique candidatou um projecto para a criação de uma equipa de sapadores municipais florestais, que vai vigiar a floresta.
Fonte: O Primeiro de Janeiro

Os técnicos do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos (GPIAA) vão reunir-se amanhã, para analisar os destroços do avião Dromader que se despenhou na zona de Torres Novas, provocando a morte ao piloto.

Os peritos estiveram ontem no local do acidente a recolher vestígios e depoimentos, mas só na reunião de amanhã será feita a primeira análise às provas recolhidas, disse Anacleto Santos, director do GPIAA.O objectivo do inquérito é apurar se houve falha mecânica ou humana, o que neste caso pode tornar-se mais complicado, face ao grau de destruição da aeronave.O aparelho despenhou-se na sexta-feira à tarde, próximo do campo de futebol de Rexaldia, Torres Novas, depois de embater com uma asa num pinheiro, segundo testemunhas oculares.Ao tocar no solo, explodiu e incendiou-se. Os bombeiros tiveram que cortar os destroços para retirar o corpo do piloto – Luís Cunha, de 56 anos. Como muitos dos equipamentos ficaram calcinados, os inspectores terão mais dificuldade em chegar a uma conclusão rápida. Para as conclusões do inquérito serão determinantes também os resultados da autópsia ao corpo do piloto, pois não está excluída a hipótese de uma doença súbita ou insolação, explicou Anacleto Santos ao CM.As condições de habitabilidade dos pilotos será outro dos aspectos a ter em conta pelos técnicos do GPIAA. De acordo com o director do gabinete, é importante saber se têm condições para descansar quando necessário ou se, pelo contrário, estão instalados num local com demasiado calor, o que pode afectar o seu comportamento durante as operações de voo.Entretanto, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) garantiu que Luís Cunha, que estava ao serviço da Aeronorte, tinha experiência de voo e estava devidamente certificado para o combate aos incêndios. O piloto contava “com 5512 horas de voo” e estava habilitado a pilotar diversas aeronaves, “até Maio de 2012”. O certificado médico tinha validade até 28 de Setembro.Quanto ao Dromader, Carlos Peixoto, director de operações da empresa proprietária, afiançou que o aparelho era inspeccionado todos os dias por mecânicos especializados, na pista da Giesteira (Fátima), onde estava estacionado.Ontem à tarde, chegou a Fátima um avião de substituição, semelhante ao que se despenhou.O piloto que morreu no acidente era natural da Guarda, mas residia em S. Mamede de Infesta. Era divorciado e tinha um filho que também é piloto. AVIÕES BERIEV CHAMADOS PARA INCÊNDIOOs dois aerotanques pesados Beriev 200, estacionados na Base Aérea de Monte Real, Leiria, foram chamados ontem a combater um incêndio florestal que chegou a progredir em três frentes, no concelho de Cantanhede. O fogo foi detectado numa zona de pinhal pelas 15h16 e só foi dado como extinto às 18h12. No combate às chamas, além dos aviões russos e de um helicóptero, estiveram 76 bombeiros, auxiliados por 21 viaturas, segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Na tarde de ontem, registaram-se diversos focos de incêndio por todo o País, que os bombeiros conseguiram controlar antes de assumirem grandes proporções. Os casos mais preocupantes verificaram-se na Encosta do Castelo, Alferrarede, Abrantes, onde foi necessária a intervenção de 79 bombeiros, 23 viaturas e um meio aéreo. E em Carvalhal, Sertã, para onde foram chamados 58 bombeiros, com 16 viaturas de combate aos incêndios. Neste fogo estiveram também cinco meios aéreos. Ao início da noite, todos os fogos estavam dados como extintos.
Fonte: Correio da Manhã

sábado, 4 de agosto de 2007

Projecto Floresta Unida na frente do combate contra a destruição planetaria. Conserve o que temos de melhor, a saúde do nosso planeta.

