quinta-feira, 22 de março de 2007

Plano Distrital de Prevenção em curso

Plano Distrital de Prevenção em curso

Está em execução o ‘Plano Distrital de Prevenção de Incêndios Florestais. Arrancou em 16 de Outubro-2006 e encerra em Abril-2007. O Governo Civil do Distrito de Viseu, CDOS, GNR, DGRF e Exército, que o articulam, reuniram para centrar sinergias e fazer o ponto da situação.


Ficou claro, por tudo aquilo que se disse, que ‘a questão dos incêndios florestais não constitui uma matéria de preocupação restrita ao seu período crítico. O governador civil falou na necessidade de sensibilizar todos os actores para estarem despertos durante o ano inteiro, sublinhando que as populações terão de ter empenhamento mais activo. Informou sobre os objectivos e meios disponíveis, mencionando as instituições que, no fundo, se dedicam à problemática dos incêndios florestais, reduzindo-os. Para Acácio Pinto urge concretizar a implantação de uma rede de faixas de gestão combustível, adiantando também que é necessário ‘fazer alguma fiscalização’, no âmbito do cumprimento do decreto-lei 124-2006, que regulamenta o sector. Com o objectivo de fazer pedagogia, está a ser distribuída diversa informação sobre a floresta, olhando-a de forma diferente. Como um património vivo que importa preservar e defender. Destacou a importância das Câmaras Municipais nesta cruzada, bem como as juntas de freguesia e, bem assim, o papel activo das associações, bombeiros e outros agentes locais. Espera que tais acções, em separado ou conjuntamente, possam dar frutos, a curto prazo. Rui Pedro, da DGRF, deu uma perspectiva genérica daquilo que são os normativos e o que eles exigem de todos, cabendo ao comandante distrital César Fonseca falar sobre o combate aos incêndios. O major Silva Dias (GNR) apresentou panorâmica geral da acção das forças da ordem nesta acção: Fogos Florestais, que, ciclicamente, dizimam o património nacional. Por ‘mais que se faça’, adiantou, ‘haverá sempre fugas’, fugindo ao controlo, provocando os grandes incêndios. Mas, exige-se, é preciso lutar para que a redução/interrupção dos fogos tenha cada vez maiores consequências positivas. ‘O país não tem dimensão para tanto incêndio’. César Fonseca disse que ‘a floresta não tem olhos. Vamos nós olhar por ela’, anunciando acções de formação para Viseu/Sul e Viseu/Norte, destinadas, essencialmente, a analisar falhas para que, no futuro, possam ser corrigidas. Em ordem ao combate aos incêndios-2007, os meios aéreos ficarão sedeado em Armamar, Viseu e Santa Comba Dão.
Fonte: Noticias de Viseu

Floresta dos Açores é importante património de uso múltiplo


Floresta dos Açores é importante património de uso múltiplo


O secretário regional da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues, considerou hoje, na ilha de Santa Maria, ser importante continuar a apostar na preservação da floresta açoriana e das suas reservas, uma vez que estas se apresentam como um importante património de uso múltiplo.


Falando na cerimónia oficial comemorativa do Dia Mundial da Floresta, que este ano decorreu na Reserva Florestal de Recreio de Valverde, o governante recordou as actividades de recreio e lazer ligadas à floresta, que, potenciadas, podem promover a educação e a vivência ambiental e florestal, contribuindo para a valorização da oferta turística e reforço dos laços de empatia das populações com o sector florestal.Num convívio com cerca de 700 crianças das escolas marienses e em que participaram, igualmente, várias entidades públicas locais, Noé Rodrigues destacou, ainda, o facto do Governo dos Açores, nos últimos anos, ter realizado um grande investimento na área dos recursos florestais. Entre essas acções, relevou o investimento na formação profissional e na experimentação agrária e florestal, com a selecção de espécies e seu melhoramento genético, e o reforço do corpo de polícia florestal, o que tem contribuído para a preservação das espécies e um melhor ordenamento da floresta açoriana.No arquipélago dos Açores, a floresta ocupa uma área próxima dos 70 mil hectares, o que corresponde a uma taxa de arborização média por ilha de 30 por cento. Pelas suas características, a floresta açoriana é essencialmente de protecção em cerca de 65 por cento da sua área total, composta por floresta natural, vulgarmente conhecida como Laurissilva – onde se integram a Rede Natura 2000 e várias reservas naturais, localizadas em terrenos sob administração da Região –, e povoamentos de incenso, originados por regeneração natural. A restante área florestal – cerca de 35 por cento do total – corresponde a floresta de produção, plantada em áreas públicas e privadas e composta por povoamentos de criptoméria, que predominam, e ainda por acácias, pinheiros bravos e eucaliptosNa última década, como resultado das políticas regionais e comunitárias e dos seus apoios financeiros, assistiu-se a um surto de florestação de novas áreas e à rearborização de outras, agora sujeitas a planos orientadores de gestão que garantem as boas práticas florestais.O contributo da floresta açoriana, mesmo o da denominada floresta de produção, não é mensurável apenas pela sua componente produtiva e económica. O mérito da floresta está muito para além das empresas criadas e do emprego gerado, sendo parte indissociável da tipicidade da paisagem açoriana, fundamental à preservação dos recursos naturais e ambientais, já que exerce uma importante função no ordenamento do território e, nalguns casos, na protecção de culturas. Para a prossecução destes objectivos, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Rural dos Açores (PRORURAL), que será implementado no período 2007/2013, ao abrigo do FEADER - Fundo Europeu Agrícola para o Desenvolvimento Rural, contempla diversas acções e iniciativas ligadas ao sector florestal, com uma despesa pública de 26 milhões de euros.


Fonte: Açores Net

Dia Mundial da Floresta - faixa de sobreiros para contenção do Nemátodo do Pinheiro

Dia Mundial da Floresta - faixa de sobreiros para contenção do Nemátodo do Pinheiro
Quercus propõe programa de reflorestação com espécies autóctones ao longo dos 130 000 hectares da faixa de contenção do Nemátodo do Pinheiro
No âmbito do combate ao Nemátodo do Pinheiro, o Ministério da Agricultura está a criar uma faixa de contenção fitossanitária sujeita a corte raso de pinhal bravo que se estende desde Odemira no Alentejo até ao vale do Tejo, chegando até Santarém e Vila Franca de Xira, numa extensa área de 130 000 hectares. Considerando a necessidade de minimizar os impactes ambientais associados a esta medida e tendo em conta a mais valia da promoção das espécies nacionais, algumas de grande relevância económica como o Sobreiro, a Quercus propôs ao Ministério da Agricultura a adopção para esta área de um programa de reflorestação com espécies autóctones. A adopção de espécies autóctones bem adaptadas aos solos e clima, algumas delas bastante resistentes ao fogo, em detrimento de espécies de rápido crescimento como o eucalipto, seria um importante contributo para a melhoria da floresta portuguesa. Por outro lado, a ocupação das zonas onde o pinhal está a ser removido e o adensamento de outros tipos de floresta permitiria evitar a regeneração natural do pinheiro e tornar esta faixa mais eficaz na contenção do Nemátodo.A praga do Nemátodo do PinheiroSurgiu em 1999 na Península de Setúbal uma nova doença do pinhal provocada pelo Nemátodo da Madeira do Pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus), organismo que apresenta um elevado potencial de mortalidade em pinheiros, quando estes são inoculados por um insecto vector, o Longicórnio do Pinheiro (Monochamus galloprovincialis), situação que coloca em risco o pinhal bravo nacional. No seguimento do aparecimento desta doença, foi criado o Programa Nacional de Luta Contra o Nemátodo do Pinheiro (PROLUMP), na tentativa de erradicar o Nemátodo. Como não se controlou o foco inicial do Nemátodo, o que era fundamental para erradicar a doença com menores custos económicos e ambientais, foi criada uma Faixa de Contenção Fitossanitária com 3 Km de largura. Esta faixa entretanto já teve que ser alargada, a qual abrange uma área de cerca de 130 000 hectares do território em vários concelhos desde Odemira no Alentejo, ao vale do Tejo chegando até Santarém e Vila Franca de Xira. O objectivo desta faixa é tentar reduzir a probabilidade de dispersão do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, tendo os proprietários de remover todos os pinheiros (excepto o Pinheiro manso o qual não é afectado), causando uma intervenção fortemente agressiva na paisagem florestal, com elevados impactes ecológicos e ambientais devido à destruição do ecossistema. É extremamente difícil executar integralmente este enorme corte raso com brevidade, o que associado também à dificuldade de fiscalização e controlo integral de madeira contaminada que sai da Zona de Restrição, assim como a possibilidade de insectos vectores poderem passar a Faixa de Contenção Fitossanitária, são situações que colocam em causa a eficácia desta acção.Todavia, como existe o risco de propagação do Nemátodo para Norte com a contaminação de vastas áreas de pinhal bravo, parece ficar justificada esta forte intervenção fitossanitária sobre a floresta, na tentativa da contenção deste problema.A Quercus comemora o Dia da FlorestaA Quercus, através dos seus Núcleos Regionais, comemora em vários locais do país este Dia Mundial da Floresta realizando acções de educação e sensibilização ambiental para a importância da nossa floresta (www.quercus.pt).Para quaisquer esclarecimentos contactar Hélder Spínola, Presidente da Direcção Nacional da QUERCUS, 937788472 ou Domingos Patacho 937515218.
Fonte: Naturlink

