terça-feira, 22 de maio de 2007
Projecto Floresta Unida ,todas as 6ª feiras,9h30m na Radio Lousã em 95.3 FM
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida (Clique AQUI e saiba como participar)
domingo, 20 de maio de 2007
sábado, 19 de maio de 2007
Projecto Queimar as Cinzas , visite e participe neste projecto (Clique AQUI e saiba tudo)
Tendo em conta o elevado número de incêndios florestais no nosso País, e as severas consequências económicas e ecológicas que lhes estão associadas, torna-se essencial a aplicação de metodologias de avaliação de risco de incêndio, na gestão dos recursos disponíveis para a prevenção e combate.De facto, no contexto da prevenção, a avaliação da distribuição espacial do risco de incêndio numa área florestal, e a sua evolução ao longo do tempo, fornece informações importantes para a localização e densidade de torres de vigia, o dimensionamento dos pontos de água, a arquitectura da rede viária da mata, e até mesmo a escolha das espécies mais adequadas no planeamento de novas arborizações. No combate, o mapeamento do risco de incêndio permite definir a disposição táctica das forças no terreno, concentrando-as nas áreas de maior risco. Estas metodologias poderão ainda estar na base dos sistemas de atribuição de prémios e compensações resultantes de seguros florestais.
Estas distintas aplicações podem conduzir a diferentes abordagens do conceito de risco de incêndio, e consequentemente a diferentes metodologias de avaliação. Em sentido lato, entende-se como risco de incêndio o risco de ignição do fogo, ou seja, a existência de causas humanas (acidentais ou voluntárias) ou naturais que provoquem o fenómeno de ignição (Macedo e Sardinha, 1987, cit. in LOURENÇO, 1996). Numa abordagem integrada, assente na Teoria do Risco, a estimativa do risco de incêndio engloba, para além da probabilidade condicional de ocorrência do fogo no tempo, a quantificação das consequências esperadas, que se traduzem em prejuízos económicos e danos ambientais. De acordo com esta teoria, a análise do risco de incêndio inclui metodologias de identificação do risco (Risk assessment), de avaliação do risco (Risk evaluation), e de gestão do risco (Risk management alternatives) (SOCIETY FOR RISK ANALYSIS, 2002).
A probabilidade de ocorrência do fogo pode ser analisada como o resultado da conjugação dos factores de risco que conduzem a uma maior ou menor possibilidade de ocorrência do fogo. Assim, a previsão do risco de incêndio traduz-se na zonagem de uma determinada região, agrupando as manchas florestais em classes de acordo com os valores dos índices de risco de incêndio (genericamente, Classe I – Baixo a Classe V - Elevado), ou com a sensibilidade da mancha florestal ao fogo (Classe I - Extremamente sensível a Classe IV - Pouco sensível), como consta no Artigo 2º do Decreto Regulamentar n.º 55/81. Ressalta-se que estas duas abordagens deverão ser complementares, pois os valores mais elevados de risco de incêndio deverão ocorrer nas zonas de maior sensibilidade ao fogo. A zonagem de risco de incêndio do DR 55/81 está em processo de actualização, com base em 10 anos de cartografia de áreas ardidas, efectuada no DEF/ISA (Prof. J.M. Cardoso Pereira, com. pessoal).
Os factores de risco, que estão na base dos critérios de classificação das zonas são: (1) o tipo de ocupação do solo (na ocupação florestal interessa caracterizar a densidade e distribuição das espécies florestais e o grau de combustibilidade e inflamabilidade da vegetação arbustiva e sub-arbustiva); (2) as variáveis meteorológicas, como a temperatura, a humidade relativa do ar, a precipitação (o regime e a quantidade total) e a velocidade do vento; (3) a morfologia do terreno, nomeadamente a exposição e declive; (4) os factores sociais, como o Índice Demográfico de Utilização (MATA REIS, 1998). Estes últimos são particularmente relevantes, pois, segundo a Direcção Geral das Florestas, as actividades humanas são responsáveis pela esmagadora maioria das ocorrências de fogos.A zonagem pode realizar-se a diferentes escalas espaciais (local, regional ou nacional) e temporais (curto prazo ou médio/longo prazo). As previsões a médio/longo prazo apresentam normalmente âmbito nacional e pretendem explicar a variabilidade espacial apresentada por factores de risco, como o clima e o tipo de ocupação do solo, identificando regiões onde a probabilidade de incêndio é mais elevada e onde se devem localizar preferencialmente as acções de prevenção. A zonagem a curto prazo (usualmente diária), destina-se a monitorizar as variáveis meteorológicas durante o período de fogos, de modo a permitir uma resposta rápida dos meios de combate nos locais onde se registam condições propícias à sua ocorrência.Para a avaliação do risco de incêndio, recorre-se normalmente a Índices Meteorológicos de Risco de Incêndio, dado que as condições meteorológicas condicionam não só as causas de ignição como o teor de humidade dos tecidos vegetais, que condiciona a inflamabilidade dos combustíveis (GONÇALVES, sd). Estes índices são diários, mas o cálculo dos seus valores médios anuais permite estimar o risco de incêndio no médio prazo.De entre os vários índices descritos na bibliografia destaca-se o Índice de Nesterov Modificado (ou Índice Português: IP), utilizado pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica entre 1988 e 1998 (LOURENÇO, 1996) e o índice canadiano (Canadian Fire Weather Índex, também conhecido por FWI), adaptado para Portugal e utilizado pelo Instituto a partir de 1998, pois são os que aparentemente possuem maior capacidade preditiva do risco de incêndio para fogos de Verão (VIEGAS, et al. 1999).
Ambos os índices requerem observações diárias das variáveis meteorológicas bem como valores comulativos do índice nos dias anteriores. Para o IP os registos diários são referentes à temperatura do ar e da temperatura do ponto de orvalho às 12h desse dia, enquanto que o FWI, de estrutura mais complexa, recorre aos valores da velocidade do vento, temperatura, humidade relativa do ar e precipitação. Os índices meteorológicos são particularmente úteis na identificação do padrão de distribuição temporal dos fogos florestais, ou seja, a concentração do número de ocorrências durante o período seco e quente, que corresponde aos meses de Verão. Contudo, mostra-se insuficiente para explicar a sua distribuição espacial, pois quando se analisam os valores dos índices para uma determinada data, os valores mais baixos e elevados não correspondem necessariamente ao maior ou menor número real de fogos ocorridos naquela data no continente (MATA REIS, 1998). De facto, verifica-se que nas zonas mais quentes e secas do Interior e Sul do País, são onde se registam menores áreas ardidas. Esta distribuição espacial está relacionada com a relevância de outros factores de risco regionais favorecem a ignição e propagação dos incêndios tais como, os elevados declives das regiões montanhosas, e a elevada carga de combustível e a homogeneidade da paisagem, resultantes do abandono das áreas agrícolas devido às profundas transformações socio-culturais verificadas na da região Norte Litoral do País.
A integração dos vários factores de risco pode ser conseguida através da produção de Cartografia de Risco de Incêndio com recurso a Sistemas de Informação Geográfica. A título de exemplo, refere-se a metodologia aplicada pelo CNIG para a elaboração das Cartas de Risco de Incêndio ao nível municipal. Esta baseia-se na discretização do território municipal em quadrículas, às quais se associa a informação relevante ao cálculo do índice de risco de incêndio. Este índice é estimado através de um modelo aditivo ponderado, baseado na sobreposição de diversas cartas temáticas, correspondentes às variáveis do modelo, nomeadamente, o declive e a exposição do terreno, o uso e a ocupação do solo, a visibilidade dos posto de vigia, a rede viária, a rede hidrológica e a densidade populacional. Os valores do índice de risco de incêndio fora agrupados em 5 classes de Baixo a Alto Risco (CNIG. 2002).A previsão das consequências esperadas devido à ocorrência do fogo poderá basear-se na quantificação das perdas em madeira em florestas destinadas à produção com recurso, por exemplo, a ferramentas de análise financeira afim de estimar os prejuízos de acordo com as espécies florestais em causa e a idade dos povoamentos. Nas florestas de protecção (por exemplo localizadas em zonas de elevado declive) ou em Áreas Protegidas, a quantificação dos danos associados ao incêndio terá que utilizar metodologias mais complexas, pois trata-se de bens e serviços não transaccionados no mercado.