O presidente da câmara oliveirense criticou o facto de o Ministério da Agricultura pretender equipar as freguesias com os kits de combate aos incêndios florestais, sem dar apoio para aquisição de viaturas que os transportem.O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital criticou, ontem, durante a reunião do executivo camarário, o programa do Governo para a instalação nas juntas de freguesia de todo o país de um kit de primeira intervenção de combate aos fogos florestais.Para Mário Alves, este programa "é o mais absurdo que pode haver". O autarca social-democrata entende que a iniciativa do Ministério da Agricultura de apoio à aquisição do kit "sem apoio à aquisição de viaturas que os transportem, não tem qualquer lógica".Lembra que das 21 freguesias do concelho oliveirense, "nenhuma tem um veículo onde possam instalar os kits, por isso parece absurda esta iniciativa".Recorde-se que o ministro da Agricultura, Jaime Silva, antes do Verão, anunciou uma verba de oito milhões de euros para serem gastos na aquisição destes kits.O equipamento a adquirir pelas freguesias, com o apoio do governo, é semelhante aos utilizados pelas equipas de sapadores florestais, e é constituído por material de extinção (depósito de água, aditivos químicos, motobomba, mangueira, agulhetas, mochila extintora, batedores) e material para feitura das faixas de contenção (motorroçadora, motosserra, pá, ancinho, foição).Segundo referiu na altura o titular da pasta da Agricultura, o investimento, assumido em partes iguais pelo Ministério da Administração Interna e Ministério da Agricultura, permitirá equipar as autarquias "em função da importância da área florestal da freguesia, da distância ao quartel dos bombeiros e forças de combate a incêndios".Jaime Silva lembrou que são as populações, nomeadamente as que vivem no mundo rural, "que dão sinal que há um fogo"."Pensámos que era muito importante dar este primeiro equipamento, à volta de oito mil euros por kit, para que aquelas populações que primeiramente acorrem aos incêndios tenham um mínimo de equipamento e de meios, até com alguma segurança", frisou.O governo anunciou, anteontem, que já tinham sido aprovadas 865 candidaturas ao programa de aquisição de meios de primeira intervenção no combate a incêndios. Guarda, Viseu, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga foram os distritos com maior número de candidaturas aprovadas. No total, foram recebidas e apreciadas pela Direcção-Geral de Autarquias Locais 1845 candidaturas.Em comunicado, o gabinete do secretário de Estado adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, adianta que são prioritárias neste programa "as freguesias com mais de 50 por cento da sua área abrangida por mancha florestal e com um plano de formação ministrado pelos gabinetes técnicos florestais dos municípios ou por uma corporação de bombeiros".
Fonte: As Beiras

O Governo anunciou esta quinta-feira que 865 candidaturas ao programa de aquisição de meios de primeira intervenção no combate a incêndios florestais foram aprovadas.