Mação desbasta zona que quer exemplo de boas práticas florestais

Mação desbasta zona que quer exemplo de boas práticas florestais
A Câmara Municipal de Mação assinalou esta quarta-feira o Dia da Árvore "ao contrário" do resto do país, não plantando mas desbastando árvores numa zona que quer como exemplo de boas práticas florestais.
José Saldanha Rocha, presidente da autarquia, disse à Agência Lusa que, obtido o acordo de cerca de 40 proprietários de meia centena de prédios rústicos, foi iniciada uma intervenção numa área de 45,76 hectares que visa ordenar a floresta dominada por pinheiros bravos e mato que cresceram "desordenadamente e em força" depois dos incêndios de 2003.
Exemplo da estrutura minifundiária e fragmentada da propriedade florestal no concelho (um município com 41.000 hectares divididos por 80.000 proprietários), a área que começou a ser intervencionada visa ser "um cartão de visita para o país".
"Queremos exemplificar o que deve ser uma floresta saudável e sustentável, geradora de riqueza e não um barril de pólvora para os incêndios", disse Saldanha Rocha. A área será uma "tipologia" do que pretende o decreto-lei que em 2005 instituiu as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF), adiantou.
As ZIF, que deverão ser entre oito a dez no concelho de Mação, "estão a avançar, nalguns sítios muito bem", mas noutros enfrentam ainda a renitência dos proprietários, "havendo mesmo quem ainda se deite à frente das máquinas", lamentou।
Fonte: O Mirante

quarta-feira, 21 de março de 2007

Ministério da Educação quer floresta nas disciplinas curriculares das escolas

Ministério da Educação quer floresta nas disciplinas curriculares das escolas
O secretário de Estado adjunto e da Educação Jorge Pedreira apelou hoje aos professores para que integrem a temática da defesa da floresta nas várias áreas disciplinares, retirando-a do círculo estrito das áreas extra- curriculares.
O membro do Governo falava na escola EB 2,3 Poeta Bernardo Passos, em São Brás de Alportel, durante o lançamento do concurso nacional "Tree Parade", que assinalou oficialmente o Dia Mundial da Floresta que hoje se comemora.Jorge Pedreira considerou fundamental que a defesa da floresta continue a integrar as disciplinas de educação para a cidadania, mas sustentou ser "possível fazer essa educação no seio das áreas disciplinares curriculares".Com o fim de formar os professores, o Ministério da Educação editou um "Guião de Educação Ambiental", também hoje apresentado, em versão de papel - mil exemplares com 104 páginas - e também disponível para "download" no sítio do ministério na Internet.O responsável, que participou na cerimónia em conjunto com o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Nobre Gonçalves, chamou a atenção para a importância da prevenção e da educação ambiental para a defesa da floresta."Sinais encorajadores" na florestaNobre Gonçalves, por seu turno, lamentou que a floresta tenha perdido espaço e emprego nas últimas décadas, mas congratulou-se com os "sinais encorajadores" de uma viragem relativamente ao papel económico da árvore.Exemplificou com o renascimento da cortiça - de que São Brás de Alportel, onde decorreu a cerimónia, é um dos concelhos mais representativos - e da alfarroba.Mas também relevou o aproveitamento da bio-massa florestal para a produção de energia em centrais, previstas para todo o País.O secretário de Estado sustentou que o "sequestro do carbono" produzido pelas actividades humanas em grandes massas verdes será "uma actividade económica cada vez mais importante no futuro".O "Tree Parade" - nome assumidamente inspirado na "Cow Parade", que se realizou o ano passado em Lisboa - é um concurso de pintura de árvores em PVC, com cerca de um metro de altura, que hoje foram oferecidas a 77 escolas de todo o País.Caberá agora a uma turma de alunos de cada um desses estabelecimentos de ensino pintarem a sua árvore, após o que, até 21 de Abril a deverão entregar no Governo Civil da sua área.Durante uma semana os artefactos estarão expostos e serão avaliados por um júri, após o que, até 30 de Abril, será anunciado o vencedor de cada distrito.Todas as árvores serão expostas em Lisboa, no Terreiro do Paço, de 26 de Maio a 10 de Junho, altura em que serão anunciados os três trabalhos vencedores, após o que os trabalhos rumarão ao Porto, para nova exposição nacional.Os trabalhos vencedores serão contemplados com material informático a entregar às respectivas escolas pela empresa patrocinadora da iniciativa.Durante a cerimónia de hoje os responsáveis do Ministério da Educação assumiram que a iniciativa deverá continuar no próximo ano, com um leque de escolas ainda mais alargado.O que é o Tree ParadeJá estão abertas as inscrições para o Concurso “Tree Parade 2007”, levado a efeito pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) e dirigido a toda a população escolar do país. Trata-se de um concurso inédito que se desenvolve no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios e tem como objectivo incutir nas crianças e nos jovens a sensibilidade para a Floresta e seus recursos e alertar a população escolar para a problemática dos incêndios florestais. O “Tree Parade 2007” é um concurso que, à semelhança do conhecido “Cow Parade”, vai levar os alunos de 175 escolas nacionais a usarem a criatividade para decorarem uma árvore. As escolas interessadas podem candidatar-se via Internet, através do site www.dgidc.min-edu.pt, no qual se encontram disponíveis o regulamento do concurso e a ficha de inscrição. As primeiras 175 escolas a inscreverem-se serão as admitidas a este concurso que pretende premiar os melhores trabalhos desenvolvidos pelos alunos no âmbito do tema “Defesa da Floresta Contra Incêndios”.O “Tree Parade 2007”, que se insere no objectivo operacional “Sensibilização e Educação Escolar” do programa de Sensibilização da DGRF para 2007, terá duas fases: uma distrital e uma nacional. Os trabalhos serão executados numa árvore suporte que será entregue no próximo dia 21 de Março – Dia Mundial da Floresta - pela DGRF e pelos patrocinadores do concurso às escolas participantes. Os trabalhos serão depois expostos, avaliados, sujeitos a uma votação e premiados.Cada escola terá aproximadamente três semanas para decorar a sua árvore, que seguirá para os Governos Civis das capitais de distrito. Aí, as árvores estarão em exposição durante uma ou duas semanas e avaliadas pelo respectivo júri que será composto por elementos do Governo Civil, da Circunscrição Florestal, do Núcleo Florestal, da autarquia local, da Coordenação Regional do projecto Prosepe, da Direcção Regional de Educação e dos Patrocinadores. As que daí saírem vencedoras rumarão a Lisboa para uma exposição nacional onde as três mais originais receberão os respectivos prémios, aprovados pelo júri nacional.Este júri é composto pelo Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas, Ministério da Educação, Ministério da Administração Interna, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, DGRF, Coordenação Nacional do projecto Prosepe, Associação Nacional de Municípios Portugueses, GNR/SEPNA, Instituto da Conservação da Natureza, Liga dos Bombeiros Portugueses, Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, Polícia Judiciária e Patrocinadores.
Fonte: Barlavento On-Line

Luisão plantou uma árvore

Luisão plantou uma árvore
A data que hoje se vive - 21 de Março - destaca-se por ser, simultaneamente, o Dia Mundial da Floresta e o Dia da Árvore. O Sport Lisboa e Benfica aproveitou a efeméride para lançar formalmente um projecto ambiental. O local escolhido foi o Caixa Futebol Campus, o centro de estágios e formação do Clube, local sagrado de criação de talentos e mentalidades à Benfica.
Simbolizando a protecção do ambiente, foram lançadas as sementes para um projecto que visa transformar este local num exemplo de como tratar a mãe Natureza. Luisão, um símbolo de um renovado Benfica, ajudou a plantar uma árvore no centro de estágio do Benfica, sendo tal simbólico gesto a prova de como a família benfiquista está unida em redor deste projecto.
No final do acto, o central abordou, também, a situação desportiva do Clube, afirmando que «todos estão motivados para alcançar a liderança da Liga». Quanto ao seu regresso, Luisão revelou que tem sentido «melhorias significativas» todos os dias, mas lembrou que só defrontará o FC Porto se estiver a «cem por cento».
Fonte: Site Oficial Sort Lisboa e Benfica

Mata da Machada – O campo na cidade “O Pulmão do Barreiro”

Mata da Machada – O campo na cidade
“O Pulmão do Barreiro”


