quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Lucros da Portucel crescem 97% em 2006




Lucros da Portucel crescem 97% em 2006




A Portucel apresentou ontem resultados líquidos anuais de 124,7 milhões de euros, referentes a 2006, mais 97,0% que no ano anterior. As vendas totais ascenderam a 1080,7 milhões de euros, mais 5% que em 2005, enquanto que o EBITDA subiu 17,1%, para 312,5 milhões de euros. Os resultados operacionais fixaram-se nos 209,3 milhões de euros (mais 57,1%), enquanto a dívida líquida desceu para os 460,1 milhões, menos 34,8% que no período homólogo anterior. O investimento ascendeu aos 20 milhões de euros.Segundo a Portucel, 70% do volume de negócios foi gerado pelo negócio do papel, sendo a pasta responsável por 24% e os restantes 6% fruto, essencialmente, da geração de energia e outros serviços. Mais de 92% das vendas de papel e de pasta foram realizadas no mercado internacional, em mais de 80 países.A produção de papel cresceu 2,6%, face a 2005, mas as vendas de produto premium subiram 9%. Como resultado desta evolução, a comercialização de papel registou um crescimento em valor de 6,1%. Por seu turno, a produção de pasta evidenciou um aumento anual de 2,7%, tendo registado, em valor, uma subida de 5,5%.Na explicação dos resultados, a Portucel destaca a redução dos custos unitários, com especial incidência na fábrica de Cacia, onde a entrada em funcionamento de uma nova caldeira de recuperação permitiu uma evolução favorável do balanço energético. Por outro lado, os gastos com pessoal foram reduzidos em 68,1 milhões de euros (menos 7%), apesar do impacto negativo dos custos com os fundos de pensões. Em termos de logística comercial a situação degradou-se, em resultado, segundo a Portucel, da forte subida do preço do petróleo.A empresa refere, no comunicado ontem emitido, que procedeu à revisão das vidas úteis remanescentes dos equipamentos, o que permitiu recalcular as quotas de depreciação respectivas. Em consequência disso, o valor das amortizações diminuiu 46,9 milhões de euros. Entretanto, a sessão de hoje de bolsa será a primeira em que as acções detidas por trabalhadores e pequenos subscritores, decorrentes da OPV que correspondeu à terceira fase de privatização da Portucel, poderão ser negociadas. Trata-se de 52 milhões de títulos que estiveram indisponíveis durante três meses.




Fonte: DN (Márcio Alves Candoso)

1 comentário:

Anónimo disse...

Grande empresa.
Gostei muito deste projecto.

Amilcar