O director do Ordenamento Florestal da ONU para a Agricultura e Alimentação (FAO), José António Prado, explicou que grupos de cientistas da Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC) estão a trabalhar num novo procedimento a que deram o nome de "desflorestação evitada".O dirigente da FAO, que esta semana participou na IV Conferência Internacional sobre Fogos Florestais, em Sevilha, explicou que o Protocolo de Quioto estabelece os denominados "Mecanismos de Desenvolvimento Limpo" que permitem que as empresas descontem, das suas emissões de CO2, os investimentos que fizerem em tecnologias limpas nos países em desenvolvimento.De acordo com o responsável, a "desflorestação evitada" compensaria economicamente as acções de protecção e plantação de floresta, em função do volume de C02 que a vegetação protegida absorve da atmosfera.Prado lembrou que, anualmente, perdem-se no mundo 7,8 milhões de hectares de cobertura vegetal – quatro milhões devido a incêndios – uma vez que os 5,6 milhões de hectares reflorestados não cobrem os 13,4 milhões de hectares de floresta destruídos.O representante da FAO considerou "evidente" que os incêndios "geram uma enorme quantidade de CO2", que contribuem para as alterações climáticas, "estendendo, em algumas regiões, as primaveras e causando cada vez mais incêndios devastadores".A ameaça global das alterações climáticas intensificará a cooperação com os países em desenvolvimento, uma vez que a queima das florestas tropicais tem repercussões no aquecimento global. "Esta cooperação é de grande importância porque alguns dos países que geram grandes incêndios não têm capacidades para lhes fazer frente", afirmou. "Para a FAO, os incêndios florestais constituem, há alguns anos, um assunto prioritário, não só pelo seu tremendo impacto ambiental, mas também pelo impacto social, porque põem em risco o meio de subsistência de muita gente", acrescentou.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida (Clique AQUI e saiba como participar) Tenha um Futuro Verde.
Incêndios: Chamas lavraram em Silves e em Lagos
Primeiros fogos do ano
O dia de ontem ficou marcado pelos primeiros dois fogos florestais do ano. Meia centena de homens, com o apoio de um helicóptero, estiveram envolvidos no combate às chamas, que lavraram nos concelhos de Lagos e de Silves. Desde há três dias que o dispositivo dos bombeiros entrou na fase Bravo – a segunda mais importante na escala de risco.
O calor que se fez sentir ontem – com valores próximos dos 30 graus – contribuiu para o surgimento dos fogos. No Funchal, freguesia da Luz, concelho de Lagos, as chamas eclodiram pouco antes das 13h00, numa área de mato.Foram mobilizados para o local 26 homens, dos Voluntários de Lagos e das corporações vizinhas de Vila do Bispo e Aljezur, auxiliados por sete veículos.O incêndio foi dado como extinto pelas 14h00, tendo sido consumida uma área de cerca de um hectare. A origem do sinistro ainda está por apurar.Duas horas após o início do fogo em Lagos, um outro incêndio irrompeu, desta feita na Quinta da Pomona, no Enxerim, mesmo às portas da cidade de Silves. As chamas lavraram em pasto seco, mato e árvores, designadamente oliveiras.COMBATEMais de duas dezenas de ‘soldados da paz’, das corporações de Silves, São Bartolomeu de Messines e Lagoa, com seis viaturas, intervieram no combate ao incêndio.Foi ainda accionado o helicóptero da Protecção Civil, que se encontra sedeado em Loulé, e uma equipa da GNR, pertencente ao Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS).O fogo, cujas causas são desconhecidas, foi dado como extinto cerca de duas horas depois de surgir o alerta, tendo sido consumida uma área de cerca de um hectare. O declive do terreno constituiu um dos principais obstáculos ao trabalho dos bombeiros.Anteontem já havia sido registado um pequeno foco de incêndio no concelho de Silves, numa zona entre Algoz e Tunes.Segundo as previsões meteorológicas, as altas temperaturas que se fizeram sentir ontem na região deverão continuar hoje, com valores máximos próximos dos 30 graus. Uma situação que se traduz em risco acrescido de incêndios. Fonte ligada aos bombeiros disse ao CM que a floresta apresenta muita matéria combustível, dado que choveu muito no Inverno, o que possibilitou o crescimento da vegetação.A região algarvia conta com cerca de 300 mil hectares de área verde, dos quais mais de 100 mil são de floresta e a restante área com algum cultivo.PORMENORESBRAVOOs bombeiros entraram há três dias na fase Bravo, o que significa que os meios em estado de prontidão foram reforçados. Segundo foi anunciado, estão em alerta permanente na região 244 bombeiros, com 62 viaturas de combate a fogos.CHARLIEA partir de 1 de Julho (e até 30 de Setembro), os ‘soldados da paz’ passarão para fase Charlie – a mais elevada na escala de risco. Estarão em situação de prontidão 330 elementos e 75 viaturas. No total, o Algarve conta com mais de 1500 bombeiros no activo.ÁREA ARDIDAO ano passado arderam no Algarve apenas 179 hectares de floresta, segundo dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais. Os resultados foram considerados excepcionalmente positivos, bastando referir, a título comparativo, que em 2005 haviam sido consumidos pelas chamas 1666 hectares.
Fonte: Correio da Manhã,José Carlos Eusébio
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Projecto Floresta Unida ,todas as 6ª feiras,9h30m na Radio Lousã em 95.3 FM
A instalação, uma produção da Associação Sete Sóis Sete Luas para a sétima edição do Imaginarius, que começa quinta-feira e termina sábado, apresenta uma vertente ambientalista e outra artística.
Em preparação sob a direcção do escultor desde há várias semanas, na Mata das Guimbras, junto ao Castelo, a obra passará a fazer parte integrante daquele espaço nobre situado no coração da cidade de Santa Maria da Feira.
O propósito do «Parque das Árvores Queimadas» é realizar, num ambiente urbano, uma instalação feita de árvores queimadas em incêndios florestais, quase todas centenárias e de grandes dimensões.
As árvores seleccionadas para esta instalação são provenientes de três parques naturais portugueses: o Parque Nacional de Montesinho, o Parque Natural do Douro Internacional e o Parque Nacional de Peneda-Gerês.
Falando deste projecto, Zenildo Barreto considerou que «o Parque das Árvores Queimadas, é a estética que a natureza não pediu e também uma denúncia dramática, como um sonho doloroso, que como ave de arribação pousa agora, com carácter definitivo, no município de Santa Maria da Feira».
«É necessário queimar a indiferença e não as vivas florestas», frisou Zenildo Barreto, responsável por vários projectos de Eco Arte na América Latina, com obras realizadas no seu país e em França.
Este projecto é - salienta - «uma reacção aos dramáticos incêndios florestais que, em cada época estival, devastam com trágica regularidade milhares de hectares de floresta em Portugal».
«A obra é também uma oportunidade para continuar a aprofundar a pesquisa que a Associação Sete Sóis Sete Luas, que organiza o Imaginarius em conjunto dom a Câmara da feira, tem vindo a fazer sobre as relações entre espaços urbanos e obras de arte», acrescentou Zenildo Barreto.
O programa do Imaginarius compreende 33 espectáculos de teatro, trazidos às ruas e praças da cidade da Feira por 14 companhias de sete países - França, Itália, Bélgica, Sérvia, Espanha, Argentina e Portugal.