À entrada da Mata da Machada está assinalado, automóveis não podem entrar. O caminho ali é para outras andanças. Passeios. Caminhadas. Corridas. Há também os adeptos de BTT, que encontram aqui um bom local para pedalar.As actividades desenvolvidas no Centro de Educação Ambiental, como nos conta a técnica Raquel Marques englobam várias temáticas e são realizadas durante o ano lectivo com as escolas ou, como acrescenta: “com grupos que queiram vir, basta fazerem marcação e podem ficar a manhã, a tarde ou o dia inteiro”.
Hortense Silva e João Silva são reformados. A visita à Mata da Machada é já um hábito antigo porque ali sentem o ar mais puro, ao que Hortense Silva acrescenta: “Nós até dizemos que vamos ao campo”. E nesse dia traziam a neta, Alice de 4 anos, que embora se entusiasme com animais de maior porte, como o hipopótamo que parece ter visto na televisão, não deixou de reparar: “Aqui andam passarinhos”.À entrada está assinalado, automóveis não podem entrar. O caminho ali é para outras andanças. Passeios. Caminhadas. Corridas. Há também os adeptos de BTT, que encontram aqui um bom local para pedalar. Por isso, os visitantes da Mata da Machada diferem muito entre si. Ali encontram-se desde adeptos fervorosos do desporto, até quem já não se possa dar ao luxo de uma simples corrida, por culpa da idade ou pelas maleitas do corpo. O ar livre é o ponto em comum que reúne as pessoas e a vontade de o respirar é o mote para um passeio. Há sempre gente a entrar e a sair. Um sem fim de trilhos ladeados por vegetação abre-se por todos os lados. São 380 hectares onde a árvore predominante é o pinheiro, manso e bravo, a par de alguns sobreiros e eucaliptos. Pela sua florestação há quem apelide a Mata da Machada de Pulmão da Cidade do Barreiro. Um pulmão saudável.A acalmia sibila por entre o ar e invade o recinto. Ás vezes o silêncio quebra-se momentaneamente pelo que parece ser o som de um disparo. Ou não estivessem os Fuzileiros mesmo do outro lado da estrada. Mas esse “às vezes” raramente desperta o sossego que ali mora. O sossego que é partilhado com os chilrear das diferentes aves que se podem observar e com o roçagar da vegetação que os coelhos provocam quando sentem a presença de alguém. E depois há também as galinhas de água e as raposas, as raposas que parecem não se deixar ver. É raro encontrar alguém que tenha visto ali alguma. Raquel Marques, técnica do Centro de Educação Ambiental, relata: “Eu nunca vi, não sei dar a certeza se há ou não”. E já lá está desde que abriu o Centro, a 5 de Junho de 2005, Dia Mundial do Ambiente. Edifício cedido pela Direcção Geral de Recursos Florestais em 2005Um edifício branco ergue-se, destacado do verde predominante. Esse edifício é ocupado pelo Centro de Educação Ambiental e também pela “Questão de Equilíbrio” Associação de Educação e Inserção de Jovens. O espaço foi cedido pela Direcção Geral de Recursos Florestais (DGRF), que tutela todo o espaço da Mata da Machada, à Câmara Municipal do Barreiro em 2005 para que se começasse a dinamizar a educação ambiental naquele local e para isso houve a necessidade de remodelar o espaço e essa remodelação foi levada a cabo no âmbito de um projecto de reestruturação a par do trabalho de toxicodependentes em recuperação, integrados no projecto Europeu “Parque de Aventura” promovido pela IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) “Questão de Equilíbrio”. E depois de colocada alguma mobília e da pintura feita passou a ser utilizado pelos dois organismos.Centro de Educação AmbientalRaquel Marques nasceu no Barreiro, formou-se em sociologia mas o gosto pelas questões do ambiente levou-a a desenvolver várias formações nessa área. “Eu adoro trabalhar em ambiente”, faz questão em salientar. Quanto ao trabalho no Centro de Educação Ambiental, diz que por já ter trabalhado com escolas e por ter um contacto mais próximo com a comunidade escolar: ”Foi mais fácil fazer essa ponte, essa transição entre o ambiente e as escolas”. Porque o grande objectivo do Centro é ajudar a educar, a sensibilizar, especialmente os mais pequenos, os cidadãos do amanhã, para a necessidade de preservar o ambiente. Acerca da importância do Centro, considera: “Não tínhamos nada do género, penso que é o melhor sítio para as escolas poderem trabalhar temas sobre o ambiente”. Desde percursos, gincanas, a um sem número de actividades que são desenvolvidas ali na Mata da Machada, conta-nos. E não só actividades dirigidas para crianças: “Há pouco tempo tivemos cá uma Associação de Amigos do Ar Livre para fazer um percurso pela mata, algo mais relacionado com aspectos da botânica da Mata da Machada.”. Aliando assim o saber ao convívio e aos benefícios de um passeio ao ar livre. “Acho que no Barreiro era desaproveitar o espaço se não fizéssemos algo do género”, comenta.Actividades desenvolvidas no Centro de Educação AmbientalAs actividades desenvolvidas no Centro, como nos conta a técnica Raquel Marques englobam várias temáticas e são realizadas durante o ano lectivo com as escolas ou, como acrescenta: “com grupos que queiram vir, basta fazerem marcação e podem ficar a manhã, a tarde ou o dia inteiro”. Nas pausas lectivas existem os ATL’s (actividades de tempos livres) para as crianças entre os 6 e os 12 anos. “Vamos começar agora com o ATL de Páscoa”, adianta-nos. Existe ainda um espaço que é chamado de auditório, onde é possível fazer conferências, seminários, apresentações em multimédia, depois há o espaço de exposição que também “é um espaço aberto de multiusos, onde estamos a preparar a exposição para o Dia da Árvore”, refere.No centro também criam estágios e acções de formação com o ensino superior e profissional “ligados de certa forma ao ambiente”, salienta. De carácter voluntário recebem, nos meses de maior calor, o Voluntariado Jovem para a Floresta, um projecto no âmbito da prevenção dos fogos florestais, promovido pelo Instituto Português da Juventude (IPJ). Os voluntários recebem uma bolsa para a alimentação e transporte e fazem vigilância no terreno, percorrendo alguns percursos já marcados, com o intuito de desenvolverem actividades de vigilância, preservação e conservação da natureza. “Vamos para o terceiro ano”, diz-nos Raquel Marques.Actividades do Centro fora da Mata da MachadaNo apoio à comunidade Escolar, o Centro desenvolve um programa de Educação Ambiental para o pré-escolar integrado no programa de extensão de horário implementada pelo Ministério da Educação. “Todos os dias temos actividades de educação ambiental com o pré-escolar das 3h30 até ás 5h30. A Joana Ferreira e a Susana Camacho é que estão afectas a este projecto e cada uma faz duas turmas por dia”.De entre outras actividades fora do Centro que têm a ver com a Divisão do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro, falou-nos no assinalar do Dia Europeu sem Carros, um tema sempre trabalhado e da presença nas festas do Barreiro com os seus stands de actividades para as crianças e para a comunidade. Equipa multidisciplinarBiologia, sociologia e engenharia do ambiente. Áreas por si distintas mas que fazem parte do mesmo grupo. O grupo de trabalho do Cento de Educação Ambiental. “Uma equipa multidisciplinar que dá para nos apoiarmos e completarmos as várias vertentes e actividades desenvolvidas”, assim nos fala Raquel Marques da equipa da qual faz parte. “Gosto mesmo do trabalho que faço”, é assim que se pronuncia acerca dos seus afazeres no Centro e que passam por programar as actividades do pré-escolar, por preparar as actividades do ATL e organizar as visitas das escolas ao Centro, definindo os percursos e os conteúdos programáticos. “Agora estou a preparar o Dia da Árvore”, conta-nos Dia da Árvore – os preparativosEm relação ao emblemático Dia da Árvore, uma data em que se homenageia a árvore, símbolo de vida e com ela se reflecte a necessidade de conservação da natureza e preservação das matas, Raquel Marques diz que o Centro assinala sempre essa data e por isso este ano não seria excepção. Fazendo questão em salientar que “O Dia da Árvore não é propriamente uma actividade do Centro de Educação Ambiental, mas sim uma actividade da Divisão do Ambiente da Câmara Municipal do Barreiro”. Raquel Marques diz que as actividades se concentram na Mata da Machada pois esse é um espaço privilegiado e “ideal para fazermos actividades relacionadas com a árvore mas também para estarmos em contacto com a natureza”.Mas para este ano as actividades, segundo nos conta, não seguem a ideia de “plantação de árvores em massa porque esta altura não é a melhor para plantar árvores, com o calor é mais difícil as árvores vingarem”, não deixa contudo de salientar: “Claro que não deixamos essa hipótese de lado, nem que seja como acto simbólico”. Em Portugal a comemoração do dia da árvore a 21 de Março deve-se ao facto de ser no início da Primavera a altura em que os índios brasileiros cultivavam as suas árvores, pois seria por essa altura que se preparava o solo para o cultivo, para depois receber as “abençoadas” chuvas. Em Portugal, os dias que seguem o 21 de Março são mais conhecidos pelo reaparecer do calor do que pela chuva, não deixa no entanto de se manter esta, a data comemorativa.O Centro de Educação Ambiental optou por desenvolver outras actividades, todas elas que falem da temática “que falem da floresta, que falem do cuidado com as árvores, dos benefícios”. Mais do que no ano passado, a grande aposta é em actividades dentro da Mata da Machada, “precisamente porque alargamos o leque não vamos só plantar árvores”, salienta a técnica. As bicicletas de todo o terreno, presentes durante todo o ano, também vão estar ao dispor de quem queira: “Para todas as idades mas para quem saiba andar”, salienta Raquel Marques. Como a ocasião é especial, o Sr. Pereira veio de propósito à Mata da Machada para trocar alguns pneus e para afinar os travões, ultimando assim os preparativos.Actividades para o Dia da ÁrvoreAs actividades dirigem-se a dois públicos, aos mais pequenos e aos mais graúdos. Através de um processo de inscrição, oito escolas do Concelho vão estar presentes nas comemorações, e como a “Mata da Machada não fica propriamente no Barreiro” são fornecidos autocarros para que os alunos possam comparecer às comemorações. Á sua espera estão diversas actividades programadas e distribuídas pelo espaço: a ginástica das árvores, mais vocacionada para os mais pequenos, do 1º e do 2º ano, e que consiste na imitação da forma das árvores e em exercícios de alongamento, percursos pedestres de observação de fauna onde se observam as árvores, para saber como é que são constituídas e observação da flora, onde se inclui a observação de aves e a colocação de ninhos e comedouros. Presente nesta iniciativa vai estar a BAFARI (Associação Científica para a Conservação das Aves de Rapina), uma associação de âmbito voluntário que promove o estudo e preservação das aves. Jogos que desenvolvam a temática do ambiente são outra das actividades organizadas, assim como as actividades radicais, os jogos tradicionais, os insufláveis e a parede de escalada. A presença de animais em exposição, parece ser uma outra garantia de divertimento para os mais pequenos. À semelhança do que aconteceu na mata em Junho do ano passado, na Machada em Família estiveram presentes animais ditos de quinta: burros, cavalos, cabras, ovelhas. Uma parceria com o Colégio Minerva que fornece os animais. Está também organizado um chamado Programa Sénior que consiste num percurso pela mata, seguida de uma apresentação multimédia da Mata da Machada e Sapal de Coina e da apresentação do Plano Estratégico Mata Nacional da Machada.“Árvore do Ano”A plantação da “Árvore do Ano” faz parte do programa sénior, no entanto os mais pequenos não vão estar alheios a este momento ou a escolha da “Árvore do Ano” não resultasse das votações dos mais pequenos. Sobre isso fala-nos Raquel Marques: “enviámos para as escolas um quadro de votação e a árvore que fosse mais votada seria a ‘Arvore do Ano’”. A concurso estavam muitas árvores de fruto, sendo a vencedora a Amoreira, como nos revelou a técnica do Centro. A cada escola participante na votação será oferecido um exemplar da “Árvore do Ano”, com a respectiva descrição.“Questão de Equilíbrio” A Associação de Educação e Inserção de Jovens também localizada no edifício do Centro de Educação Ambiental tem como função desenvolver formações destinadas à população desfavorecida, a toxicodependentes em tratamento e a minorias étnicas. Sara Cravo é técnica da associação e acompanha uma formação de jardinagem em parceria com o Centro de Formação do Seixal que se desenvolve desde Dezembro de 2006 e se destina a públicos desfavorecidos. Na Mata da machada, mesmo ao lado do edifício onde ficam instalados os dois organismos os olhos cruzam-se com o Parque de Aventuras, um local propício à jardinagem. Parte do canteiro pedagógico, existente naquele local, foi cedido ao Centro de Educação Ambiental para o ATL. O Parque de Aventuras é um local destinado ao desenvolvimento de acções de educação ambiental e de intervenção educativa e terapêutica, aberta ao público em geral e também a projectos de prevenção de comportamentos de risco. “Questão de equilíbrio” foi o nome escolhido pelos primeiros jovens em risco que encontraram ajuda na associação. O homem clama por equilíbrio para ser saudável. E assim será a sua relação com a natureza. È uma questão de equilíbrio. Usufruir, não se esquecendo de preservar.