As candidaturas aprovadas pelo secretário de Estado adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, inserem-se no âmbito de um programa que envolve um investimento de oito milhões de euros e permite às juntas de freguesia adquirirem ‘kits’ de ajuda ao combate a incêndios com diverso material, nomeadamente depósitos de água, retardantes e equipamento básico próprio.Guarda, Viseu, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga foram os distritos com maior número de candidaturas aprovadas.O comunicado do gabinete de Eduardo Cabrita explica que “foram consideradas prioritárias as freguesias com mais de 50 por cento da sua área abrangida por mancha florestal e com um plano de formação ministrado pelos gabinetes técnicos florestais dos municípios ou por uma corporação de bombeiros”.No total, foram recebidas e apreciadas pela Direcçaõ-Geral de Autarquias Locais 1845 candidaturas.
Fonte: Correio da Manhã
A Autoridade Nacional da Protecção Civil garante que o piloto que morreu ontem na queda de um aerotanque ligeiro Dromader, durante as operação de combate a um incêndio florestal no concelho de Torres Novas, era experiente e estava certificado para operar vários tipos de aeronaves.
Em comunicado, a Protecção Civil indica que, com base na licença e caderneta de voo disponibilizada pela Aeronorte – empresa proprietária do Dromader -, “o piloto reunia todos os requisitos legais e contratuais exigidos”, nomeadamente que até ao passado dia 3 de Maio, tinha já realizado “5512 horas de voo, em vários tipos de aeronaves, para as quais estava certificado até Maio de 2012”.Além da aptidão profissional, segundo a mesma documentação entregue pela Aeronorte, o piloto “detinha certificado médico” válido até ao próximo dia 28 de Setembro.A experiência do piloto Luís Cunha, de 56 anos, que ontem morreu na queda do Dromader que comandava, foi colocada em causa pelo proprietário do aeródromo de Giesteira, em Fátima, de onde o aparelho tinha descolado para abastecimento de água, antes do acidente. Segundo Joaquim Clemente, o piloto "não voava há oito anos" e ontem não terá conseguido "adaptar-se à irregularidade do terreno”, o que poderá vir a confirmar um "erro humano" como causa provável do acidente.A Aeronorte, proprietária do Dromader, já negou que o seu piloto fosse inexperiente. "Era um piloto com muita experiência nos Canadair que tinha voado para a Aerocondor. Além de participar há vários anos nas campanhas de incêndios também era piloto de linha, fazia transporte de passageiros", disse à Lusa o director de operações da Aeronorte, o comandante Carlos Peixoto.Ontem a Aeronorte escusou-se a avançar se o Dromader que se despenhou teria algum problema técnico não detectado durante as inspecções ao aparelho, indicando que enquanto se apura se o acidente teve origem num erro humano ou falha técnica a empresa abriu um inquérito interno para determinar se algum problema não foi detectado nas inspecções ao aerotanque. Hoje, Carlos Peixoto adiantou que o Dromader “era inspeccionado todos os dias por mecânicos da própria marca [que fabrica os aviões, a polaca PZL] na própria pista da Giesteira".O Dromader é um aparelho de fabrico polaco concebido para a pulverização aérea de terrenos agrícolas e combate a incêndios florestais. Conhecido pela cor amarelo forte, é um aerotanque que atinge um máximo de 225 quilómetros/hora e tem um alcance de distância de mil quilómetros.Na segunda-feira, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos – entidade que está a conduzir o inquérito à queda do Dromader - reúne-se para analisar os dados até agora recolhidos sobre o caso. O director do gabinete, Anacleto Santos, adiantou à Lusa que o inquérito levará em consideração "a autópsia feita ao piloto" pelo Instituto de Medicina Legal, bem como uma "análise às condições de habitabilidade" dos locais onde estavam instalados os pilotos contratados para fazer combate aos fogos.Segundo Anacleto Santos, a Aeronorte irá entregar à equipa que está a investigar o caso a documentação relativa à certificação do Dromader sinistrado.Quanto a possíveis causas para o acidente, o responsável disse que, para já, "parece ser um facto que o aparelho bateu com uma asa num pinheiro" enquanto se deslocava "lateralmente à encosta" da Serra d’Aire, mas considera ser "prematuro" adiantar se houve erro humano ou falha técnica.O Dromader, um dos oito aparelhos propriedade da Aeronorte que o estado alugou este ano para o combate aos fogos, integrava as operações de combate a um fogo florestal junto ao Campo de Futebol de Rexaldia, concelho de Torres Novas, quando se despenhou pelas 17h00 de ontem, entre as povoações de Alvorão e de Mias. Pouco antes o aparelho tinha descolado do aeródromo de Giesteira, carregado de água.Populares que assistiam ao combate ao fogo afirmam ter visto uma das asas do aparelho bateu num pinheiro, quando este tentava descer perto de uma escarpa para chegar a uma frente de fogo e larga a água, uma informação que o comandante nacional de Operações de Socorro, Gil Martins, não confirmou. Às 16h57 era recebida a última comunicação do piloto pela Protecção Civil.Pouco depois confirmava-se que o aparelho se tinha despenhado quando tentava efectuar a manobra de descarregamento da água, provocando a morte ao seu piloto, Luís Cunha, natural da Covilhã e residente em São Mamede de Infesta.
Fonte: Publico