Além dos espectáculos de teatro de rua, o programa inclui ainda duas instalações permanentes, exibição de oito filmes, realização de quatro concertos, vários debates e ateliês de formação teatral.
O festival é organizado pela autarquia de Santa Maria da Feira, em parceria com a Associação Sete Sóis Sete Luas e o Instituto das Artes.
O Imaginarius representa para a autarquia um investimento de 250 mil euros, a que se juntam os apoios do Instituto das Artes, do Programa Cultura 2000 da União Europeia e o patrocínio de entidades privadas, perfazendo um orçamento global de cerca de 435 mil euros.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
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O sistema foi apresentado na IV Conferência Internacional sobre Fogos Florestais, que decorre até ao próximo fim-de-semana em Sevilha.
Miguel Ángel Victoria, responsável pelo programa, explicou aos jornalistas que os sensores enviam, com a periodicidade desejada, informações sobre humidade, temperatura e radiações infravermelhas e ultravioletas para um centro de controlo.
Isso permite que a qualquer momento haja informação actualizada sobre o risco de incêndio florestal em qualquer região onde os sensores sejam instalados.
Os sensores enviam a informação numa frequência baixa a um módulo da rede de telefones móveis, não necessitando da existência de cobertura telefónica para funcionarem, o que significa que podem ser instalados em qualquer local.
O custo médio do sistema, que está a ser testado nos montes de El Pardo, em Madrid, é de mil euros por quilómetro quadrado.
Apesar do custo, afirma a Orange, o sistema é mais barato e mais eficaz que os outros sistemas de detecção e prevenção de incêndios actualmente utilizados, nomeadamente os meios aéreos.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida (Clique aqui e saiba como)
A informação foi, de resto, confirmada ao Público pelo próprio porta-voz do Ministério da Administração Interna, Duarte Moral, o qual não quis sequer especificar uma data para os restantes aparelhos começarem a operar.
«Não há nenhum problema. No final da Fase Bravo [30 de Junho] estarão a funcionar todos os meios associados», garantiu, ao diário, o assessor, assegurando que, a partir de 1 de Junho, oito aviões ligeiros de combate a incêndios estarão operacionais. Outras datas, serão conhecidas hoje, garantiu.
De acordo com a directiva aprovada pelo Governo, hoje deverão arrancar 15 equipas helitransportadas de combate a incêndios: nove dos Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro, da GNR, quatro da ANPC e uma dos voluntários.
No entanto, sem os meios aéreos, o trabalho das equipas, garante o Público, estará comprometido, uma vez que estão impossibilitadas de fazer a primeira intervenção com a rapidez que os helicópteros permitem.
Durante a Fase Bravo, o dispositivo será composto por 6065 elementos e 1271 viaturas, estando igualmente previsto o envolvimento de 24 meios aéreos – 14 helicópteros (quatro ligeiros, quatro médios e seis pesados), oito aviões ligeiros e dois pesados.
Os arguidos considerados inimputáveis vão passar a cumprir penas de internamento por altura da época de incêndios. Esta é uma das medidas prevista no novo código penal, que prevê também penas mais pesadas para incendiários e para aqueles que, por negligência, provocarem um fogo.
A pena pode ser agravada dos actuais oito para um máximo de 12 anos se a vítima do fogo (proprietário da floresta, por exemplo) ficar em situação económica difícil ou se o incendiário lucrar com o crime. O novo código distingue ainda a actuação negligente simples de negligência grosseira que pode valer uma pena de até oito anos a quem provocar um incêndio florestal. A negligência e o fogo posto são as principais causas dos fogos florestais no País, segundo as conclusões de um estudo do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa, coordenado por José Maria Coutinho – que estudou os incêndios entre 2001 e 2005 nos concelhos de Paredes, Penela, Arcos de Valdevez, Gouveia, Proença-a-Nova e Ourém. A maior parte dos fogos “tem uma origem negligente muito associada ao comportamento humano”, afirma por sua vez ao CM o director nacional adjunto da PJ, Pedro do Carmo. O responsável pelo Gabinete Permanente de Acompanhamento e Apoio do Plano Nacional para a Investigação de Crimes de Incêndio, a funcionar na directoria de Coimbra, lembra que quem não tiver cuidado nos trabalhos agrícolas, fizer queimadas em tempo de calor e até churrascos, que resultem em incêndios, são puníveis por lei até cinco anos de cadeia.Quem perturbar a extinção de um fogo também passa a ser punido com pena entre um e oito anos de cadeia. A proposta prevê ainda aplicação de penas de internamento, só aplicáveis na época dos fogos. Cristina Soeiro, responsável pela base de dados de incendiários da PJ e pelo estudo psico-social dos mesmos, diz que conhece “um ou dois casos” em que os juízes já aplicaram medidas de internamento a inimputáveis – apenas na época em que os arguidos constituíam perigo, ou seja, no Verão. 112 INCENDIÁRIOS NAS CADEIASActualmente há 68 condenados e 44 reclusos em prisão preventiva nas cadeias portuguesas pelo crime de incêndio ou explosão, soube o CM junto de fonte da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais. A maior parte cumpre pena em alas de psiquiatria, como a da cadeia de Santa Cruz do Bispo onde se encontram 10 reclusos. Segundo o director nacional adjunto da PJ, Pedro do Carmo, os reclusos e os suspeitos de acção criminosa nos fogos registados nos últimos cinco anos estão incluídos numa base de dados. Todos os anos a PJ verifica se estes indivíduos, considerados de risco, já estão em liberdade e avalia a sua situação pessoal e profissional, a fim de prevenir reincidências. O responsável disse ao CM que no ano passado foram detidos 257 suspeitos de fogo posto e abertos 1411 inquéritos – 222 dos quais com proposta de acusação. O responsável lembra que a maior parte dos detidos é suspeito de mais do que um incêndio. Numa conferência realizada em Março último em Espanha, Pedro do Carmo adiantou que as motivações são várias e “fúteis” na maior parte dos casos: vingança, vandalismo, curiosidade, melancolia, solidão e divertimento. São alguns dos motivos dos casos investigados pela PJ.PERFIS TRAÇADOSVINGANÇAO primeiro padrão traçado pela PJ refere-se a incendiários na casa dos 40 anos que atearam fogo movidos por um sentimento de vingança e por problemas familiares. Geralmente actuam sob efeito do álcool.DOENÇA MENTALO outro grupo, onde há várias mulheres detidas, tem cerca de 30 anos e actua, normalmente, por perturbações associadas ao álcool ou perturbação mental. Eles têm uma vida sem estrutura – elas sofrem de depressão.BENEFÍCIOO terceiro padrão refere-se a incendiários que actuaram por benefício próprio ou que receberam dinheiro para isso.PIROMANIACom menos casos, este padrão ainda é pouco estudado. Inclui jovens de 20 anos que, aparentemente, actuam por prazer. O diagnóstico de pirómano é mais difícil de estabelecer. SAIBA MAIS21 681 ocorrências verificadas (3410 incêndios florestais e 18 271 fogachos) entre 1 de Janeiro e 15 de Outubro do ano passado, segundo o relatório de 2006 da Direcção-Geral dos Recursos Florestais.75 052 hectares arderam no ano passado: 36 521 hectares de povoamentos e 38 530 de mato entre 1 de Janeiro e 15 de Outubro.Plano: Uma das novidades do Plano de Combate a Fogos deste ano é a utilização de dez novos helicópteros adquiridos pelo Estado.Investigação criminal: A PJ começou em 2004 a delinear um plano anual de prevenção e investigação criminal de incêndios florestais. O de 2007 já está feito.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
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domingo, 13 de maio de 2007
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O concelho de Oliveira de Azeméis foi o mais fustigado do Entre Douro e Vouga pelos incêndios do ano passado, com um total de 83 ignições para uma área ardida de 362,6 hectares.