Fonte texto e imagem: Rostos On-Line , Andreia Lopes Gonçalves

Ter árvores seculares classificadas no quintal é privilégio de alguns

Ter árvores seculares classificadas no quintal é privilégio de alguns
A memória mais forte que Maria Teresa Valdez guarda do enorme dragoeiro que tem no quintal de sua casa é a do corte de duas pernadas। A seiva desta árvore é vermelha-escura e "quando os dois senhores a serraram parecia que a estavam a matar. Escorria sangue".O dragoeiro não só sobreviveu como, há sete anos, foi classificado como árvore de interesse público a pedido dos proprietários. O espécimen impressionou o engenheiro da Direcção-Geral de Recursos Florestais (DGRF) que foi à Quinta do Jardim, em Laveiras, Paço de Arcos. "Eu dizia-lhe que o meu era maior que o do jardim botânico e ele não queria acreditar. Quando cá chegou rendeu-se", diz Maria Teresa Valdez. Estima-se que esta "árvore-monumento" tenha cerca de 400 anos. Terá inclusive visto o enorme palacete da quinta ir abaixo, sacudido pelo terramoto de 1755, mas resistiu. Quando desce as escadas das traseiras Vasco Valdez sente que vai ao encontro "de uma força da natureza". A árvore "não exige grandes cuidados, é quase um cacto", conta o marido de Teresa Valdez. De seis em seis meses, o dragoeiro recebe a visita dos técnicos da DGRF a ver "se está tudo bem". Esta é uma das árvores classificadas como interesse público pela DGRF que se encontram em propriedade privada. Tal como as que se encontram em jardins ou na via pública, beneficiam de uma zona de protecção de 50 metros de raio a contar da base e qualquer corte tem de ser feito com autorização da DGRF.Foi este "raio de protecção" que inspirou outra Maria Teresa Valdez (prima "afastada" da nossa primeira interlocutora, segundo a própria). Tem no jardim da Quinta Nova da Conceição, em São Domingos de Benfica, Lisboa, uma bela-sombra e uma araucária, ambas "mais que centenárias" e ambas na listagem da DGRF. Pediu a classificação, em 1996, quando soube que a Câmara Municipal de Lisboa tinha intenção de lhe cortar o terreno em dois com uma estrada. O expediente da proprietária da única casa de turismo de habitação existente em Lisboa valeu-lhe sossego e a preservação de uma árvore que faz parte da família."A bela-sombra foi a casinha de bonecas de todas as gerações", conta. A árvore forma um interior oco, que guardou segredos infantis. Inclusive os de Maria Teresa, hoje com 63 anos, que se lembra de entrar pelas janelas no palacete do século XVIII trepando pelos seus troncos. Hoje acredita que todos os pássaros das redondezas se encontram ali de manhã "para combinar o dia" num chilrear que já chegou a "incomodar" alguns turistas perante a incredulidade da proprietária.Já a araucária, o outro "monstrinho" do seu quintal, é tão alta que custa a vislumbrar o topo. Mas é lá que se desenvolvem umas possantes pinhas (a proprietária forma uma bola de futebol com as mãos) de quatro em quatro anos. "Felizmente fazem tanto barulho e demoram tanto a cair que podemos fugir. Era uma cabeça partida na certa..."
Fonte: DN

terça-feira, 20 de março de 2007

Semana Florestal 2007

Semana Florestal 2007Dia da Arvore


Alcácer do Sal, Sertã e Vieira do Minho são as cidades que este ano vão acolher a Semana Florestal, organizada pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) e direccionada, fundamentalmente, às escolas do primeiro ciclo do ensino básico.
A Semana Florestal 2007 decorre entre os próximos dias 19 e 23, e terá actividades especiais para todos os participantes, com destaque especial para o Dia Mundial da Floresta. Do programa constam a exibição de peças de teatro relativas à temática florestal e à Defesa da Floresta Contra Incêndios, a sensibilização das crianças pelos monitores da DGRF e das brigadas do SEPNA/GNR, várias actividades ao ar livre e a tradicional plantação simbólica de árvores.
Para mais informações sobre outras atividades do programa da Semana Florestal consulte o ficheiro em anexo e a area da DFCI.


Fonte texto e imagem: DGRF

Macedo foi galardoado com medalha e bandeira verde ECOXXI.

Macedo foi galardoado com medalha e bandeira verde ECOXXI.


A candidatura está integrada num movimento internacional e, desta forma, o nome “Macedo” vai passar fronteiras, ligando-se aos pioneiros nesta matéria.Os Macedenses obtiveram o 12º lugar no meio de 41 candidaturas, o que para Manuel Cardoso, Vereador do Ambiente, representa um passo em frente nas questões de sustentabilidade regional e do próprio país.
“Isto marca o início da década da educação para o desenvolvimento sustentável. Vão haver numerosas acções que vão ser desenvolvidas relacionadas com este tema. E, algumas dessas acções irão ser realizadas cá, o que traz pessoas que vão visitar e deixar dinheiro, o que é importante do ponto de vista turístico”.
Manuel Cardoso acrescenta, no entanto, haver itens que vão ser considerados no próximo concurso, permitindo a Macedo uma melhor classificação. “Relacionados com o turismo rural e ordenamento florestal. Nesta matéria poderíamos pontuar muito melhor porque os municípios que estão à nossa frente localizam-se em áreas de paisagem protegida ou no litoral, que tem o mar”.
Para o vereador do ambiente há ainda outros aspectos a melhorar na vida dos Macedenses, tal como a recolha e selecção do lixo e o comportamento das pessoas no que respeita esta questão.No entanto, há algo fundamental a ser melhorado que se prende com o conceito de mobilidade ecológica. “Este conceito fez com que Bragança possa estar no lugar em que está porque tem transportes eléctricos. Se utilizássemos bicicletas por parte dos estudantes para se deslocarem para as escolas ou se utilizássemos veículos eléctricos, iríamos pontuar muito melhor nesta escala”.
O projecto ECOXXI foi inaugurado em 2005 pela Fundação para a Educação Ambiental em Portugal e procura dar início à Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável.Também dentro da região foi premiado o município de Bragança, mesmo assim ficou classificado dois lugares abaixo de Macedo de Cavaleiros.


Fonte texto e imagem: Rádio Onda Livre ; Texto: Elisabete Paredes

Programa para o Desenvolvimento da Amazônia

Programa para o Desenvolvimento da Amazônia
PAC sócio-ambiental foi apresentado ontem ao presidente Lula
Brasília - A criação de um PAC sócio-ambiental para a região amazônica foi apresentada ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela governadora do Pará, Ana Julia Carepa (PT). O Programa de Paz e Desenvolvimento da Amazônia prevê a atuação conjunta dos governos federal e estadual em ações de ordenamento territorial, combate ao desmatamento ilegal, grilagem de terras e desenvolvimento rural sustentável.
“É um programa de justiça, paz e cidadania na região”, explicou a governadora ao final da reunião, no palácio do Planalto. “Vamos ter uma agenda não para colocar a Amazônia com uma pauta negativa no mundo, mas mostrando que a Amazônia é solução para o Brasil”, destacou.
Entre as ações sugeridas estão a edição de decreto - cuja proposta já está na Casa Civil - reduzindo em 50% a área de reserva legal em algumas regiões do Pará. O programa propõe ainda a estadualização do Distrito Florestal de Carajás e a criação de um Grupo de Trabalho Interministerial para a elaboração de um plano sócio-ambiental para a área de Belo Monte - a exemplo do que foi feito com a BR-163.
“Só assim acho que vamos ter condições, com pacificação das posições, de fazer a hidrelétrica de Belo Monte, que é importante, sim, para o Brasil”, afirmou.
Fonte: Agência Brasil

Novo número único «112» inclui emergências florestais

Novo número único «112» inclui emergências florestais



O Número Nacional de Emergência, 112, passará a ser, a curto prazo, também utilizado para os alertas de incêndios florestais, que até agora eram feitos para o 117, disse à Lusa fonte da Protecção Civil.




A alteração prende-se com exigências relacionadas com as normas europeias, para a unificação do mesmo número em toda a União.
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) distribuiu durante o Salão Internacional da Protecção e Segurança (Segurex), que decorreu na Feira Internacional de Lisboa (FIL) de 14 a 17 de Março, várias brochuras apresentando o 112 como o número de aviso para fogos florestais.
Também a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) difundiu um documento desdobrável onde reforça que o número para aviso em caso de incêndio o 112.
O Ministério da Agricultura não se pronuncia sobre a alteração do número de socorro, alegando ser da responsabilidade do Ministério da Administração Interna, disse à Lusa fonte do gabinete do ministro.
Até 1991, existiam vários números de emergência de acordo com o tipo de emergência, um para a área médica, outro para envenenamentos e casos de polícia.
Em decisão do Conselho da União Europeia de 29 de Julho de 1991 ficou determinado que todos os Estados-membros iniciassem a implementação de um número único de emergência 112.
O 117, número de emergência para fogos florestais, não vai ficar desactivado de imediato, por razões que se prendem com a «morosidade na alteração de hábitos adquiridos ao longo dos anos pela população», vai continuar a ter tratamento adequado e será gerido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) que o reencaminha para as autoridades competentes, informou o SNBPC à Lusa.


Fonte: Diário Digital / Lusa

LPN comemora o Dia Mundial da Floresta com o lançamento da maior iniciativa editorial de sempre sobre a floresta em Portugal


LPN comemora o Dia Mundial da Floresta com o lançamento da maior iniciativa editorial de sempre sobre a floresta em Portugal


Numa iniciativa conjunta da Liga para a Protecção da Natureza, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e do Jornal Público, vai ser lançada a partir do próximo dia 29 de Março uma série de nove livros dedicada às florestas do nosso país, designada "Árvores e Florestas de Portugal". Estes nove livros incluem mais de setenta textos e mais de 2000 imagens sobre as florestas portuguesas.
Esta iniciativa reúne contributos de alguns dos maiores especialistas nacionais em floresta e pretende sobretudo promover a divulgação do conhecimento sobre as florestas portuguesas a um público geral e sensibilizar para a necessidade de proteger o pouco que resta da nossa floresta natural.
Na verdade, as últimas informações veiculadas através do Inventário Florestal Nacional, recentemente divulgadas pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais, constituem um grande motivo de preocupação. À excepção do sobreiro e do pinheiro-manso, todas as espécies autóctones em Portugal registaram uma regressão (9% nos carvalhos, 15% na azinheira, 28% no castanheiro). Pelo contrário, o eucalipto continua em ascensão fulgurante sendo actualmente a espécie com maior área ocupada no nosso país.
Apesar desta situação, até agora nada foi feito no sentido de travar este processo de degradação do património florestal natural, nomeadamente no que diz respeito à necessidade urgente de criar legislação de protecção às espécies autóctones mais importantes e mais raras no país. Simultaneamente, há que incentivar os proprietários que detêm florestas e arvoredo com valor de conservação, no sentido de permitir a sua manutenção e desencorajar o seu corte. Actualmente todos os portugueses contribuem para um Fundo Florestal Permanente que deveria ser destinado a apoiar este tipo de floresta para que todos possamos usufruir dela, mas no entanto quase nada tem sido feito a este respeito.
Mais do que produzir uma obra de referência na área das florestas, a Liga para a Protecção da Natureza pretendeu sobretudo, com esta iniciativa editorial inédita, tentar sensibilizar cidadãos e governantes a fazer bastante melhor que até agora pela preservação do nosso património florestal natural. Porque a ignorância é a maior inimiga da natureza e porque só se ama aquilo que se conhece.


Fonte texto e imagem: Agro Portal

Escola de São Brás recebe lançamento do concurso «Tree Parade 2007»

Escola de São Brás recebe lançamento do concurso
«Tree Parade 2007»
A Escola Poeta Bernardo Passos, em São Brás de Alportel, vai receber o lançamento do concurso «Tree Parade 2007» e a apresentação do «Guia de Educação Ambiental: conhecer e preservar as florestas», amanhã, às 10h30, data em que se comemora o Dia Mundial da Árvore.
O «Tree Parade 2007» é um concurso inédito que se desenvolve no âmbito da Defesa da Floresta Contra Incêndios.Tem como objectivo incutir nas crianças e nos jovens a sensibilidade para a floresta e seus recursos e alertar a população escolar para a problemática dos incêndios florestais.Neste projecto vão participar centenas de alunos de 77 escolas de todo o país, que terão que dar uso à imaginação e criatividade para adornar uma árvore. Os trabalhos finais serão expostos, avaliados, sujeitos a uma votação e os três mais originais receberão os respectivos prémios, aprovados pelo júri nacional. O «Guia de Educação Ambiental» é um auxiliar didáctico para professores e educadores no apoio à preparação de aulas e a projectos educativos desenvolvidos no meio escolar e por eles orientados e dinamizados, no âmbito dos espaços e recursos florestais. Levar a floresta aos jovens para levar os jovens à floresta, formando-os no respeito pelos recursos naturais e florestais, sensibilizando-os para a prevenção dos incêndios florestais e desafiando-os a conhecerem melhor este importantíssimo recurso natural renovável são alguns dos desafios para os quais este Guião pretende contribuir.Rui Nobre Gonçalves, secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, e Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, estarão presentes.Estas duas iniciativas, promovidas pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), estão integradas nas comemorações da Semana Florestal e contam, por isso, com a presença do Sub-Director Geral dos Recursos Florestais Paulo Mateus, a quem caberá a abertura da cerimónia e a apresentação do «Tree Parade».Teresa Evaristo, sub-directora Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, fará a apresentação do «Guia de Educação Ambiental», enquanto parceira da DGRF na edição do manual.
Fonte: Barlavento On-Line

'Campanha 1 Bilhão de Árvores' mobiliza portugueses

'Campanha 1 Bilhão de Árvores' mobiliza portugueses
Lisboa, 14 Mar (Lusa) - A ecologista queniana Wangari Maathai, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2004, desafiou a população mundial a plantar um bilhão de árvores em 2007, tendo Portugal contribuído até agora com 1.749 unidades.A iniciativa de Maathai, apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, quer envolver pessoas e entidades do setor público e privado para a plantação de árvores no meio rural ou urbano durante todo o ano.O Parque Biológico de Gaia (norte, região do Porto) foi uma das poucas instituições portuguesas que aderiu à idéia "Plantemos para o Planeta: Campanha de 1 Bilhão de Árvores", tendo contribuído com 150 carvalhos, que já estão na seção "Plantadas" da página de internet da campanha (www.unep.org/billiontreecampaign)."Todos os anos, temos um plano de plantação e desta vez resolvemos participar, iniciando os trabalhos no Verão de 2006, quando foram cortados os eucaliptos e preparado o terreno", recordou Nuno Oliveira, presidente do conselho de administração do Parque Biológico."O nosso objetivo é repor aqui a floresta típica da região", afirmou Oliveira, lamentando que a campanha de Wangari Maathai "esteja tão pouco divulgada"."São, certamente, plantadas muitas mais árvores em Portugal, mas as pessoas não têm conhecimento da iniciativa e não as inscrevem", comentou, acrescentando que a campanha "devia ser amparada", pois a plantação de árvores "é fundamental para contrariar a redução de mancha florestal no mundo e absorver o dióxido de carbono".O Agrupamento de Escolas D.Dinis, em Vila Real (norte), "que recebeu um email a apelar à participação", quer plantar mil árvores durante as atividades da semana da floresta (que inclui a comemoração do Dia da Árvore, em 21 de setembro), que mobilizam 1.380 alunos.A Prefeitura de Odivelas (leste, região de Lisboa) também se comprometeu a participar da campanha, com a promessa de plantar 1.050 árvores."A iniciativa será lançada no Dia da Árvore, com a arborização do Bairro Social Olival do Pancas, na Pontinha, e prossegue no outono, pois em 23 de novembro celebra-se o Dia da Floresta Autóctone", disse o vereador do Ambiente da cidade.Na opinião engenheira portuguesa Carla Silva, a campanha de Maathai "não vai resolver o problema do desmatamento, mas é muito importante para a educação ambiental que se desenvolve em torno das ações de plantação de árvores".
Fonte: Helena de Sousa Freitas, da Agência Lusa

Queimar para prevenir incêndios florestais

Queimar para prevenir incêndios florestais
A maior parte das zonas protegidas do País vão ser sujeitas a fogos controlados para prevenir o alastramento dos incêndios florestais no Verão. Humberto Rosa explicou que os fogos controlados são uma “das prioridades” do plano de prevenção de incêndios naquelas áreas.Vários técnicos do Instituto da Conservação da Natureza já receberam formação para trabalhos nesta área, que deverá ser realizada nos próximos meses. A realização de fogos controlados foi uma das recomendações da comissão parlamentar de fogos, até porque as experiências feitas no passado foram consideradas positivas pelos técnicos, considerou o secretário de Estado do Ambiente, que não quis estabelecer uma meta concreta de área ardida para este ano. O governante salientou que, em alguns casos, a “natureza consegue regenerar-se” e noutros perdem-se ecossistemas considerados únicos.Os fogos controlados devem ter lugar no Inverno e visam a queima até 60 por cento de coberto vegetal em zonas consideradas «tampão» para a progressão de incêndios em áreas mais sensíveis ou zonas habitadas. De acordo com o responsável pela protecção civil no Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros, que ontem fez arder uma pequena área para exemplificar esta estratégia, o fogo controlado é “a melhor forma de prevenir” os incêndios em áreas protegidas. Conduzindo o fogo com o vento e com recurso a um lança-chamas, os bombeiros e técnicos florestais podem queimar uma área que não seja muito sensível mas que, na época mais quente, será utilizada como zona privilegiada para “estancar e reduzir” um eventual incêndio que venha a suceder, explicou Nuno Silva Marques.O secretário de Estado Humberto Rosa admitiu também que “os meios necessários para combater fogos florestais nunca são suficientes em determinadas situações climáticas”, destacando a necessidade de uma maior articulação dos vários organismos estatais que gerem o território. Ontem, em Porto de Mós, Leiria, teve lugar uma reunião de trabalho para preparar a próxima época de fogos entre vários responsáveis do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e directores de parques naturais tutelados pelo ICN. O secretário de Estado do Ambiente prometeu também uma actualização dos instrumentos de ordenamento que estarão “disponíveis” para os bombeiros e protecção civil. Por seu lado, o secretário de Estado da Administração Interna explicou que uma das prioridades do Governo é uma “melhor articulação institucional” entre os vários organismos do Estado que gerem o território. Ascenso Simões recordou a pretensão do Executivo em reduzir “progressivamente os incêndios florestais”.
Fonte: O Primeiro de Janeiro

segunda-feira, 19 de março de 2007

Fogos controlados vão fazer prevenção em áreas protegidas

Fogos controlados vão fazer prevenção em áreas protegidas

A maior parte das zonas protegidas do país vão ser sujeitas nos próximos meses a fogos controlados de modo a prevenir o alastramento dos incêndios florestais durante o Verão, anunciou hoje o secretário de Estado do Ambiente