Uma das apostas camarárias - disse hoje à agência Lusa o presidente desta autarquia, Ápio Assunção - é a da preservação e valorização da floresta e do seu uso múltiplo.
Para além do trabalho de prevenção e limpeza de matas, a Câmara de Oliveira de Azeméis dinamiza este ano programas ocupacionais no âmbito da defesa da floresta contra incêndios - promovidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional - assim como o «Voluntariado Jovem», iniciativa do Instituto Português da Juventude.
O município preparou um dispositivo vocacionado para «acções de vigilância, detecção, fiscalização, primeira intervenção, combate e rescaldo aos incêndios florestais» durante a fase «Bravo» (15 de Maio a 30 de Junho) e na fase «Charlie» (01 de Julho a 30 de Setembro).
Em Vale de Cambra, no passado ano, arderam 35,4 hectares, entre 105 ocorrências registadas.
Neste município - onde em 2005 as chamas fustigaram mais de três mil hectares de área florestal - «foram reforçados os meios de vigilância e prevenção», segundo fonte camarária.
A autarquia de Vale de Cambra dispõe de uma equipa de sapadores florestais, que apoiará de certa forma o Grupo de Intervenção, Protecção e Socorro da GNR (GIPS).
Um dos dois helicópteros disponibilizados pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil para o distrito de Aveiro está estacionado no centro de meios aéreos da localidade.
Em Arouca, durante o ano passado, registaram-se 44 incêndios florestais que queimaram 24,9 hectares. As freguesias de Moldes e Alvarenga foram as mais fustigadas pelo fogo.
Para 2007, o dispositivo concelhio aponta como novidade a implementação do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI).
Também o concelho de Santa Maria da Feira vai implementar este ano o PMDFCI, dando ainda particular atenção a acções de prevenção e limpeza da floresta.
Registaram-se no município feirense 397 ocorrências, tendo as chamas consumido 362,6 hectares.
S. João da Madeira foi o único concelho do Entre Douro e Vouga onde a mancha florestal não sofreu com os incêndios em 2006.
sábado, 12 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida(Clique AQUI e saiba tudo)

O programa de execução da proposta de ordenamento da albufeira de Odelouca perspectiva um investimento de 12,9 milhões de euros nos próximos cinco anos, nos concelhos de Monchique e Silves.A maior fatia (64 por cento) depende da iniciativa privada ou de entidades não identificadas pelo plano. Ao todo, são mais de 8,3 milhões de euros correspondentes à construção das zonas de merendas, do miradouro, das três unidades hoteleiras e do parque de campismo, que ficam à espera de quem os queira implementar.As medidas de conservação da Natureza decorrentes do estudo de impacte ambiental correspondem a cerca de 1,7 milhões de euros, prevendo a recuperação da vegetação ribeirinha na Sapeira, a reflorestação da Herdade da Parra e a valorização de sobreirais, da responsabilidade do Inag, do Instituto da Conservação da Natureza, da Direcção Geral dos Recursos Florestais e dos proprietários. Ficam por avaliar as intervenções na área de sobrecompensação para o lince-ibérico.Destaque ainda para a construção da ETAR de São Marcos da Serra, localidade que actualmente descarrega esgotos para a ribeira de Odelouca. Será mais um milhão de euros, que, neste caso, serão suportados pela empresa Águas do Algarve.Para acabar com outra ameaça, as sete suiniculturas situadas na bacia hidrográfica, serão construídos sistemas de tratamento de águas residuais adequados a este tipo de exploração, o que obrigará os proprietários, a Suinigarbe e a Águas do Algarve a suportar mais 350 mil euros.Paralelamente, a Câmara de Silves deverá proceder à desactivação da sucata da Silveira. Mais cem mil euros.
Catorze pilotos portugueses, entre os quais oito do Exército, seguem sábado para a Rússia para receber formação nos helicópteros Kamov adquiridos pelo Estado para combate a incêndios, disse esta sexta-feira à Lusa fonte do ministério da Administração Interna.
Os oito pilotos do Exército pertencem à Unidade de Aviação Ligeira do Exército (UALE), sedeada em Tancos, e seguem para Moscovo para receber formação teórica e prática em helicópteros Kamov-32, referiu também à Lusa o tenente-coronel Perdigão, o assessor do Estado-Maior do Exército.
Os detalhes da cedência dos oito militares do exército ao Ministério da Administração Interna (MAI) - por um prazo até três anos - serão definidos em breve através de protocolo.
A Unidade Aviação Ligeira do Exército (UALE) tem 22 pilotos e 26 mecânicos estacionados na base aérea de Tancos.
Os oito pilotos do Exército começaram na passada segunda-feira a receber formação e certificação, em Tires.
O tempo de duração da formação dos 14 pilotos em Moscovo é de 45 a 60 dias, estando previsto a integração destes pilotos no dispositivo de combate a incêndios florestais a 1 de Julho, na «fase Charlie», a de maior risco de incêndios no território nacional.
Além destes 14 pilotos que agora vão receber formação e certificação em Moscovo, outros 12 pilotos russos virão para Portugal para ajudar ao combate dos incêndios florestais.
O concurso para o aluguer de dois aviões pesados de combate a incêndios florestais, aberto pelo Governo, foi adiado para 1 de Junho devido a uma segunda reclamação da Aeronorte, uma das duas empresas concorrentes.
O ministro da Administração Interna, António Costa, garantiu em Abril que estes aparelhos estariam operacionais a 1 de Julho. Com este adiamento, o Governo terá apenas 30 dias para abrir as propostas das empresas, escolher a vencedora, adjudicar e contratualizar o aluguer.A 2 de Maio, na sessão de abertura de propostas, a Aeronorte apresentou uma primeira reclamação, devido à apresentação de um documento em russo por parte da JSCBAC (empresa concorrente), por argumentar que a empresa não estava sedeada na União Europeia e por não ter um certificado do Instituto Nacional de Aviação Civil para operar em Portugal. A nova reclamação prende-se com uma questão hierárquica.
A Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF) aprovou o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), elaborado durante o ano de 2006 pela autarquia valpacense. No seguimento da estratégia de combate, realizou-se, ainda, na passada quarta- feira, 9 de Maio, a acção de sensibilização intitulada “Sensibilizar e prevenir para proteger – Para um distrito com Floresta”.
O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Município de Valpaços cumpre o estipulado no Decreto-Lei nº 124 de 28 de Junho de 2006, que define um conjunto de acções para minimizar o impacto gerado pelos incêndios florestais. O referido plano identifica, também, objectivos e recursos, onde consta: a implementação da gestão de combustíveis em áreas estratégicas; o reforço das estruturas de combate e de defesa da floresta contra incêndios; a promoção de acções de sensibilização para a floresta e para o uso correcto do fogo; a adopção de estratégias de reabilitação de áreas ardidas e o reforço da vigilância e da fiscalização. No âmbito do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do concelho de Valpaços, referente ao II Eixo Estratégico, realizou-se, também, no passado dia 9, uma acção de sensibilização intitulada “Sensibilizar e prevenir para proteger – Para um distrito com Floresta”. Esta acção, que pretende educar e sensibilizar as populações, surge no seguimento de uma estratégia levada a cabo pelo Governo Civil de Vila Real, em parceria com autarquias e Protecção Civil.