De visita a Porto de Mós, Leiria, Humberto Rosa explicou que os fogos controlados são uma «das prioridades» do plano de prevenção de incêndios nas áreas protegidas e vários técnicos do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) já receberam formação para trabalhos nesta área.
A realização de fogos controlados foi uma das recomendações da comissão parlamentar de fogos até porque as experiências feitas no passado foram consideradas positivas pelos técnicos, considerou o secretário de Estado, que não quis estabelecer uma meta concreta de área ardida para este ano.
«O importante não é a quantidade de hectares que arde mas a sua importância», explicou Humberto Rosa, salientando que, em alguns casos, a «natureza consegue regenerar-se» e noutros perdem-se ecossistemas considerados únicos.
Os fogos controlados devem ter lugar no Inverno e visam a queima até 60 por cento coberto vegetal em zonas consideradas «tampão» para a progressão de incêndios em áreas mais sensíveis ou zonas habitadas.
De acordo com o responsável pela protecção civil no Parque Natural das Serras de Aires e Candeeiros (PNSAC), que hoje fez arder uma pequena área para exemplificar esta estratégia, o fogo controlado é «a melhor forma de prevenir» os incêndios em áreas protegidas.
Conduzindo o fogo com o vento e com recurso a um lança-chamas, os bombeiros e técnicos florestais podem queimar uma área que não seja muito sensível mas que, na época mais quente, será utilizada como zona privilegiada para «estancar e reduzir» um eventual incêndio que venha a suceder, explicou Nuno Silva Marques.
O secretário de Estado Humberto Rosa admitiu também que «os meios necessários para combater fogos florestais nunca são suficientes em determinadas situações climáticas», destacando a necessidade de uma maior articulação dos vários organismos estatais que gerem o território.
Hoje, em Porto de Mós, teve lugar uma reunião de trabalho para preparar a próxima época de fogos entre vários responsáveis do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) e directores de parques naturais tutelados pelo ICN.
«Vemos com muita satisfação este tipo de reuniões que decorrem entre bombeiros, vigilantes e técnicos de áreas protegidas», salientou o secretário de Estado do Ambiente, que prometeu também uma actualização dos instrumentos de ordenamento.
«Queremos adequar as cartas de risco às conveniências dos comandos operacionais» até porque «as áreas protegidas não são ilhas no território» e devem ser inseridas nas estratégias globais de protecção civil.
Por isso, os «planos de intervenção em cada área protegida» estarão «disponíveis» para os bombeiros e responsáveis da protecção civil, disse Humberto Rosa.
No ano passado, os incêndios na Serra dos Candeeiros e do Gerês puseram a descoberto problemas de relacionamento entre autarquias e os serviços do ICN, que foram acusados de impedirem a construção de aceiros e caminhos para prevenção de incêndios.
Depois da polémica que se gerou, «nós investigámos se houve algum caso de algum aceiro ou acesso para fins de fogos florestais na história do ICN que tenha sido recusado e contámos zero», revelou o secretário de Estado.
«Há isso sim estradas ilegais e caminhos solicitados que não podem ser autorizados por razões de conservação da natureza», acrescentou Humberto Rosa, garantindo que «não há nenhum caso em que o fogo tenha chegado a proporções grandes por falta de acessos».
«O que há é casos em que os caminhos e acessos carecem de melhor manutenção», disse o secretário de Estado que reconheceu algumas dificuldades de recursos por parte do ICN para «manter essa rede muito ampla de caminhos e acessos» que existe nas áreas protegidas.
Por seu turno, Ascenso Simões, secretário de Estado da Administração Interna, explicou que uma das prioridades do Governo é uma «melhor articulação institucional» entre os vários organismos do Estado que gerem o território.
O objectivo é «pôr os funcionários das direcções gerais a falar» e «temos vindo a acertar melhor os nossos dispositivos e a capacidade de intervenção», explicou Ascenso Simões.
Para «aumentar a capacidade de primeira intervenção» e contrariar os «estrangulamentos na (articulação da) administração pública que se verificaram nos anos anteriores» a tutela pretende realizar reuniões conjuntas como a que decorreu hoje em Porto de Mós.
«Estamos a seguir um caminho para ter dispositivos melhores com mais capacidade de intervenção e mais resposta», disse, recordando que o Executivo pretende reduzir «progressivamente os incêndios florestais».
«Para 2.012, a nossa meta é termos menos de cem mil hectares de área ardida», disse Ascenso Simões, salientando que, já no ano passado, foi «um bom ano em área ardida nas áreas protegidas», comparado com 2005.
«Houve menos área ardida e menos impacto nas áreas protegidas», disse o secretário de Estado. No caso do ICN, em 2007, a tutela pretende aumentar a resposta da primeira intervenção, com recurso a sapadores florestais, apostando também na monitorização e recuperação de áreas ardidas.


Fonte texto: Lusa / Sol

Fonte Imagem: Promotor Floresta Unida

Prosepe comemora Dia Mundial da Floresta com Olimpíadas da Floresta


Prosepe comemora Dia Mundial da Floresta com Olimpíadas da Floresta


O Projecto de Sensibilização da População Escolar (PROSEPE) assume-se como o maior e mais longo Projecto Pedagógico de Educação Florestal existente no País e, celebra este ano o seu décimo quarto ano de actividade.Visa, sensibilizar e educar a população escolar e, através dela, a população em geral para a preservação da floresta. Pretende dar-lhes a conhecer a importância da floresta - cultural, económica, social e ambiental com vista à prevenção de incêndios florestais e à defesa da floresta contra o fogo. Para alcançar estes objectivos desenvolve quatro linhas orientadoras, diferentes mas complementares, que passam pela formação, educação, sensibilização e responsabilização dos professores e alunos aderentes.O Prosepe comemora o Dia Mundial da Floresta com diversas actividades, a desenvolver pelos Clubes da Floresta nas respectivas Escolhas acolhedoras, com envolvimento da comunidade escolar e da população em geral.A nível nacional, a actividade em destaque será a realização da fase final das Olimpíadas da Floresta (VII edição), que decorrerá em Pataias (Leiria) e que contará com a participação de cerca de 200 alunos e professores. A partir da Escola EB 2,3 de Pataias, em Leiria, os alunos vão realizar uma prova de orientação num espaço de grande riqueza florestal como é a Lagoa de Pataias, comprovando a sua cultura florestal.Concluída a jornada de educação cívica serão distribuídos os prémios e a sessão de encerramento vai contar com a presença do Coordenador Nacional do Prosepe, bem como de várias entidades convidadas ligadas à problemática da educação e da defesa da floresta.


Fonte : Agro Noticias

domingo, 18 de março de 2007

Valença planta 7500 árvores no Dia Mundial da Árvore

Valença planta 7500 árvores no Dia Mundial da Árvore
Valença celebra o Dia Mundial da Árvore com a reflorestação da maior área ardida de 2006 no concelho, na freguesia de São Pedro da Torre, no âmbito da campanha "Plantar o Futuro" no próximo dia 21 de Março, quarta-feira, durante a manhã. 7500 arvores serão plantadas por 570 alunos de vários estabelecimentos de ensino do concelho apoiados por professores, guardas e engenheiros florestais, escuteiros e bombeiros.
Carvalhos americanos, carvalhos alvarinho, pinheiros bravos, cerejeiras negras, castanheiros e faias, algumas das espécies mais presentes na floresta valenciana, serão as árvores que darão, outra vez, vida aos montes do lugar de Chamosinhos, na freguesia de São Pedro da Torre, junto à EN 13 Valença / Viana.
Cada aluno vai ter a oportunidade de plantar uma árvore, com uma placa identificativa com o seu nome. A cada aluno será oferecida uma t-shirt, um boné e um lápis alusivos à floresta. Qualquer pessoa poderá participar nesta iniciativa e ainda receber uma oferta, basta para o efeito que traga uma árvore de casa e a planta nesta zona ardida.
Esta campanha tem por objectivo sensibilizar as populações para a importância da floresta e para o seu valor, apelando e estimulando a compreensão pública e consequências dos incêndios, de modo a alterar os comportamentos e promover a redução de ocorrências.
Após vários anos de intensos incêndios florestais de que o concelho de Valença tem sido vitima, surge mais uma vez, a necessidade de mostrar à população a importância que a floresta tem no nosso dia.
A iniciativa é da Câmara Municipal e conta com a colaboração do Instituto Português da Juventude, da Direcção Geral dos Recursos Florestais, da Defesa da Floresta Contra Incêndios, da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, entre muitas outras entidades.
Fonte: Agro Noticias