Importância económica e social do sector florestal
Em Valpaços, a iniciativa contou com a participação de Hermínio Botelho da UTAD, que fez uma análise dos recursos florestais, a nível nacional, regional e por concelho. Hermínio Botelho salientou, entre outras, a importância económica e social do sector florestal e de tudo o que se pode perder por cada hectare ardido, explicando que, a cada ano que passa, o Distrito de Vila Real perde quase 10 mil hectares, e “para repor cada hectare são necessários cerca de 700 contos, na moeda antiga”. Quanto aos números, o Professor da UTAD frisou, ainda, que, “nos últimos anos perdemos quase 30 por cento do pinhal que o país detinha” e como tal “é preciso perceber porque arde a floresta” e “travar este cenário e apostar nas campanhas de sensibilização e educação cívica”. Durante o discurso de Hermínio Botelho surgiram palavras de sensibilização como: “Se nós não cuidarmos do que é nosso, quem vai cuidar?”, “Temos que ver a floresta como uma riqueza e preservá- la”, que eram ouvidas por diversas instituições valpacenses, tais como Bombeiros, Escuteiros, Junta de Freguesia, GNR e autarquia. O Governador Civil, António Martinho, referiu, também, que não quer que a população do Distrito de Vila Real perca por não saber os meios de que dispõe contra incêndios, nem a forma como deve proceder em zonas de risco, terminando a sua chamada de atenção para o slogan da campanha: “Portugal sem fogos depende de todos”. A campanha de sensibilização irá, ainda, ser realizada em Chaves e em Carrazedo de Montenegro no próximo dia 17 de Maio, já que em Montalegre, por exemplo, foi o próprio Corpo de Bombeiros que ministrou a acção. Cátia Mata .
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida ( Saiba tudo AQUI)

A Direcção Geral dos Recursos Florestais já aprovou o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Concelho de Valença. Um novo documento que pretende congregar todas as intervenções, de âmbito municipal, relacionadas com a floresta e seu entorno e que, também, estabelece os vários mecanismos e procedimentos de coordenação entre os vários intervenientes.Este plano é um importante instrumento de trabalho de apoio a todas as entidades relacionadas com a protecção da floresta e tem uma durabilidade de cinco anos.Neste documento surge uma rigorosa caracterização do território, nomeadamente, no que toca ao levantamento de pontos de água acessíveis a carros e helicópteros, corta fogos, estradas e caminhos de acesso. O histórico e a causalidade dos incêndios florestais, o inventário dos meios e recursos disponíveis tanto para a vigilância, como para a detecção, primeira intervenção, combate e rescaldo são outras das informações que integram o plano.Um dos grandes objectivos deste plano é congregar esforços de todas as entidades relacionadas com as florestas e dinamizar vários acções, nomeadamente: a sensibilização da população, silvicultura preventiva, construção e manutenção de corta-fogos e formação profissional.A elaboração deste documento esteve a cargo do Comissão de Defesa da Floresta Contra Incêndios, um organismo que reúne todas as entidades envolvidas na prevenção, vigilância e combate aos incêndios no concelho de Valença।
Fonte: Agro Portugal
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Projecto Floresta Unida,. Apoie este projecto e ajude a construir um Futuro cada vez mais verde
- TLM: +351 964300543
- E-Mail: florestaunida@gmail.com
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Projecto Floresta Unida ,todas as 6ª feiras,9h30m na Radio Lousã em 95.3 FM ( Visite a Rádio Lousã, uma Rádio de portas Abertas)

O ministro da Administração Interna, António Costa, apelou à mobilização dos cidadãos face ao problema dos incêndios, admitindo que as mudanças do clima dificultem o seu combate no próximo Verão.
“Não está garantido que este será um ano normal. Vamos ter, porven-tura, um verão muito difícil”, disse António Costa, na apresentação do dispositivo do distrito de Leiria de combate aos incêndios florestais, que decorreu em Pombal.Recordando que 2006 “foi um ano excepcional”, tendo sido destruída pelo fogo uma área de floresta significativamente mais reduzida do que em anos anteriores, “um terço da área dos últimos cinco anos”, o governante frisou que “o problema dos incêndios diz respeito a todos”.“Impõe-se um dever a todos os cidadãos de colaborar na defesa da floresta”, acentuou, tendo ainda em conta que, ano após ano, o agravamento das alterações climáticas tende a facilitar a eclosão e propagação do fogo.O “aperto à fiscalização” foi defendido pelo ministro, que explicou que “não é preciso reforço de pessoal, mas antes é necessário fazer cumprir a Lei e esse é o esforço que vai ser feito e as autar-quias locais, os agentes de protecção civil e as forças de segurança devem fazer as pessoas cumprirem a Lei e autuar quem não a respeita”.O ministro da Administração Interna quer que 2007 seja “um ano de consolidação”, com base “num crescimento de 15% da componente humana do dispositivo”, apesar de manter os mesmos meios aéreos.Este ano, existem igualmente as equipas heli-transportadas, duas companhias da GNR, uma companhia especial de bombeiros canarinhos e um desenvolvimento das forças armadas com equipas especiais de sapadores.Durante o corrente ano estará garantido o funcionamento de dois meios aéreos pesados com mais de dez mil litros, que vão actuar a partir de Junho.Aos soldados da paz e outros profissionais envolvidos no combate aos incêndios António Costa apelou para usarem os equipamentos de protecção individual de forma adequada, cumprindo todas as regras de segurança.Durante a apresentação foi ostentada uma bolsa de protecção que cada um dos bombeiros trazia à cintura, levando ministro a salientar que “o primeiro dever de quem garante a segurança dos outros é garantir a sua própria segurança”.O comandante do Centro Distrital das Operações de Socorro (CDOS), José Manuel Moura, anunciou que o dispositivo de combate a incêndios para este ano é em quantidade “o maior de sempre”, envolvendo em permanência 288 elementos.64 por cento dos 350 mil hectares do distrito estão inventariados como floresta, pelo que se pretende “aumentar a eficácia do ataque inicial aos incêndios nascentes, reduzir a área ardida, reduzir ao mínimo os reacendimentos e garantir sempre a segurança quer do pessoal em combate aos incêndios, quer dos cidadãos”.Para cumprir esta missão e para potenciar os meios face às necessidades e considerando que as condições meteorológicas são mais desfavoráveis no período de Julho a Setembro, José Manuel Moura pede “o empenhamento dos meios, em três fases” - a fase Bravo, de 15 Maio a 30 de Junho, a fase Charlie, de 1 de Julho a 30 de Setembro, e a fase Delta, de 10 a 15 de Outubro.O coordenador distrital evidenciou no campo tecno-lógico do CDOS o sistema de vídeovigilância, que “cobre integralmente todo o sul do distrito, permitindo uma vigilância de pormenor para esta região bem como um acompanhamento das operações em tempo real, para além do projecto Leiria mais Verde que contempla na sua génese a vigilância aérea”.Também o governador Civil do distrito de Leiria, José Miguel Medeiros, anunciou que durante este mês vão ser assinados acordos de cooperação com várias entidades, com vista ao reforço do dispositivo de vigilância, nomeadamente a utilização de máquinas de rastos.José Medeiros destacou igualmente a distribuição de equipamento individual aos bombeiros, até ao dia 31 de Maio.Realçou, também, a importância das faixas de gestão de combustível e das limitações ao uso do fogo no período crítico, nomeadamente a realização de queimadas e o recurso ao fogo de artifício e a outros arte-factos pirotécnicos. O dispositivo distrital de combate a incêndios para os meses de Verão envolve mais de quatro centenas de homens, 25 corporações de bombeiros, 48 equipas de combate a incêndios florestais, 19 equipas de logística de apoio ao combate, dois grupos de reforço de incêndios florestais, três equipas helitransportadas e oito comandantes de permanência de operações.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida(Clique aqui e saiba tudo)

Portugal vai continuar a ter, nos próximos anos, condições para incêndios florestais muito perigosos, apesar de ser o país do Sul da Europa que sofreu a maior área destruída pelas chamas nos últimos 25 anos.