sábado, 17 de março de 2007

António Costa adere à blogosfera


António Costa adere à blogosfera



O Ministério da Administração Interna (MAI) aderiu à blogosfera e criou um site de opinião. O lançamento estava previsto para dia 14 de Março, de forma a coincidir com a inauguração do «Segurex», o Salão Internacional da Protecção e Segurança a realizar na FIL. No entanto, o ministro António Costa decidiu antecipar a estreia do blog para responder à crónica de Vasco Pulido Valente, intitulada «O Estado-polícia».
O
anúncio do blog «A Nossa Opinião» está a ser divulgado através do YouTube. Esta componente de opinião é uma das várias novidades que o novo site do MAI (mai.gov.info) vai apresentar, a partir do dia 14. Aqui, os cidadãos vão aceder aos discursos do responsável da Administração Interna, através de vídeos no formato YouTube.
Também vão ser disponibilizados sons e imagens da actividade governamental e fotografias do dia-a-dia dos agentes da PSP e da GNR, em actividades como acções de rua, patrulhas e assistência a vítimas.
O
site de opinião vai ser «alimentado» pelo ministro António Costa, que decidiu que «a crónica de Vasco Pulido Valente "O Estado-polícia" justifica e merece as honras de uma ante-estreia». A crónica foi publicada no jornal Público no passado sábado, dia 10 de Março.
O blog evoca, logo após o título, o artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: «Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão».
Esta é outra das provas que a classe política tem dado de que está empenhada em aderir ao «choque tecnológico» e em avançar com a política 2.0. A mais recente, e talvez a maior até agora, foram as mensagens que o Presidente da República, Cavaco Silva, deixou aos portugueses no site da presidência, através de vídeos do YouTube, durante a sua viagem à Índia.


Fonte texto e imagem: Portugal Diario

DGRF participa na Segurex

DGRF participa na Segurex


A DGRF irá participar na 12ª edição da Segurex através de um stand onde abordará a temática da defesa da floresta contra incêndios, nas vertentes da segurança de bens edificados em espaço rural, da utilização de equipamentos de protecção individual pelo elementos Programa Nacional de Sapadores Florestais e ao nível dos trabalhos florestais, nomeadamente no que respeita à utilização de motoserras.


Fonte: DGRF / DFCI

Terras de Bouro reforça combate aos incêndios

Terras de Bouro reforça combate aos incêndios
Duas novas equipas surgem em Cabeceiras de Basto e Terras de Bouro para ajudar na prevenção aos incêndios.
No âmbito da vaga de incêndios florestais que, nos últimos anos, têm percorrido o território nacional, o papel das equipas de Sapadores Florestais tem vindo a consolidar-se no que se refere à protecção da floresta contra incêndios.É neste sentido que a Associação de Defesa da Floresta do Minho (ADEFM) tem dinamizado a constituição de várias equipas, em parceria com a Direcção Geral de Recursos Florestais (DGRF) e os órgãos gestores de baldios do distrito de Braga.À equipa de Vieira do Minho, constituída em 2004, vêm agora juntar-se mais duas formações - a de Terras de Bouro e a de Cabeceiras de Basto.Luís Freitas da ADEFM disse ao Correio do Minho que a equipa de Sapadores Florestais de Terras de Bouro, que vai ser apresentada oficialmente no próximo dia 24, “é composta por cinco elementos, que estarão afectos ao local todo o ano”.A equipa tem como missão, durante os meses de Outono, Inverno e Primavera, prevenir os incêndios florestais através de acções de silvicultura preventiva, estando “durante o Verão ao serviço da vigilância, combate e primeira intervenção no caso de incêndio florestal”, referiu Luís Freitas.Ao que conseguimos apurar, a equipa já teve formação adequada para o efeito.Para além da prevenção dos fogos, a iniciativa visa também a criação de postos de trabalho. Em termos de projectos futuros, a ADEFM pretende “contribuir para o ordenamento florestal concelhio, através da elaboração do plano florestal” de Terras de Bouro e Cabeceiras.Hoje é apresentada a nova equipa de Sapadores de Cabeceiras e no próximo mês vai ser apresentada uma candidatura “para que o município da Póvoa de Lanhoso tenha também uma equipa de Sapadores”.
Fonte: Correio do Minho

Lousã - Alunos europeus visitaram Laboratório de Estudos sobre Incêndios

Lousã - Alunos europeus visitaram Laboratório de Estudos sobre Incêndios


No âmbito do programa europeu “Intensive Program: European Multidiciplinary Forum - ERASMUS”, que está a decorrer em Coimbra, até 23 de Março, por iniciativa da Escola Superior de Enfermagem, decorreu ontem, uma visita técnica ao Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais (LEIF), situado no aeródromo da Lousã.O grupo de visitantes era constituído por 70 estudantes e quinze professores de áreas de Enfermagem, Gestão de Recursos Humanos e Assistentes Sociais, dos seguintes países, Portugal, Bélgica, Finlândia, França, Grécia e Roménia. No LEIF, que é gerido pelo Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, foram acolhidos pelo seu director, o Domingos Xavier Viegas e por um conjunto de investigadores e técnicos afectos ao laboratório.Foi feita uma apresentação geral da investigação em curso no CEIF, à qual se seguiu uma visita às instalações do laboratório, tendo sido explicado aos visitantes o modo de funcionamento e utilidade de cada um dos dispositivos de ensaio que se encontram no laboratório, sendo alguns deles originais a nível internacional. Realizaram–se em seguida ensaios de demonstração do estudo do comportamento do fogo sob a acção do vento, do declive e em desfiladeiros. Foi apresentado aos visitantes, pela primeira vez o Túnel de Combustão Vertical, destinado ao estudos dos focos secundários.
Fonte: Diario As Beiras

sexta-feira, 16 de março de 2007

Mais GNR no combate aos fogos

Mais GNR no combate aos fogos
Militares do GIPS duplicam para 700, devido ao sucesso do ano passado

A Guarda Nacional Republicana duplica os efectivos do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) para 700, os quais já estão preparados para o combate aos fogos florestais e socorro às populações, noticia a Lusa.
A GNR, vai duplicar em Portugal continental o número de efectivos, pertencentes ao GIPS, afectos ao combate de fogos florestais de primeira intervenção e socorro devido ao sucesso de intervenção nas 890 operações a que foram chamados no ano de 2006, conseguindo extinguir 848 fogos.
A área de intervenção do GIPS, abrangia em 2006 cinco distritos Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria e Faro com o reforço de meios e homens, a intervenção é estendida a Viana do Castelo, Braga, Porto, e Aveiro em 2007.
Segundo o Major António Paixão, comandante do grupo, o saldo do primeiro ano de intervenção «traduz-se em 95% de sucesso nas operações a que fomos chamados a intervir», para 2007 «temos mais experiência meios e capacidade de intervenção».
Foram enviados para o Norte de Espanha em 2006, representaram Portugal no pedido de ajuda internacional que a Espanha lançou quando a Catalunha esteve em chamas em 2006. Esta força tem à sua disposição dois helicópteros em permanência na base de Loulé e Santa Comba Dão, agora com pilotos da GNR, sendo ampliado para 18 meios aéreos a 15 de Maio, dispõe ainda de três semi-rígidos, 70 viaturas todo-o-terreno para detecção combate e intervenção a incêndios florestais.
A última aquisição, um air-boat (barco para os pântanos de ventoinha atrás) para socorro às vítimas de cheias no Ribatejo e combate aos fogos nas escarpas de difícil acesso por terra, ao longo dos rios.
Fonte: Portugal Diario

Portugal vai transferir 50 ME por ano para o desenvolvimento rural

Portugal vai transferir 50 ME por ano para o desenvolvimento rural
Parlamento Europeu e presidência alemã dos 27 chegaram ontem a um acordo que vai permitir a Portugal transferir anualmente cerca de 50 milhões de euros de ajudas directas aos agricultores para o "desenvolvimento rural" do país.
"Penso que encontrámos uma boa solução", disse à agência Lusa Jan Mulder, euro deputado holandês membro da comissão parlamentar do Orçamento e do Controlo Orçamental, acrescentando que o compromisso impede que a chamada "modulação voluntária" seja aplicada em "larga escala" na União Europeia.
O compromisso prevê que Portugal e o Reino Unido possam transferir anualmente de 2007 a 2013 até 20 por cento das ajudas directas ao rendimento dos agricultores para o "Desenvolvimento Rural", cerca de 50 milhões de euros por ano no caso do primeiro país.
O acordo também implica o fim da suspensão decidida pelo Parlamento Europeu de 20 por cento dos montantes nacionais previstos para o Desenvolvimento Rural europeu, que no caso de Portugal corresponde a cerca de 100 milhões de euros por ano.
O compromisso deverá receber o "acordo político" dos ministros da Agricultura dos 27 reunidos segunda-feira em Bruxelas e, mais tarde, do Parlamento Europeu, segundo fonte comunitária. O ministro da Agricultura tem apoiado esta solução que é contestada e pelos partidos políticos da oposição.
Segundo Lisboa, os cerca de 50 milhões de euros que serão anualmente retirados aos agricultores que mais ajudas públicas recebem ao seu rendimento (5,6 por cento do total dos produtores nacionais) serão investidos, prioritariamente, em obras de infra-estruturas e no reforço das medidas ambientais nas regiões onde há mais agricultores afectados pela medida.
Os chefes de Estado e de Governo da UE tinham concordado em Dezembro de 2005 em pedir à Comissão Europeia para apresentar uma proposta de introdução de uma "modulação voluntária" para 2007-2013.
Pretendia-se que os Estados-membros pudessem, se assim o decidissem, transferirem verbas do "envelope" de ajudas directas aos agricultores para o "Desenvolvimento Rural".
Num contexto de exigência crescente, o Desenvolvimento Rural valoriza numa "actividade agrícola e florestal economicamente competitiva, ambientalmente equilibrada e socialmente atractiva".
Esta política comunitária e nacional trata questões como o aumento da competitividade dos sectores agrícola e florestal, o correcto ordenamento do espaço rural e gestão sustentável dos recursos naturais, assim como a melhoria da qualidade de vida e diversificação da economia nas zonas rurais.
Os apoios comunitários ao Desenvolvimento Rural prevêem ajudas à reflorestação, à melhoria das condições ambientais nas áreas rurais, a promoção de actividades económicas nas explorações e a diversificação da economia nas zonas rurais, entre outros.
O Parlamento Europeu, que tem um papel decisivo nas decisões orçamentais dos 27, suspendeu 20 por cento das verbas para o Desenvolvimento Rural porque se sentiu discriminado pelo facto de não ter sido envolvido na decisão de Dezembro de 2005.
O Governo português é, em conjunto com o Reino Unido, um dos grandes defensores da modulação voluntária. Competitividade e mercado, são as duas ideias força que para o ministro da Agricultura Jaime Silva estão na base da decisão de avançar com a modulação.
Fonte: Agro Portugal

Brasil é responsável por 74% do desmatamento sul-americano, aponta FAO


Brasil é responsável por 74% do desmatamento sul-americano, aponta FAO


Por Juliane Sacerdote, da Agência Brasil Brasília - Um estudo apresentado nesta terça-feira (13) pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) revela que o Brasil é um dos países da América do Sul que apresentou a maior perda real da área de florestas, nos últimos anos. Segundo o relatório, o Brasil teria desmatado, no período de 2000 a 2005, cerca de 74% da área desmatada na América do Sul. Isso significa que, dos 42 mil quilômetros quadrados devastados por ano em toda a região sul-americana, pelo menos 31 mil estão localizados em terras brasileiras. O país registrou aumento no índice de desmatamento de 0,5% (período de 1990 a 2000) para 0,6% (período de 2000 a 2005). Ou seja, no segundo período o Brasil perdeu mais de três milhões de hectares de florestas. Também apresentaram altos índices de desmatamento: a África, que concentrava 16% das florestas mundiais e perdeu 9%; e a América Latina e Caribe, perdeu 22 milhões de hectares, sendo que concentrava 47% de todas as florestas existentes no planeta. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em entrevista à imprensa no início da noite desta terça-feira (13) afirmou desconhecer o relatório. No entanto, a ministra destacou que o Brasil é “talvez um dos únicos países do mundo que apresentem um plano nacional de combate ao desmatamento”. Marina reiterou que os cuidados com o meio ambiente conseguiram reduzir, nos últimos dois anos, o desmatamento em 52%, evitando a emissão de 430 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). A ministra afirmou também que a expectativa para esse ano de 2007 seja de continuidade de redução nos índices de desmatamento. Brasil está entre quatro países que mais desmatam Os países que mais desmataram florestas no mundo entre os anos de 2000 e 2005 são Indonésia, México, Papua-Nova Guiné e Brasil. No território dessas quatro nações, está 80% das florestas no planeta. A informação consta na pesquisa Situação das Florestas do Mundo lançada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a FAO. A publicação foi divulgada na abertura da 18a sessão do Comitê Florestal da entidade. Mesmo com 7,3 milhões de hectares devastados por ano, a pesquisa aponta que a superfície de floresta está em expansão no mundo. Isso porque mais de cem países têm programas de preservação e reflorestamento. Entre 1990 e 2005, a África desmatou quase 10% de suas florestas. Os países do continente detêm 16% das matas do mundo. Na região, um dos problema são as queimadas. “Em um ano típico, mais da metade dos danos florestais mundiais são causados por incêndios florestais na África”, aponta a pesquisa. Em documento divulgado pela FAO, o diretor adjunto geral da instituição, David Harcharik, afirma “que os países que encontram maiores dificuldades para alcançar uma gestão sustentável das florestas são aqueles que têm elevados índices de pobreza e sofrem com conflitos civis”. Em contraposição aos dados que apontam desflorestamento, a publicação demonstra que entre 1990 e 2005, a Europa e América do Norte aplicaram políticas que aumentaram a superfície florestal da região. Na Ásia oriental onde também houve crescimento da superfície de florestas. O estudo destaca a China “que compensou o desmatamento em outras áreas da Ásia”. Ainda de acordo com a publicação, o crescimento econômico da China e da Índia podem ajudar a criar condições necessárias para o ordenamento sustentável das florestas. “As instituições florestais da região estão se fortalecendo em diversos países e continua a tendência de processos e tomadas de decisões mais participativas”, aponta a FAO. Nos anos de 1990 e 2005 a superfície florestal mundial perdeu cerca de 3% do total da área de quatro bilhões de hectares. Os dados da agência das Nações Unidas indicam que entre 2000 e 2005, aumentaram as superfícies de florestas 57 países enquanto 87 tiveram redução.


Fonte: Jornal do meio ambiente, Foto: Greenpeace

quinta-feira, 15 de março de 2007

Um milhão investido nas serras de St.ª Cruz

Um milhão investido nas serras de St.ª Cruz
Nas serras de Santa Cruz o Governo Regional implementou 15 projectos de arborização, limpeza de materiais combustíveis e ainda a criação de zonas de lazer. Este foi um investimento de mais de um milhão de euros, o qual o Estado não comparticipou.
O Grupo Parlamentar do PSD/Madeira dedicou o dia de ontem à floresta e visitou as serras do concelho de Santa Cruz, onde o Governo Regional (GR) já implementou 15 projectos de arborização, que também incluiram a criação de zonas de lazer e ainda a limpeza dos materiais combustíveis para impedir a propagação de incêndios. O balanço da visita dos deputados social-democratas aos trabalhos desenvolvidos nas serras de Santa Cruz foi apresentado no Sítio da Pedra do Poiso, onde também houve beneficiação florestal e criação de zona de lazer. O deputado Vicente Pestana disse que nos últimos anos o GR executou 15 projectos nas serras de Santa Cruz, com especial incidência no Santo da Serra e na Camacha, tendo sido beneficiados 121 hectares, foram plantadas 47.210 árvores, criados vários espaços de lazer com fogareiros, fontanários, mesas, bancos e melhoramento de percursos pedestres. Este foi um investimento que no total custou ao executivo madeirense 1.115.616,31 euros. «Trata-se de um investimento vultuoso e muito importante. Todo este investimento foi feito com apoios comunitários, mas em que a comparticipação nacional foi feita pelo GR», revelou o deputado. De acordo com a Lei das Finanças Regionais é da competência do governo da República comparticipar com 25 por cento neste tipo de investimentos, todavia «como a postura do PS é de estrangular financeiramente a Região, esses 30 milhões de euros não vieram para a Região como era obrigação do Governo da República», explicou Vicente Pestana. Foi o GR que «num extraordinário esforço conseguiu que todo o euro que veio para a Madeira para estas finalidades fossem todos eles aproveitados». O deputado eleito pelo círculo de Santa Cruz realçou que o trabalho que tem sido feito pelo exectivo madeirense na área das florestas é «meritório». Os 15 projectos levados a cabo nas serras de Santa Cruz têm como objectivos a defesa da floresta contra os incêndios florestais, em que foram realizadas várias acções de limpeza de mato; de adensamento dos povoamentos florestais com a plantação de espécies indígenas e exóticas e com a criação de zonas de lazer, para que as população se sinta motivada na preservação da natureza.
Fonte: Jornal da Madeira

Novo relatório sobre o clima traça cenário dramático para a Europa

Novo relatório sobre o clima traça cenário dramático para a Europa
As vozes dos cientistas já tinham badalado as más notícias através dos seus relatórios. Inundações súbitas na Europa, fome e secas em África, menos neve na América do Norte e violentos fogos florestais na América Latina. Mas agora é a voz oficial das Nações Unidas a traçar os dramáticos cenários que podem advir das alterações climáticas. Só no Sul da Europa, em 2080, as cheias junto às costas marítimas vão pôr em risco mais 2,5 milhões de pessoas do que actualmente.As conclusões sobre o impacto regional das mudanças no clima só vão ser anunciadas no dia 6 de Abril, em Bruxelas. Mas ontem a agência Reuters antecipou alguns dados do relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU. E os riscos são transversais a todo o mundo, embora vão afectar de modo diferente as regiões do sul e do norte. Se nos países europeus do sul, como Portugal, as ondas de calor serão a maior ameaça à saúde das populações, que terão de enfrentar também o problema da escassez de água e o drama dos incêndios florestais, a norte, o aquecimento global e a diminuição do frio poderão trazer melhorias à produtividade florestal, às pescas e às colheitas agrícolas. Nesta região, haverá ainda um maior potencial hidroeléctrico.Mas em 2080 o maior problema dos países do sul serão as súbitas inundações, estimam os cientistas da ONU, avisando ainda que o risco se fará sobretudo sentir junto às zonas costeiras Noutros cantos do mundo, como a Ásia, o derretimento dos Himalaias provocará cheias e avalanches, colocando em risco os recursos hídricos. Mas o impacto da subida do nível do mar e do aumento da temperatura conduzirá também a tempos de seca, piorando a produtividade agrícola e agravando carências.A fome também será agudizada em África, com a falta de água a perturbar as colheitas e a reduzir a área agrícola disponível. A ONU estima ainda que, na América do Norte, neve menos e no Verão se agrave o problema das florestas, com mais fogos. A sul, na América Latina, a savana poderá substituir a floresta tropical da Amazónia, tornando zonas secas em terrenos desertificados. Nas zonas polares, continuará o degelo das calotes, com impactos graves ao nível da biovidersidade.
Fonte: Diario de Noticias, Rita Carvalho