O alerta foi lançado, durante o seminário ‘Segurança nas Escolas e Protecção da Floresta’, organizado em Mafra pela Brigada 2 da GNR.De acordo com o director do serviço contra incêndios da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, João Pinho, “temos condições climatéricas para termos muito crescimento vegetal e Verões secos, o que significa que, por mais que arda, vamos ter sempre muito para arder”.Nesta circunstância, acrescentou, é importante a organização de um sistema nacional de prevenção, para evitar ignições ou se as houver, sejam rapidamente combatidas.A GNR, através do Serviço de Protecção da Natureza (SEPNA), desempenha um papel importante neste sistema, com a coordenação das acções de prevenção relativas à vigilância, quer através da Rede Nacional de Postos de Vigia (RNPV), quer do novo sistema de torres de video-vigilância, detecção e fiscalização dos incêndios florestais e, através dos GIPS, participa no combate directo às chamas, frisou na sua intervenção o major Joaquim Delgado, daquela força de segurança.No sistema que está a implantar-se em Portugal, cabe à acção de prevenção das autarquias um papel “cada vez mais crucial”, salientou por sua vez Amâncio Torres, vice-presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil, que moderou o debate.A prevenção de ‘malha fina’ é realizada através dos planos regionais e municipais de estrutura do território, obrigando à integração das acções dos diferentes agentes, frisou ainda João Pinho.Esta organização do território, a par da prevenção da eclosão do fogo e do combate aos incêndios florestais constituem as prioridades da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, salientou aquele responsável. MAIS FISCALIZAÇÃOA prevenção dos incêndios florestais, por parte das forças de segurança, assenta na fiscalização efectiva das actividades que provoquem fogo por negligência e no controlo ou inserção social dos indivíduos de risco que possam agir intencionalmente, disse no seminário o inspector Miguel Martinho, da PJ, especialista na investigação de incêndios. O inspector admitiu que no futuro a investigação de incêndios florestais venha a caber à GNR, com a nova lei sobre investigação criminal.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Campanha de Reflorestação do Projecto Floresta Unida ( Clique AQUI e saiba como participar)
Projecto Floresta Unida no Aeródromo da Lousã dia 12 e 13 de Maio

NEWS
Árvore que retém mais carbono da atmosfera é o eucalipto
A árvore "campeã" no combate aos poluentes a quem são atribuídas as alterações climatéricas é, em Portugal, o eucalipto, de acordo com estudos realizados em três tipos diferentes de coberto vegetal.
De acordo com dados avançados pelo professor universitário de Ecologia Florestal João Santos Pereira, medições que vêm sendo realizadas numa plantação de eucaliptos perto de Pegões, concelho de Palmela, indicam que aquela árvore de crescimento rápido é a que retém da atmosfera mais dióxido de carbono, considerado o principal responsável pelo aquecimento global da atmosfera. Elementos recolhidos pelos cientistas indicam que naquele eucaliptal a retenção de carbono variou entre as 7,45 toneladas de carbono por hectare e por ano, em 2003, e 4,77 toneladas em 2006. Em comparação, valores obtidos num montado de sobreiros perto de Évora indicaram que a retenção de carbono por aquelas árvores foi de 0,47 toneladas por hectare/ano de área arborizada em 2003 e de 1,8 toneladas no ano passado. A explicação para esta diferença está, segundo os cientistas, no facto de as árvores que crescem mais rapidamente terem uma capacidade superior para reter o dióxido de carbono, que através da fotossíntese das folhas transformam depois em oxigénio. O resultado efectivo da retenção é obtido através da subtracção ao total de dióxido de carbono absorvido durante o dia, quando exposta à luz solar, da chamada respiração, que a árvore realiza durante a noite, com a ausência de luz, em que devolve à atmosfera parte do gás poluente retido com a iluminação natural. Em declarações à agência Lusa, João Santos Pereira, presidente do Conselho Científico do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, acrescentou que os resultados obtidos nas pastagens indicam valores de sequestro de carbono pelas ervas semelhantes aos do montado, cerca de 1,97 toneladas por hectare/ano em 2006, no caso de outra herdade dos arredores de Évora. Dados reunidos pelo investigador, indicam que nos restantes países europeus os números são semelhantes: média de 1,5 toneladas de carbono por hectare/ano nas pastagens, enquanto nas florestas esses valores sobem para entre cinco a seis toneladas por hectare. As estimativas, acrescenta João Santos Pereira, indicam que as florestas da União Europeia retiveram sete a 12 por cento do carbono emitido em 1995 pela queima de combustíveis fósseis - petróleo, gás e carvão. Em Portugal não foram ainda feitas medições referentes a áreas florestadas com pinheiro bravo, mas no Sul de França foram atingidos valores na ordem das seis toneladas por hectare/ano. Embora sem se conhecerem cálculos sobre o total de carbono retido pela floresta portuguesa, admitindo que cada um dos 700 mil hectares de montado existentes no país retenha 1,8 toneladas de carbono ano, como sucedeu nas medições realizadas na herdade perto de Évora, no total conseguiriam retirar da atmosfera 1,26 milhões de toneladas de carbono. Contudo estes cálculos pecarão sempre pela falta de rigor, dado o grande número de variantes a ter em conta, nomeadamente as características dos diferentes montados ou as distintas densidades de árvore por hectare, entre outras. Mesmo assim e para dar uma ideia do que está em causa, o valor calculado de 1,26 milhões de toneladas não chega a dois por cento das 88,44 milhões de toneladas de carbono libertadas para a atmosfera em Portugal no ano passado, de acordo com dados do Instituto do Ambiente.
domingo, 6 de maio de 2007
Projecto Floresta Unida ,todas as 6ª feiras,9h30m na Radio Lousã em 95.3 FM

O ministro da Administração Interna, António Costa, manifestou hoje, no Porto, confiança no dispositivo montado este ano para combater os fogos florestais, mas fez também um apelo ao empenho de todos os cidadãos para combater este flagelo."No final desta volta ao país que iniciei há uma semana em Bragança posso dizer com orgulho que temos um dispositivo para fazer frente à ameaça que se avizinha", afirmou o ministro, na cerimónia que assinalou a apresentação dos dispositivos de combate aos incêndios.António Costa salientou que é preciso enfrentar a próxima época de incêndios "sem triunfalismos, mas também sem fatalismos", alertando que o êxito alcançado em 2006 "ainda não representa resultados sustentados, porque não decorreu de melhorias na floresta"."Todos sabemos que não somos demais para fazer face a esta ameaça", frisou, salientando a importância do reforço de meios humanos para este ano, que atinge cerca de 9 mil homens, distribuídos pela vigilância, detecção e combate a incêndios.Dirigindo-se a "todos os cidadãos portugueses", António Costa afirmou que "a melhor ajuda que se pode dar é evitar comportamentos de risco na floresta", mas também deixou um apelo a um "reforço das acções de fiscalização para fazer cumprir as obrigações que a lei impõe aos produtores florestais", nomeadamente no que se refere à limpeza da floresta e à criação de zonas de protecção.No seu discurso, perante efectivos que estarão envolvidos no combate aos incêndios nos próximos meses, o ministro enunciou algumas melhorias no dispositivo para este ano, incluindo os primeiros meios aéreos do Estado, o reforço das equipas helitransportadas e do envolvimento de efectivos das Forças Armadas, mas também a aquisição de equipamento de protecção individual para bombeiros voluntários.Outro aspecto destacado pelo ministro foi a criação de equipas de primeira intervenção profissionalizadas nos corpos de bombeiros voluntários, revelando que este ano estarão a funcionar 60 das 200 equipas previstas até 2009. Para o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, a actuação do governo neste domínio tem sido positiva, considerando "ser de elementar justiça reconhecer que foram dados importantes passos para responder ao flagelo dos fogos florestais".Duarte Caldeira elogiou o facto de o governo ter "abandonado a lógica da experimentação" e ter optado, na elaboração do dispositivo de combate aos fogos, por "dar acolhimento ao conhecimento e experiência de instituições reconhecidas"."Ainda há muitas metas a traçar e objectivos a atingir, mas estamos no caminho certo", frisou.Na cerimónia, a governadora civil do Porto, Isabel Oneto, destacou o "sentimento de entrega e de profunda dedicação" de todos os envolvidos no dispositivo de combate aos fogos florestais, salientando ainda a "mais valia inestimável" que resulta do facto do distrito do Porto possuir uma das maiores universidades do país.Os dados estatísticos indicam que o distrito do Porto, onde habitam cerca de 1,8 milhões de pessoas, tem 92 mil hectares de floresta, o que representa cerca de metade da área total do distrito.Entre 1 de Julho e 30 de Setembro, o distrito do Porto terá em alerta permanente 400 homens, 90 veículos e um meio aéreo, além dos efectivos da GNR, do Exército e dos sapadores florestais.
A Unidade Aérea Ligeira do Exército (UALE) cedeu esta quinta-feira oito pilotos militares para o combate a incêndios florestais este ano, que vão começar o treino na segunda-feira, afirmou à Agência Lusa fonte do Estado-Maior do Exército.
Estes militares, já formados na Força Aérea Portuguesa e espanhola e com cursos de piloto de helicóptero, vão operar os seis aparelhos russos Kamov 302 adquiridos pelo Estado e que estarão distribuídos pelo Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR (quatro), pelo Bombeiros Sapadores («Canarinhos») (um) e pelos bombeiros voluntários (um).
No que toca ao trabalho dos GIPS da GNR, o Comandante-Geral da GNR, tenente-general Mourato Nunes, congratulou-se com a cedência dos oito pilotos do Exército, argumentando que «a natureza da Guarda tem regime e disciplina militar» e que o «facto de serem militares reforçam o desempenho da missão da GNR».
A estes oito pilotos portugueses juntam-se outros 12 pilotos russos já com formação nos Kamov.
Os heli-bombardeiros pesados Kamov ficam instalados a partir de 1 de Julho, a «Fase Charlie» (a que tem o maior número de operacionais e meios no terreno), nos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Porto, Santarém e Viana do Castelo.
Os oito pilotos de helicópteros do exército vão estar ao serviço do Ministério da Administração Interna (MAI), para o combate a incêndios florestais, por um período de três anos.
Os oito pilotos do Exército começam segunda-feira a receber formação e certificação, em Tires, num helicóptero Kamov propriedade da empresa Helisul que chega sábado a Alverca.
É uma honra e um privilégio estar presente pelo terceiro ano consecutivo na cerimónia militar comemorativa do Dia da Guarda Nacional Republicana, pelo significado que este evento encerra e transmite.
Neste momento de balanço da actividade desenvolvida pela Guarda, cumpre destacar e enaltecer o valioso, inestimável e significativo contributo para a defesa da legalidade democrática, a garantia da segurança interna e os direitos dos cidadãos.
Permitam-me que destaque três domínios em especial.
Primeiro, não posso deixar de relevar e enaltecer o contributo significativo emprestado à prevenção, fiscalização e apoio da circulação rodoviária que permitiu uma redução significativa da sinistralidade rodoviária, situação que nos permitiu antecipar a concretização da meta definida no Plano Nacional de Prevenção Rodoviária para 2010.
De igual modo, a assumpção de novas e exigentes tarefas no âmbito da prevenção, vigilância, detecção e combate inicial aos fogos florestais, as quais se saldaram num acentuado reforço da defesa da floresta contra incêndios.
O sucesso da integração do Corpo de Guardas Florestais, da criação do GIPS e da atribuição da coordenação da vigilância e detecção ao SEPNA, motivam o reforço da sua capacidade de actuação. Nesse sentido, inicia-se este ano a renovação da rede nacional de postos de vigia com a instalação de 69 novas torres e reforça-se o GIPS com duas novas companhias, agora aprontadas, que aproveito para saudar, com votos de bom trabalho ao serviço de uma causa que é nacional.
Não menos importante, a forma célere, competente e empenhada como a GNR nos permitiu corresponder ao apelo das autoridades timorenses, aliada ao excelente serviço que naquele país vem desenvolvendo.
Consequência da excelente e reconhecida prestação do Subagrupamento Bravo no território timorense, a Guarda reforçou a sua presença na Missão UNMIT-ONU e continua a envidar esforços no sentido de devolver a segurança, a tranquilidade e a liberdade que a todos é devida e, neste caso particular, diariamente reclamada. A todos os que integraram e integram os contingentes em serviço em Timor, presto a minha rendida homenagem, com uma palavra de profundo reconhecimento para com as suas famílias.
Militares e Civis da Guarda
As sociedades contemporâneas vivem confrontadas com um acelerado processo de transformações, as quais têm impactos nos mais diversos domínios do nosso quotidiano, dentre os quais se destaca a segurança interna.
Assim, decidiu o Governo proceder a uma reforma do modelo de segurança interna e das forças de segurança, numa óptica de emprestar uma melhor eficiência ao seu funcionamento e articulação, e uma maior eficácia no seu produto operacional, de forma a garantir uma maior acessibilidade, proximidade e visibilidade, com o fim último de garantir uma melhoria na qualidade do serviço prestado a todos quantos carecem dos seus serviços.
São conhecidas as linhas de orientação desta reforma aprovada pelo Governo no passado dia 1de Março:
- melhor coordenação e articulação das Forças e Serviços de Segurança;
- racionalização das estruturas e processos de trabalho;
- reforço do investimento para garantir melhores condições de trabalho e melhor qualidade do serviço prestado aos cidadãos.
Nestes dois meses foi já possível executar com sucesso a redistribuição das áreas da responsabilidade entre a GNR e a PSP na generalidade do País, iniciando-se já no próximo dia 1 de Junho a execução do plano nas Áreas Metropolitanas.
Na passada semana o Governo aprovou – como previsto – a primeira Proposta de Lei de Programação de Instalações e Equipamentos das Forças de Segurança e, hoje mesmo, o Conselho de Ministros aprovou as Propostas de Leis Orgânicas da GNR e da PSP.
Seguir-se-á no próximo mês a apresentação à Assembleia da República da nova Lei de Segurança Interna e do Estatuto dos Militares da Guarda Nacional Republicana.
Está assim, em estreita articulação com o Comando da GNR, a ser executada a bom ritmo esta profunda reforma do nosso Sistema de Segurança Interna e das Forças de Segurança.
Mas é preciso ser muito claro. O objectivo desta reforma não é mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma.
Não se unifica a cadeia do comando para que as Brigadas especializadas permaneçam como corpos separados, embora com outro nome; como não se extinguem as Brigadas Territoriais para que estas se reproduzam e multipliquem nos 18 Grupos Territoriais.
A reforma em curso exige mesmo uma mudança na estrutura e nos métodos de trabalho, suportada numa orgânica moderna, funcional e adequada às necessidades actuais e aos futuros desafios que se colocam a esta força de segurança.
Paralelamente, ao nível dos processos internos, da externalização de actividades ou da criação de serviços partilhados, será possível eliminar a replicação de serviços de apoio e, mediante a implementação de novas soluções tecnológicas, desburocratizar diversas tarefas repetitivas e alguns serviços saturantes, numa óptica de recentrar a actividade da Guarda em áreas de valor acrescentado como sejam a prestação de serviços de segurança.
A prestação de serviços de segurança é a missão fundamental da Guarda e, por isso, é no seu desempenho que temos de concentrar os recursos.
O objectivo é preciso e na reestruturação da Guarda terá que ser alcançado: o reforço claro dos recursos humanos afectos ao dispositivo territorial.
O efectivo dos postos e subdestacamentos tem de ser – e será - o beneficiário líquido desta reforma! Só assim será possível melhorar as condições de trabalho na Guarda e a qualidade do serviço prestado às populações com mais acessibilidade, proximidade e visibilidade.
Minhas Senhoras e Meus Senhores
A aposta na modernização da Guarda não é uma medida governativa fácil, sobretudo quando, pela sua amplitude, abrange todos os sectores desta quase secular instituição.
A mudança provoca sempre – sei-o bem - incertezas, dúvidas e sentimentos de indefinição, os quais têm impacto na vida familiar, profissional e afectiva.
Com a reforma em curso, algumas funções e tarefas serão eliminadas, alguns locais de prestação de serviço serão encerrados, situações que determinarão a requalificação de pessoas e a mudança para outros aquartelamentos.
O sentimento de pertença e o espírito de corpo presente nas unidades que irão ser objecto de reestruturação será um valor a preservar pela manutenção das respectivas valências na nova estrutura organizativa e funcional.
No entanto, o Governo e – em particular - o Comando da Guarda estão empenhados em minimizar estes impactos através da procura das melhores soluções para cada problema identificado.
Estamos cientes que assim será.
Contudo, é de elementar justiça sublinhar publicamente a forma disciplinada e empenhada como as Forças de Segurança e, no caso, a GNR, acolheram e participam na execução desta reforma.
Tal evidencia um são relacionamento com o poder político democrático, que só pode ser tido como normal, 30 anos volvidos de regime constitucional. Mas evidencia sobretudo a capacidade de execução do Comando da Guarda em todos os seus escalões, garantindo que, acima dos interesses particulares ou de corpo, o interesse público prevalece, sem inércias paralisantes ou expedientes dilatórios, o que nos cumpre sinalizar porque nem sempre é comum nos processos de reforma de instituições do Estado.
Ciente do elevado sentido de responsabilidade, grande firmeza, excepcional profissionalismo e forte determinação de todos quantos servem na Guarda Nacional Republicana, fazendo jus à excelsa divisa que a todos une e guia - «pela lei e pela grei» -, estou convicto que tudo farão para continuar a honrar a confiança dos portugueses e empenhados em contribuir para a elevação de Portugal.
Por mim, como Ministro de Estado e da Administração Interna, tenho cabal confiança na capacidade de entrega e devoção à nobre missão que juraram cumprir.
Na sua última reunião, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez aprovou a aquisição de duas viaturas todo o terreno com kits de primeira intervenção, no valor de 52.479,00 euros. Este investimento, realizado no âmbito do Plano de Prevenção de Riscos de Incêndios Florestais na zona do central do concelho de Arcos de Valdevez, é comparticipado em 50 por cento pelo programa AGRIS.
O executivo autorizou uma alteração ao projecto de estruturas de obras de arte da nova ponte sobre o rio Vez, entre Vilela e Aboim das Choças, que permite a redução do prazo de execução da empreitada em 60 dias e uma economia de cerca de 11.500,00 euros. Aprovado foi também o plano definitivo de trabalhos e plano de pagamentos relativos à empreitada do Centro Escolar a norte do concelho.A câmara deu parecer favorável aos Planos de Prevenção de Incêndios dos Agrupamentos de Escolas de Valdevez, da EB 1 de Guilhadeses e EB 1 de Arcos de Valdevez, bem como quatro pedidos de afectação de lotes no Parque Empresarial de Padreiro e quatro no Parque Empresarial de Paçô. Foi autorizada a abertura de procedimento da aquisição de luminárias para a ligação desde a ponte sobre o rio Vez à estrada nacional 202 em Giela, no valor de 70 mil euros. A aquisição de vedação para o Skate Park, no valor de 5.149,00 euros, e de seis máquinas roçadoras, no valor de 2.874,00 euros, mereceram também parecer favorável.A câmara deliberou adjudicar a empreitada de alargamento e pavimentação dos caminhos interiores dos lugares de Igreja e Rouças e segunda fase do alargamento e pavimentação do caminho no interior do lugar de Igreja, na Gavieira, no valor de 39.840,00 euros, bem como aprovar o auto de consignação da requalificação do troço na estrada nacional 101 entre a Praça D. Manuel I e a rotunda do IC 28, no valor de 2.380.136,87 euros.Foi autorizada a prorrogação de prazo das obras do caminho de ligação entre os lugares de Rua, Paredes e Outeiro, em Padroso, até 30 de Abril, rectificação do caminho central da Lombadinha, em Gondoriz, até 7 de Julho, arranjo exterior da Habitação Social do Couto, até 29 de Abril, Habitação Social em Paçô, até 20 de Dezembro, e pavimentação do caminho de ligação à Portela, em Cabana Maior, até 31 de Maio.A câmara aprovou o auto de recepção definitiva das empreitadas da estrada nacional 303 – acesso norte da sede do concelho; acesso sul à sede do concelho e ligação da estrada nacional 101 à zona industrial (estrada municipal 530-1); da pavimentação do acesso a Andeviso, em Eiras; da estrada nacional 202-2 – de Vilela a Portela do Alvito, em Sistelo; caminho municipal 1314 – entre a estrada nacional 202 e a estrada nacional 202-1, em Santar; caminho municipal 1295 – da estrada nacional 202-2 ao lugar de Ferreiros, em Gondoriz, e do ordenamento de intersecções viárias, junto à rotunda da Família.Assinados Protocolos de ColaboraçãoNa sessão foram assinados protocolos de colaboração com a Junta de Freguesia de Vilela, no valor de 37.130,00 euros, verba destinada a financiar a pavimentação do espaço envolvente à sede da junta, obra adjudicada por 41.255,00 euros, com a Junta de Freguesia de Portela, no valor de 67.077,00 euros, verba destinada a custear o alargamento e pavimentação do caminho de ligação do Largo do Outeiro à estrada municipal 505, intervenção adjudicada por 74.530,00 euros, e com a Associação de Festas e Animação Cultural de Arcos de Valdevez FOLIA, no valor de 150 mil euros, para a realização de quatro eventos: Carnaval, S. João da Valeta, Festas e Feiras Francas e Passagem de Ano.A câmara deliberou conceder um apoio de 1.750,00 euros ao Clube de Rugby de Arcos de Valdevez para custear despesas relacionadas com a participação das suas equipas sénior, juvenil e feminina no II Torneio Intercéltico de Rugby, que decorre em Quimper (França) de 17 a 20 de Maio, e que conta também com a participação de equipas da Irlanda, Espanha e França. Foi também autorizado o funcionamento da esplanada na Alameda Dr. Francisco Sá Carneiro, de 1 de Junho a 15 de Setembro, dinamizado pelo Clube Rugby de Arcos de Valdevez. Foi autorizada a concessão de um apoio de mil euros à Associação Recreativa e Cultural do Vale para financiar a aquisição de um instrumento musical para o Rancho Folclórico de S. Pedro do Vale, e a mesma quantia ao Rancho Folclórico e Cultural das Lavradeiras de S. Pedro do Vale, para o mesmo fim. Foi também deliberado conceder um apoio de 500,00 euros à Associação Recreativa e Cultural de Aguiã, para comparticipar a aquisição de um computador. No período antes da ordem do dia, foi dado conhecimento do pedido de uma reunião endereçado à representação da Ordem dos Advogados no concelho de Arcos de Valdevez, acerca da proposta de revisão do mapa judiciário. A presidência informou também que foi requerida à Direcção Regional de Educação do Norte a certidão do despacho que ordenou a extinção dos agrupamentos de escolas na área deste concelho, nomeadamente do agrupamento de escolas Padre Himalaya e Escolas de Valdevez, assim como a junção das escolas do agrupamento Escolas de Valdevez com a Escola Secundária Tomaz de Figueiredo.O executivo foi ainda informado da realização do Encontro de Arcuenses na Venezuela, iniciativa agendada para o dia 6 de Maio, em Valência, e da a festa anual da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez em Lisboa, que decorreu no dia 29 de Abril. Foi ratificado o despacho de atribuição do subsídio anual à Casa do Concelho de Arcos de Valdevez em Lisboa, no valor de 3 mil euros.
